Brasil: Pai se passa por filha de 11 anos, marca encontro e suspeito de pedofilia é espancado
19 de abril de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Um homem de 28 anos, suspeito de pedofilia, foi espancado na rodoviária de Mogi das Cruzes, em São Paulo, na tarde do sábado (16/04), depois de ter marcado um encontro com uma criança de 11 anos através do Whatsapp. Na verdade, quem trocava as mensagens com ele eram o pai e a madrasta da garota, que tiveram acesso ao teor das conversas iniciadas no final do mês passado.
De acordo com o G1, o pai da menina contou na delegacia que na madrugada de 27 de março um estranho fez contato com o celular da filha dele pelo Whatsapp. Segundo ele, havia a mensagem “oi” e a foto de um pênis. O pai ainda relatou que a filha viu a mensagem por volta das 10h e entregou o celular para a madrasta, que respondeu “oi, quem é?”.
Ainda de acordo com o pai, houve resposta apenas às 11h19. Segundo o boletim de ocorrência, a madrasta se passou pela criança e começou a conversar com o suspeito. O pai disse que ele próprio também se passou pela filha na tentativa de descobrir o que o homem queria com a criança. Desde então, segundo o pai, a criança não falou com o suspeito. Ainda de acordo com o pai, as conversas foram se prolongando e o homem pedia abertamente fotos da menina pelada, perguntava sobre o corpo, etc.
| TRECHO DA CONVERSA |
Segundo o pai, na madrugada deste sábado, o homem propôs um encontro e eles marcaram na rodoviária. O suspeito chegou a mandar uma foto do próprio busto para ser reconhecido.
Na hora marcada, a madrasta e o pai esperavam o homem no terminal, perto do banheiro. A madrasta falava com o suspeito ao telefone se passando pela criança. Quando ficou frente a frente com a madrasta, o pai relatou que o suspeito gesticulou como se fosse abraçá-la e foi segurado.
O pai acrescentou que pessoas que passavam pelo local perguntaram o que estava acontecendo e a madrasta disse: “pedófilo!”. Segundo o pai, populares começaram a agredir o suspeito até a chegada da Polícia Militar. O pai disse que tentou evitar a agressão porque já havia chamado a polícia, mas havia uma dez pessoas agredindo o homem. Ele relatou à polícia que “fez o que pode para tentar evitar a agressão pois seu objetivo era a prisão do indivíduo.”
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes com base no artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que trata de “aliciar, assediar, instigar ou constranger.” O suspeito não foi levado para a delegacia porque precisou ser hospitalizado no Hospital Luzia de Pinho Melo, mas no boletim de ocorrência consta que ele é “averiguado”. O pai da menina levou para a delegacia os pertences do suspeitos, que incluiam celular com dois chips, chip avulso, preservativos e bolsa de pano, que serão encaminhados para perícia.
DO G1








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