Caso de turista morto na Bahia repercute no SBT. Família denuncia erro de diagnóstico no Hospital Regional de Paulo Afonso. Entenda o caso.
A morte de Tiago Brito Lima, de 39 anos, ocorrida em janeiro deste ano após atendimento no Hospital Regional de Paulo Afonso (HRPA), voltou ao centro das atenções públicas nesta semana. O caso ganhou repercussão nacional na última quarta-feira, 12 de fevereiro, ao ser exibido pelo programa Primeiro Impacto, do SBT. A reportagem trouxe à tona denúncias da família, que alega falhas no diagnóstico e na condução do tratamento do paciente.

Imagem: Reprodução/Redes sociais
Tiago, que residia em Indaiatuba, no interior de São Paulo, passava férias na Bahia quando necessitou de assistência médica. O desfecho fatal, ocorrido dez dias após a primeira entrada na unidade de saúde, motivou os familiares a buscarem visibilidade para o caso, cobrando respostas das autoridades competentes.
Cronologia dos fatos
De acordo com relatos dos familiares apresentados à imprensa, Tiago procurou o Hospital Regional de Paulo Afonso no dia 8 de janeiro, queixando-se de fortes dores abdominais. A irmã do paciente, Maria de Fátima, relatou que, no primeiro atendimento, a equipe médica solicitou um exame de raio-x.
Segundo a denúncia, o diagnóstico inicial apontou apenas um quadro de gases. O paciente foi medicado e recebeu alta logo em seguida. A família sustenta, no entanto, que o quadro clínico real tratava-se de uma apendicite aguda não diagnosticada naquele momento.
Agravamento e óbito
Com a liberação e a suposta falta de tratamento adequado para a apendicite, o estado de saúde de Tiago teria evoluído para uma infecção generalizada (sepse). Ao retornar à unidade hospitalar com o agravamento dos sintomas, ele foi internado e, posteriormente, encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os familiares relatam que, além da falha no diagnóstico inicial, houve demora para a realização do procedimento cirúrgico necessário, mesmo após a confirmação do problema. Durante a internação, Tiago apresentou falência renal e permaneceu intubado, mas não resistiu às complicações, vindo a falecer no domingo, 18 de janeiro.
Posicionamento da família
A família de Tiago Brito Lima afirma possuir documentos médicos, incluindo a ficha do primeiro atendimento, que corroborariam a versão de que houve oportunidade de um diagnóstico diferente. A denúncia central gira em torno da hipótese de negligência médica, dada a disparidade entre o tratamento para gases e a gravidade de uma apendicite supurada.
O caso segue repercutindo na região e, agora, em âmbito nacional, levantando debates sobre a infraestrutura e a qualidade do atendimento de urgência na rede pública de saúde local. Até o fechamento desta matéria, aguarda-se o andamento das apurações oficiais sobre as condutas médicas adotadas.
Via Portal ChicoSabeTudo
































