
Alvos da operação abandonaram suas casas de madrugada, antes de a Polícia chegar
Promotores do Ministério Público de São Paulo suspeitam que a Operação Carbono Oculto tenha vazado para seus alvos. Dois detalhes levam a Promotoria a suspeitar que informações sobre o cerco à fabulosa rede de 300 postos de combustíveis controlada pelo PCC chegaram a investigados antes da deflagração da megaoperação nesta quinta, 28. O primeiro ponto destacado pelos agentes: computadores e outras provas estavam escondidas em um prédio da rua Conselheiro Saraiva, no bairro de Santana, zona norte da cidade de São Paulo. Segundo ponto: investigados abandonaram suas casas ainda de madrugada, antes de a polícia chegar. Os computadores estavam ocultos em um outro andar do prédio. A suspeita dos promotores que integram a força-tarefa é que os acusados tenham tentado destruir provas para obstruir a investigação. Os promotores, no entanto, acreditam que o vazamento não atingiu os endereços mais importantes para a investigação. Entre eles estão os endereços do BK Bank, uma instituição de pagamentos que, segundo a Receita Federal, se comportava como o ‘banco do PCC’. O Setor de Fraudes Estruturadas da Receita estima que 80% de tudo o que o BK Bank movimentou pertencia a uma organização criminosa ligada ao PCC. Ao todo, só em São Paulo, foram mobilizados 700 policiais estaduais. “Eles cumpriram 156 mandados. Os policiais não sabiam o que era a operação e onde iam atuar”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite. Agentes se concentraram desde cedo em São Paulo para darem início a operação Carbono Oculto Foto: Divulgação Receita Federal Agentes da PF em operação de combate ao crime organizado no setor de combustíveis. – Divulgação/PF Agentes da PF em operação de combate ao crime organizado no setor de combustíveis. – Divulgação/PF Do Portall PE10













