30/01/2026 01:24

Casos de AVC aumentam no verão e exigem atenção redobrada, alerta especialista

Compartilhe:

Casos de AVC aumentam no verão e exigem atenção redobrada, alerta especialista

Foto:Bruno Peres/Agência Brasil

O número de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) tende a aumentar durante o verão, segundo alerta do neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro. O calor intenso, comum nesta época do ano, é um dos principais fatores que favorecem a doença, principalmente por causar desidratação, o que torna o sangue mais espesso e propenso à formação de coágulos.

De acordo com o especialista, o AVC isquêmico, responsável por cerca de 80% dos casos, é causado justamente pela obstrução de vasos sanguíneos. “O sangue mais concentrado, por conta da desidratação, aumenta o risco de trombose e, consequentemente, de AVC”, explica Maia. Já o AVC hemorrágico, embora menos comum, está ligado ao rompimento de vasos, e pode ser agravado pelo tabagismo e pressão alta.

Além da desidratação, fatores como consumo excessivo de álcool, descuido com a medicação, esforço físico em excesso, insolação e doenças típicas do verão — como gastroenterites — também elevam o risco. O médico destaca ainda o impacto do tabagismo, que danifica os vasos e contribui tanto para o AVC isquêmico quanto para o hemorrágico.

Outro ponto de preocupação é o aumento de casos em pessoas jovens, com menos de 45 anos, devido ao estilo de vida moderno e doenças crônicas mal controladas. No verão, segundo Maia, o hospital onde atua chega a atender cerca de 30 pacientes com AVC por mês — o dobro do registrado em outras épocas do ano.

O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Os sintomas mais comuns incluem paralisia súbita, fala embolada, perda de visão de um lado, tontura extrema ou desmaio. Diante desses sinais, é fundamental buscar atendimento médico imediato.

Maia reforça que o AVC pode ser prevenido com hábitos saudáveis e que existem tratamentos eficazes, desde que aplicados rapidamente. O uso de medicamentos trombolíticos é possível nas primeiras 4h30 após o início dos sintomas. Em alguns casos, é possível remover o coágulo por meio de um cateter inserido pela virilha, procedimento que pode ser realizado em até 24 horas, conforme a gravidade.

A recomendação do especialista é clara: manter-se hidratado, evitar excessos, controlar doenças crônicas, não fumar e procurar o hospital ao menor sinal de AVC. “É uma emergência médica e quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de recuperação completa”, conclui.

Via Pernambuco Notícias

Compartilhe:

Fale conosco