A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante e muito esperado para quem acompanha o debate sobre a cannabis medicinal no Brasil. Nesta segunda-feira (26), a agência apresentou oficialmente sua proposta para regulamentar o cultivo e a produção da planta em solo nacional, um avanço significativo que pode mudar o cenário para milhares de pacientes. Essa iniciativa da Anvisa não é por acaso. Ela acontece em resposta a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabeleceu um prazo até 31 de março para que as regras fossem finalizadas. A agência corre contra o tempo para garantir que a produção seja feita com total segurança e controle, focando exclusivamente no uso medicinal. Como funcionam as novas regras da Anvisa para a cannabis medicinal?A proposta da Anvisa busca um equilíbrio entre facilitar o acesso a tratamentos e manter um controle rigoroso sobre a produção. O objetivo é garantir que todo o processo, desde o plantio até o medicamento final, seja seguro e eficaz. Veja os pontos principais: Quem pode produzir? Somente pessoas jurídicas, ou seja, empresas, terão permissão para cultivar e processar a cannabis medicinal. Isso garante um nível de responsabilidade e controle maior. Enquanto a regulamentação avança, o mercado brasileiro de cannabis medicinal já demonstra um crescimento impressionante. Segundo dados do 3º Anuário da Cannabis Medicinal, da Kaya Mind, citados pelo portal G1, o setor movimentou cerca de R$ 853 milhões em 2024. Isso representa um salto de 22% em relação ao ano anterior, mostrando que a demanda é real e crescente. Esse avanço financeiro acompanha de perto a adesão dos brasileiros ao tratamento com canabinoides, como o CBD e o THC. No último ano, aproximadamente 672 mil pacientes utilizaram essa terapia. Desse total, cerca de 241 mil pessoas começaram o uso justamente nesse período, o que reforça a importância de uma regulamentação clara e segura para o país. A discussão sobre a cannabis medicinal está cada vez mais presente, e a proposta da Anvisa é um marco que pode trazer mais clareza e segurança para pacientes, empresas e profissionais de saúde no Brasil.Controle de qualidade e THC: O teor do componente psicoativo, o THC, precisa ser igual ou menor que 0,3% nos produtos. Além disso, todos os lotes passarão por inspeções rigorosas para assegurar a conformidade.Produção sob demanda: As empresas não poderão produzir mais do que o necessário. O cultivo será feito apenas na quantidade exata que a demanda de medicamentos já autorizada exigir, evitando excedentes.Segurança máxima no cultivo: As áreas de plantio serão monitoradas de perto. Elas serão georreferenciadas (com coordenadas exatas), fotografadas e fiscalizadas constantemente, inclusive com monitoramento via satélite.Logística e transporte: O transporte da carga de cannabis medicinal terá uma parceria direta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), garantindo segurança e rastreabilidade em todo o percurso.Essas medidas serão analisadas pelo colegiado da Anvisa já nesta quarta-feira (28). Se aprovadas, as regras terão validade por seis meses iniciais, contados a partir da data de sua publicação. O crescimento do mercado da cannabis medicinal no Brasil Enquanto a regulamentação avança, o mercado brasileiro de cannabis medicinal já demonstra um crescimento impressionante. Segundo dados do 3º Anuário da Cannabis Medicinal, da Kaya Mind, citados pelo portal G1, o setor movimentou cerca de R$ 853 milhões em 2024. Isso representa um salto de 22% em relação ao ano anterior, mostrando que a demanda é real e crescente. Esse avanço financeiro acompanha de perto a adesão dos brasileiros ao tratamento com canabinoides, como o CBD e o THC. No último ano, aproximadamente 672 mil pacientes utilizaram essa terapia. Desse total, cerca de 241 mil pessoas começaram o uso justamente nesse período, o que reforça a importância de uma regulamentação clara e segura para o país. A discussão sobre a cannabis medicinal está cada vez mais presente, e a proposta da Anvisa é um marco que pode trazer mais clareza e segurança para pacientes, empresas e profissionais de saúde no Brasil. Por Portal ChicoSabeTudo