A Polícia Federal tem utilizado tecnologias avançadas para extrair dados de celulares apreendidos em investigações, mesmo quando os aparelhos estão desligados ou protegidos por senha. Essa capacidade técnica, exclusiva no Brasil, tem ampliado o alcance das investigações criminais, permitindo o acesso a informações que antes eram consideradas inacessíveis.
Para garantir a integridade dos dados, os celulares são inicialmente isolados em recipientes chamados “gaiolas de Faraday”, que bloqueiam qualquer comunicação externa via redes móveis, Wi-Fi ou Bluetooth. Isso impede que os dados sejam apagados remotamente por terceiros. Em seguida, peritos utilizam softwares especializados, como o israelense Cellebrite e o americano Greykey, que tentam quebrar as senhas de bloqueio e realizar a extração dos dados via conexão direta por cabo USB.
Quando os aparelhos estão desligados ou danificados, a Polícia Federal recorre à técnica conhecida como “chip off”, que consiste em desmontar o dispositivo para acessar diretamente a memória interna, transferindo os dados para outro equipamento para análise.
Os dados extraídos abrangem mensagens, fotos, vídeos, e-mails, registros de aplicativos, contatos, histórico de chamadas, localização e até informações apagadas, formando um dossiê eletrônico completo da rotina dos investigados. Todo o processo é realizado com rigor técnico e legal, respeitando a cadeia de custódia das provas e exigindo autorização judicial para o uso das informações.
Essa tecnologia tem sido fundamental em investigações que envolvem agentes públicos, empresários e outras figuras de destaque, contribuindo para a elucidação de crimes complexos no país.
Por Portal ChicoSabeTudo
































