25/01/2026 03:20

Aécio Neves se acerta com Alckmin e tucanos postergam a disputa pela vaga de 2018

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Os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin se entenderam sobre um modelo de coabitação partidária capaz de pacificar o ninho pelos próximos dois anos. Fizeram isso antes que suas respectivas infantarias deflagrassem prematuramente a batalha pela vaga de candidato do PSDB à Presidência da República em 2018.


Ficou combinado que, em convenção marcada para julho, Aécio será reeleito presidente do partido por mais dois anos. Alckmin indicará o secretário-geral, segundo posto mais importante da direção da legenda. Em 2017, quando Aécio estará estatutariamente impedido de ser reconduzido ao comando pela terceira vez, um integrante do grupo de Alckmin deverá sucedê-lo.

Na prática, manteve-se o modelo café-com-leite negociado em 2013: o mineiro Aécio na presidência e o paulista Mendes Thame na Secretaria-geral. Com uma diferença: naquele ano, Aécio disputava a vaga de presidenciável com José Serra. Prevaleceu. E assumiu as rédeas para unificar o partido em torno de sua própria candidatura. Alckmin cogita agora indicar outro nome para o lugar de Thame, mais identificado com Serra.

A nova presidência de Aécio terminará um ano antes do início da campanha de 2018. Desde logo, está entendido que o jogo interno do PSDB foi, por assim dizer, zerado. O partido voltou a ter pelo menos dois candidatos que não dizem em público que são candidatos. Um, Aécio, cultiva a expectativa de que a memória da última campanha lhe assegure uma boa largada nas pesquisas. Outro, Alckmin, trabalha com a perspectiva de cavalgar a máquina partidária de São Paulo e a crescente rejeição ao petismo no maior colégio eleitoral do país.

O processo de escolha dos dirigentes do PSDB começou no último final de semana. Realizaram-se as convenções municipais. No mês que vem, ocorrerão as convenções estaduais. E em julho, a nacional.
Via: PEN

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