Petrolândia Notícias – MPE acusa gestão da prefeita Rorró Maniçoba de abuso de poder político em Floresta

MPE acusa gestão da prefeita Rorró Maniçoba de abuso de poder político em Floresta

18 de dezembro de 2024 Postado em: Destaques Floresta Notícias Floresta-PE Justiça Pernambuco Pernambuco Notícias Sertão Nenhum comentário


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O Ministério Público Eleitoral (MPE) da 72ª Zona Eleitoral ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a gestão municipal de Floresta/PE, sob a acusação de abuso de poder político em ano eleitoral. A investigação tem como alvos a prefeita reeleita Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz, a vice-prefeita Ana Beatriz Leal Numeriano de Sá e membros da administração municipal.

De acordo com a ação, a gestão municipal firmou, entre janeiro e abril de 2024, 1.122 contratos temporários de trabalho sob a justificativa de “excepcional interesse público”. Destes, 266 são novos contratos, não renovados do ano anterior, configurando indícios de intencionalidade eleitoreira. Segundo o MPE, a maioria das contratações não possuía amparo legal, já que ocorreu sem a realização de processo seletivo simplificado, como determina a Lei Municipal nº 141/98.

“É evidente que a Chapa Rorró e Bia implantou, no âmago da estrutura municipal, cabos eleitorais com a função específica de tolher a liberdade de voto da população carente, por meio de coação, ameaçando retirar o seu sustento, que é oferecido a pessoas que sequer possuem o mínimo para sobreviver de maneira digna”, afirmou o Ministério Público Eleitoral.

O relatório de auditoria do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) apontou que, até maio de 2024, o município de Floresta contava com 1.170 servidores temporários, um aumento de 48 contratações em relação ao período anterior. O órgão fiscalizador também ressaltou que os novos contratos foram direcionados, em sua maioria, para atividades-meio, como auxiliares de serviços gerais e assistentes administrativos, sem justificativa plausível de interesse público.

Seleção simplificada suspensa pelo TCE
O Ministério Público destacou ainda a tentativa de regularizar parte das contratações por meio de um processo seletivo simplificado (Edital nº 005/2024), realizado somente após a contratação irregular de 266 servidores. Esse processo foi suspenso pelo TCE-PE através de medida cautelar, em virtude da falta de excepcional interesse público.

Além disso, o MPE revelou que, mesmo após a suspensão do seletivo, houve a contratação irregular de um Agente de Combate às Endemias, em junho de 2024, violando a medida cautelar do TCE e o artigo 16 da Lei Federal nº 11.350/2006.

O Ministério Público Eleitoral considera que a gestão municipal usou as contratações temporárias como instrumento de favorecimento político, comprometendo a lisura do pleito eleitoral e violando a legislação vigente.

Via O Povo com a Notícia

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