Diferentemente das marchas passadas, concentradas na Praça dos Três Poderes, entre o Congresso e o Palácio do Planalto, a 18ª dos prefeitos em Brasília, a partir da próxima terça-feira, não terá nenhuma atividade com foco concentrado nem no Salão verde da Câmara dos Deputados, nem no Salão Negro do Senado.
Toda a programação será materializada no Centro de Convenções, com painéis sobre as temáticas que mais angustiam os municípios num momento em que a crise nacional se agrava, em razão do escândalo da operação Lava Jato. Prefeitos estão apreensivos, sobretudo com os estragos na economia e as demissões de trabalhadores. Só Pernambuco perdeu 40 mil postos de trabalho em um ano.
O ponto central da discussão será o Pacto Federativo, pauta do encontro dos governadores com o Congresso, quarta-feira passada. O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já confirmaram presença no debate sobre o tema, marcado para a manhã de quarta-feira.
A programação inclui, ainda, propostas de apoio ao desenvolvimento municipal, financiamento da Educação e um Plano Municipal de Educação, reinserção social do usuário de drogas, a crise hídrica e seus impactos na gestão municipal, além da questão dos resíduos sólidos, mobilidade e planejamento urbano.
Ainda não é certa a presença da presidente Dilma na sessão de abertura, que acontece às nove horas da manhã, no Centro de Convenções. Na última marcha, prefeitos ensaiaram uma vaia, criando um clima de constrangimento. Temendo manifestações e hostilidades, principalmente por prefeitos de oposição, é bem provável que Dilma prefira receber uma comissão em Palácio.
“Nosso evento principal versa sobre o pacto federativo”, diz Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, adiantando que o fato do presidente do Senado ter reunido os governadores em reunião sobre a temática favorece bastante o aprofundamento da discussão, desta feita com os prefeitos.
Por Magno Martins































