Áudio atribuído a Flávio Bolsonaro entra em investigação no STF e amplia crise política
15 de maio de 2026 Postado em: Destaques Eleições 2026 Flávio Bolsonaro Justiça Política Nenhum comentário
Gravação encontrada no celular de Daniel Vorcaro teria sido enviada ao ministro André Mendonça, à PGR e à defesa do banqueiro
Um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a integrar oficialmente os materiais analisados em uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A gravação foi extraída do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao extinto Banco Master, e teria sido considerada autêntica durante a perícia realizada no aparelho apreendido.
No conteúdo, Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro para ajudar na produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações ligadas à apuração, o material já teria sido encaminhado ao ministro André Mendonça, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e também à defesa de Daniel Vorcaro.
A inclusão da gravação no inquérito aumentou ainda mais a repercussão política do caso em Brasília e intensificou debates nos bastidores sobre a relação entre o senador e o empresário do setor financeiro.
Inicialmente, Flávio Bolsonaro evitou comentar o assunto ao ser questionado por jornalistas na saída do STF. Posteriormente, porém, o senador reconheceu a existência do áudio e afirmou que o conteúdo se referia à busca de investidores privados para o filme Dark Horse, produção inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A divulgação do material provocou forte reação de parlamentares da base governista e até de setores da direita, gerando pedidos de investigação, propostas de CPI e críticas públicas sobre as movimentações financeiras ligadas ao projeto cinematográfico.
Nos bastidores políticos, aliados do bolsonarismo avaliam que a repercussão do caso pode provocar desgaste na imagem construída pelo grupo nos últimos anos, especialmente diante da narrativa de combate à corrupção e defesa da transparência.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e sustenta que o filme foi financiado exclusivamente com recursos privados, sem utilização de dinheiro público ou incentivos culturais.
As informações sobre o andamento da investigação foram divulgadas pela jornalista Vera Magalhães, do jornal O Globo.








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