07/02/2026 01:38

Cartão do SUS passa a ser vinculado ao número do CPF

Cartão do SUS passa a ser vinculado ao número do CPF

O novo Cartão Nacional de Saúde (CNS), a partir de agora, passa a exibir nome e CPF no lugar do antigo número. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16) pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026 – desde julho, 54 milhões já foram suspensos. Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas”, disse. “Não há sistema nacional de saúde público que tenha o volume, a diversidade e a complexidade dos dados que tem o SUS”, completou. Para tornar a unificação possível, a pasta iniciou uma espécie de limpeza da base de cadastros de usuários do SUS, conhecida como CadSUS. Desde então, os registros passaram de 340 milhões para 286,8 milhões de cadastros ativos. Desse total, 246 milhões já estão vinculadas ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. O processo de higienização, de acordo com o ministério, alcança ainda cadastros inconsistentes ou duplicados. “Estamos dando um passo muito decisivo para uma revolução tecnológica no Sistema Único de Saúde. Não é simples o que estamos fazendo”, avaliou Padilha, ao citar que o sistema nacional de saúde pública inglês, ao criar seu cartão de unificação, demorou 10 anos para conseguir implementar a ação. Ministro da Saúde, Alexandre Padilha durante coletiva para imprensa para apresentar o cronograma de unificação do Cadastro SUS ao CPF/Fotos: João Risi / MS Via Portal PE10

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Serra Talhada ganhará maternidade com investimento de R$ 64 milhões

Um dos maiores investimentos recentes em saúde pública do Sertão vai sair do papel: a construção da nova maternidade em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. A ordem de serviço foi assinada pela governadora Raquel Lyra, ao lado de lideranças políticas e comunitárias, e representa um marco histórico para milhares de famílias da região.

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Bolsonaro deixa hospital após passar por procedimento na pele

Bolsonaro deixa hospital após passar por procedimento na pele

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital DF Star, em Brasília, por volta das 14h00 deste domingo (14) após um procedimento médico para remover lesões de pele. Ele chegou em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar, às 14h25. O ex-chefe do Executivo também realizou exames nesta manhã que identificaram um quadro de anemia por deficiência de ferro. Ele chegou ao hospital por volta das 8h da manhã. Além de seguranças e policiais penais, o ex-presidente estava acompanhado dos filhos Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio de Janeiro, e Jair Renan (PL), vereador de Balneário Camboriú (SC), que também estava com o pai na saída da unidade hospitalar. A ida ao hospital foi a primeira vez que Bolsonaro deixou a prisão domiciliar após a sua condenação a 27 anos e três meses de prisão, determinada pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) na última quinta-feira (11). Para ir ao hospital, a defesa do ex-presidente solicitou autorização e recebeu o aval do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ex-chefe do Executivo está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo. A decisão de Moraes estabeleceu exigências à defesa para liberação. Os advogados de Bolsonaro deverão encaminhar ao Supremo, no prazo de até 48 horas após o procedimento médico, um atestado detalhado que comprove sua presença no hospital, especificando datas e horários de cada atendimento realizado. Esta foi a segunda vez que Bolsonaro deixou a prisão domiciliar para ir ao hospital. Em 16 de agosto, saiu para fazer exames relacionados a sintomas de refluxo e soluços. Procedimento O médico chefe da equipe cirúrgica que acompanha Bolsonaro, Cláudio Birolini, afirmou que foram removidas oito lesão de pele, que serão enviadas para biópsia. Segundo ele, o ex-chefe do Executivo está “bastante fragilizado” e mantém ainda um “quadro eventual de soluços”, além da anemia identifica. De acordo com o boletim médico, o “procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia local e sedação, e transcorreu sem intercorrências”. Para tratar a anemia, Bolsonaro também recebeu reposição de ferro por via endovenosa. Após a cirurgia deste domingo, o ex-presidente deve precisar retornar ao hospital para a retirada dos pontos, após cerca de 10 a 15 dias. Via Didi Galvão

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Petrolândia realiza 1º Seminário de Imunização no dia 23 de setembro

A Secretaria Municipal de Saúde de Petrolândia, em parceria com o Programa Nacional de Imunização (PNI), promoverá no próximo dia 23 de setembro o 1º Seminário de Imunização de Petrolândia. O evento será realizado no Plenário da Câmara Municipal, das 8h30 às 16h, e reunirá profissionais de saúde, educadores e a comunidade em geral.

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Projeto quer fornecer leite de jumenta para hospitais de PE

Projeto quer fornecer leite de jumenta para hospitais de PE

Foto: The Donkey Sanctuary/divulgação Na Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), em Garanhuns, um projeto inovador está criando uma ponte entre a conservação de uma espécie ameaçada e a saúde de recém-nascidos. A iniciativa pretende abastecer bancos de leite de hospitais neonatais com leite de jumenta, que possui altíssimo valor nutritivo. Em fase de testes, o projeto acadêmico já planeja se tornar uma startup e se apresenta como uma solução dupla: salvar vidas humanas e recuperar a população de jumentos, hoje em risco crítico de extinção no Brasil. Tudo começou em 2018, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) procurou a universidade. O problema era um número crescente de jumentos abandonados nas estradas, causando acidentes. Intitulado “Caracterização do potencial produtivo leiteiro de fêmeas asininas do ecótipo Nordestino”, o projeto de extensão surgiu para dar uma destinação nobre a esses animais. “As pessoas perderam interesse econômico nesses animais e, naquele momento, um grande número de acidentes estava sendo registrado”, relata Jorge Lucena, professor de Zootecnia da Ufape e um dos coordenadores da atividade. O desafio é grande. Dados da ONG Internacional The Donkey Sanctuary apontam uma redução assustadora de 94% na população de jumentos no Brasil entre 1999 e 2024. Além das mudanças no campo, a espécie é vítima do extrativismo do colágeno de sua pele, usado para produzir o elijao – produto da medicina tradicional chinesa, sem comprovação científica, usado há milênios para tratar de anemia a impotência. Leite que salvaO professor Lucena enxerga na produção uma alternativa de preservação sustentável e uma nova fonte de renda para famílias agricultoras. “Em termos bioquímicos, o leite de jumenta é o mais próximo ao leite materno humano. Como os aminoácidos estão livres, em moléculas menores, eles são mais fáceis de digerir e causam menos alergia”, explica. A meta ambiciosa é começar a fornecer o leite para UTIs neonatais de Pernambuco já no primeiro semestre de 2026. “Estamos na fase de avaliação microbiológica do leite, para ver se há contaminação de alguma bactéria nociva, além de aspectos como o teor das proteínas”, conta Victor Netto, professor da Ufape e colaborador do projeto. Atualmente, a equipe trabalha com um grupo de animais doados e resgatados. Um dos focos é induzir geneticamente a produção de mais fêmeas, uma técnica já comum na pecuária bovina. A gestação das jumentas é longa, levando até 12 meses, e a lactação pode durar de 4 a 8 meses. “Esperamos que a quantidade de leite produzido aumente ainda neste ano, permitindo que a gente inicie a produção desse leite em pó. Nessa forma, ele é mais seguro por causa do tempo de prateleira, facilitando a utilização em UTI’s”, ressalta Netto. StartupA transformação do leite líquido em pó acontece em um liofilizador, uma máquina a vácuo que desidrata o produto preservando seus nutrientes. “O nosso é capaz de liofilizar entre 8 e 12 litros de leite por dia. Estamos com um projeto-modelo de startup, para buscar investimentos para a melhoria do equipamento e dos processos, desde a melhoria genética, até a rotulagem dos produtos”, diz Netto. A visão de negócio vai além do leite para hospitais. O projeto inclui a criação de uma linha de derivados, como cosméticos, sabonetes e queijos. “Todo animal que dá retorno financeiro é bem tratado pelo produtor. A cadeia de bem estar deles está muito ligada à produção, pois um animal bem cuidado produz mais. A gente espera que o aumento do valor agregado de jumento também melhore a qualidade de vida deles”, completa Netto. O queijo de leite de jumenta, por exemplo, é um produto de luxo. Bastante consumido no Oriente Médio, seu preço pode chegar a ser 80 vezes maior que o do queijo de vaca. “A jumenta não produz leite durante todo o dia, como a vaca. Além disso, devido à qualidade nutricional desse leite, precisamos de muitos mais litros para produzir um quilo de queijo”, explica Gerla Chinelate, professora Associada do curso de Engenharia de Alimentos da UFAPE. O queijo possui um sabor mais adocicado, graças ao alto teor de lactose, mas seu aroma é familiar. “Quanto ao sabor, a gente não trata da modificação sensorial para melhor aceitação do consumidor. Pelo contrário, mantemos as características naturais para que as pessoas se acostumem com o leite de jumenta e derivados”, acrescenta Chinelate. Sob sua supervisão, a equipe já produz, em escala de pesquisa, uma variedade de produtos pasteurizados: coalhada, iogurte e até sorvete. “Muitas pessoas ainda não têm o conhecimento da capacidade dos jumentos de produzir materiais de alto valor agregado e nutricional. A gente espera que essa iniciativa mostre o potencial desses animais aos produtores”, conclui a professora, sintetizando a missão de um projeto que quer transformar o abandono em esperança, gota a gota. Via Farol de Notícias

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