09/02/2026 07:28

Quem é Braga Netto, general que pode ser vice de Bolsonaro nas próximas eleições

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O vice de Jair Bolsonaro (PL) na campanha presidencial deste ano tem tudo para ser o ministro da Defesa, o general Walter Braga Netto. Ao menos, essa parece ser a resposta para a charada proposta por Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira. O presidente disse, na ocasião, que o seu próximo companheiro de chapa é de Belo Horizonte, frequentou escola militar e está na lista de ministros que devem deixar o governo em 2 de abril.

A escolha de Braga Netto – se confirmada – não chega a ser uma surpresa.

Ao longo dos anos, ele e o presidente se aproximaram, enquanto ocupava cargos estratégicos no governo. Antes de assumir a pasta da Defesa, esteve à frente da Casa Civil em 2020. Ele também foi interventor de Segurança Pública no Rio de Janeiro em 2018, durante o governo de Michel Temer.

Braga Netto costuma ser a ponte entre o mundo político e os militares. Mas não só isso. Durante a CPI da Covid, foi uma figura importante nas discussões, defendendo as Forças Armadas.

“Não será um vice para ganhar a eleição”, disse Bolsonaro depois de dizer aos entrevistadores que o ministro escolhido deixará o governo no dia 2. “Será para ajudar a governar o Brasil”, completou, afirmando que a tarefa é muito difícil.

O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que também participou da entrevista, acrescentou que o desejo dele é que o vice-presidente seja “o nosso colega Braga Netto, um grande general, um homem leal ao senhor, competente, sério, e acima de tudo muito discreto e eficiente. Espero que seja ele o mineiro que o senhor está se referindo”, afirmou .

Mas e Mourão?

A possível escolha de Braga Netto para a chapa de Bolsonaro levanta uma dúvida: e o que deve acontecer com o atual vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos)? Na semana passada, Mourão disse que estava perto de compor aliança com o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, que disputará o governo do Rio Grande do Sul pelo PL, mesmo partido de Bolsonaro.

“Ainda não chegou o momento de encerrar minha participação na vida política no país. Cada século tem sua crise, e este século 21 não foge deste aforismo”, disse Mourão no começo de seu discurso, na semana passada, citando desafios geopolíticos, crise econômica e de mudanças de hábitos causadas pela tecnologia.

Via PE Notícias

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