03/02/2026 21:29

Injeção que previna infecção por HIV é aprovada na Anvisa

Injeção que previna infecção por HIV é aprovada na Anvisa

Fármaco foi desenvolvido pelo laboratório Gilead Sciences e passou a ser recomendado como estratégia de prevenção pela OMS no ano passado A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira, o lenacapavir, primeiro medicamento injetável a cada seis meses que previne a infecção pelo HIV em quase 100%. O fármaco, que será vendido sob o nome comercial de Sunlenca, foi desenvolvido pelo laboratório Gilead Sciences e já havia recebido o aval nos Estados Unidos e na Europa. O sinal verde da agência reguladora brasileira foi para duas indicações. Uma delas é como profilaxia pré-exposição (PrEP) para prevenir a infecção entre pessoas que não vivem com HIV, tenham idade acima de 12 anos, peso maior que 35 kg e teste negativo para o vírus. A outra é como tratamento de pacientes que vivem com HIV, já tenham utilizado outras terapias e apresentem um quadro de resistência a outras classes de antivirais. — A aprovação do lenacapavir pela Anvisa hoje é, sem dúvida, um marco muito especial na resposta ao HIV no Brasil. Ele está no centro das discussões mais avançadas sobre prevenção no mundo. É um medicamento inovador, com mecanismo de ação totalmente novo, o que amplia de forma concreta as opções de prevenção e tratamento disponíveis. Agora, o próximo passo é discutir acesso, incorporação e sustentabilidade, especialmente no SUS — avalia Alexandre Naime Barbosa, chefe do departamento de Infectologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Segundo a Gilead, os pedidos para aprovação como PrEP e como tratamento foram protocolados, respectivamente, em março de 2025 e novembro de 2024, e ambos receberam análise prioritária pela Anvisa devido à relevância epidemiológica e ao potencial impacto em saúde pública. Por PortalPE 10

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Clínica Medical Center de Petrolândia divulga agenda completa de consultas, exames e atendimentos especializados

O Medical Center de Petrolândia anunciou sua agenda atualizada de consultas, exames e atendimentos multiprofissionais, reforçando o compromisso com a saúde e o bem-estar da população. A unidade conta com uma equipe ampla e qualificada, oferecendo especialidades médicas, atendimentos terapêuticos e exames laboratoriais em um só lugar.

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Veneno de marimbondo vira arma contra o Alzheimer em pesquisa da UnB

Veneno de marimbondo vira arma contra o Alzheimer em pesquisa da UnB

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estudam o veneno de marimbondo como uma possível forma de frear o avanço do Alzheimer. A substância não cura a doença, mas pode ajudar a evitar que o cérebro continue se deteriorando, principalmente se for usada no início do tratamento. A descoberta partiu de uma observação simples da natureza. A picada do marimbondo é capaz de paralisar pequenas presas sem destruir o sistema nervoso do animal atacado. Isso indicava que a substância age de forma pontual, interferindo na comunicação entre os neurônios, sem matar as células. A partir dessa percepção, a professora Márcia Mortari, do Instituto de Biologia da UnB, passou a investigar quais componentes do veneno eram responsáveis por esse efeito. Após anos de pesquisa, os cientistas conseguiram isolar uma molécula com potencial terapêutico, que deu origem à Octovespina. Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em pessoas. “Esse é um processo longo. Ainda precisamos confirmar a segurança e a eficácia da substância antes de avançar para testes em humanos”, diz Luana Camargo.Segundo a pesquisadora, podem ser necessários cerca de 10 anos para que os compostos derivados do veneno de marimbondo avancem para etapas mais avançadas da pesquisa. O que acontece no cérebro no AlzheimerNo Alzheimer, uma proteína tóxica se acumula no cérebro e atrapalha a comunicação entre os neurônios. Para tentar se defender, o organismo provoca uma inflamação, que acaba piorando o problema. Com o tempo, as conexões entre as células cerebrais se perdem e os neurônios começam a morrer, causando perda de memória e confusão mental. Segundo Luana Camargo, do Instituto de Psicologia da UnB, os remédios atuais atuam principalmente tentando reduzir essa proteína, mas não conseguem impedir que o cérebro continue se degradando. “O que observamos é que a Octovespina atua protegendo os neurônios e diminuindo a inflamação no cérebro. Ela não cura o Alzheimer, mas ajuda a retardar a progressão da doença”, explica a pesquisadora. Nos testes com camundongos, os animais tratados com a substância apresentaram menos esquecimento. “Isso indica que o composto ajuda a manter o funcionamento do cérebro por mais tempo, especialmente quando usado nas fases iniciais da doença”, afirma Luana Camargo. Via Metropóles

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