Lula defende responsabilidade fiscal, mas governo ainda não detalhou medidas para equilibrar contas públicas

6 de novembro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a responsabilidade fiscal e a necessidade de manter a economia organizada para atrair investimentos, mas ainda não apresentou medidas concretas para conter a trajetória da dívida pública. As declarações ocorreram após uma reunião com integrantes do governo, ex-ministros e economistas para discutir os desafios das contas federais.

Durante evento sobre minerais críticos, Lula afirmou que a atração de investimentos exige seriedade e previsibilidade nas políticas públicas. A fala ocorre em meio à cobrança por medidas que permitam cumprir as metas fiscais sem comprometer os programas sociais.

Governo discute alternativas para melhorar as contas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a reunião teve como objetivo avaliar o cenário econômico e discutir possíveis caminhos, sem decidir medidas específicas. Segundo ele, propostas deverão ser apresentadas ao presidente após seu retorno de viagem internacional, previsto para 16 de novembro.

Entre os assuntos em estudo está a possibilidade de ampliar o contingenciamento de despesas, fazendo a execução do Orçamento buscar o centro da meta de resultado primário, em vez de apenas o limite inferior permitido. A aplicação dessa estratégia dependeria também do desempenho das receitas.

Além de Durigan, participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega e economistas convidados.

Pronunciamento previsto para domingo

Lula gravou um pronunciamento em rádio e televisão previsto para o próximo domingo (8). Segundo interlocutores do governo ouvidos pela imprensa, a mensagem deverá abordar a situação econômica, os compromissos sociais e os desafios da nova gestão, sem previsão de anúncio de um pacote específico de ajuste fiscal.

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 prevê meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondente a aproximadamente R$ 73,2 bilhões. As metas indicadas aumentam para 1% em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030.

O governo argumenta que pretende fortalecer as regras fiscais de forma gradual, preservando os compromissos sociais. Analistas do mercado financeiro, por sua vez, acompanham a expectativa de detalhamento das medidas e seus possíveis efeitos sobre juros, dívida pública e investimentos.

Ainda não há confirmação de quais propostas serão adotadas. O presidente deverá ouvir outros especialistas e representantes do setor produtivo antes das decisões.

Fonte: Folha de Pernambuco, com informações de O Globo.

Foto: AFP/Reprodução Folha de Pernambuco.

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