A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que vai alterar a forma como vende o gás natural às distribuidoras. Há duas semanas, a estatal criou uma nova política de preços para gasolina e diesel, levando em conta os custos logísticos e de produção no Brasil sem se afastar dos preços internacionais, como a cotação do barril do petróleo.
A mudança envolve a criação de novos modelos de comercialização do gás, explicou a estatal. De acordo com a Petrobras, serão dez formatos distintos, considerando cinco diferentes prazos, dois indexadores e os custos do local de entrega da matéria-prima. Isso vai permitir, diz a empresa, mais possibilidades e flexibilidade para as distribuidoras que compram o gás.
Segundo fontes na estatal, essa maior flexibilidade vai permitir preços menores. Isso porque a Petrobras irá utilizar, além da cotação do preço do barril de petróleo, o chamado Henry Hub, um centro de distribuição de gás nos Estados Unidos cujos preços são usados como referência internacional e já usado por companhias do setor ao redor do mundo.
A Petrobras informou que “já está participando dos processos competitivos de chamadas públicas de distribuidoras estaduais com a nova carteira comercial”. Para uma fonte ligada à estatal, o novo modelo vai ajudar a Petrobras a criar condições para oferecer preços menores.
A estatal informou que o novo modelo vai permitir a “redução de volumes contratados pelas distribuidoras estaduais em caso de migração de volumes de clientes cativos para o ambiente livre”.
Hoje, lembrou um analista, os contratos de fornecimento envolvem quantidades específicas de gás, independente da demanda da distribuidora ao longo dos anos com cláusulas chamadas de “take or pay”, quando há pagamento da molécula mesmo que não haja consumo.
Segundo Rivaldo Moreira Neto, sócio da Gas Energy, há uma indicação de preços menores para o gás em relação aos valores que vem sendo praticados hoje pela estatal:
-E isso ocorre a medida que há contratos mais longos. A nossa visão é que há uma expectativa de preços menores por conta dessa maior competitividade no mercado. Apesar de prazos longos serem complexos se levar em conta o mercado livre, a estatal indicou que haverá flexibilidade para reduzir o volume ao longo do tempo.
































