03/02/2026 20:30

Três mulheres morrem após carro de luxo bater em árvore e despencar em canal no litoral

Três mulheres morrem após carro de luxo bater em árvore e despencar em canal no litoral

Geovana Ramos Reis (à esq.), Bianka de Braz Feitoza Pinto (no centro) e Vitória Gomes Maximino da Silva (à dir.) — Foto: Redes Sociais Três mulheres, entre 22 e 30 anos, morreram após o carro em que estavam, um Audi Q5, bater em uma árvore e cair dentro de um canal em São Vicente, na Baixada Santista. O veículo levava cinco pessoas: quatro mulheres — uma delas foi socorrida consciente — e o motorista, um homem que não se feriu. A idade dele não foi informada. O acidente ocorreu por volta das 7h deste domingo (9), na alça de acesso que liga o km 68 da Rodovia dos Imigrantes à Avenida Capitão Luiz Pimenta. Segundo a Polícia Militar, o motorista perdeu o controle ao fazer a curva e atingiu uma árvore. As três mulheres que morreram estava sentadas no banco traseiro do veículo. Com o impacto, o carro tombou no canal que passa pela avenida e ficou parcialmente submerso. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate e encontrou os ocupantes feridos. Uma mulher de 30 anos foi retirada da água, mas já estava sem vida. As outras três mulheres foram socorridas e levadas ao Pronto-socorro Central de São Vicente. Duas delas estavam em estado grave e morreram após darem entrada na unidade de saúde. A terceira passageira foi encaminhada consciente, com escoriações. O motorista também estava consciente e recusou atendimento médico. Geovana Ramos Reis (à esq.), Bianka de Braz Feitoza Pinto (no centro) e Vitória Gomes Maximino da Silva (à dir.) — Foto: Redes Sociais Geovana Ramos Reis (à esq.), Bianka de Braz Feitoza Pinto (no centro) e Vitória Gomes Maximino da Silva (à dir.) — Foto: Redes Sociais Via Portal PE10

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Um dos fundadores do PT, Paulo Frateschi é assassinado pelo próprio filho

Um dos fundadores do PT, Paulo Frateschi é assassinado pelo próprio filho

Foto: redes sociais/reprodução O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT-SP), 75 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, durante um desentendimento familiar ocorrido nesta quinta-feira em São Paulo. A informação foi confirmada pelo GLOBO por uma pessoa próxima da família e lideranças do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O ex-parlamentar foi atingido por facadas, na cabeça e braços, e foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas. A mulher de Frateschi, Yolanda Maux Viana, também ficou ferida ao tentar intervir na briga — ela sofreu uma fratura no braço e foi atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Lapa. Testemunhas relataram que o conflito ocorreu dentro da residência da família, na zona oeste da capital. Ainda não há detalhes sobre o que teria motivado o desentendimento. O filho foi preso. Ex-presidente estadual do PT e amigo pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Frateschi já havia enfrentado duas tragédias familiares. Em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, em um acidente na rodovia Carvalho Pinto, em Guararema (SP). Um ano depois, em 2003, o filho Júlio, de 16 anos, também morreu em um acidente de carro na rodovia Rio-Santos, entre Paraty e Angra dos Reis. O velório do jovem contou com a presença de Lula, ministros e lideranças do PT, em um gesto de solidariedade ao então dirigente petista. De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a agressão teria ocorrido em um episódio de surto. Frateschi teve parada cardiorrespiratória e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas da USP. O local passa por perícia e a ocorrência está sendo registrada no 91º DP. Quem foi Paulo Frateschi Ex-deputado estadual e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Frateschi teve trajetória marcada pela militância política. Integrou Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de luta armada contra a ditadura militar, o que levou à sua prisão em 1969. Detido e torturado por seis meses, sua libertação tornou-se um símbolo da resistência ao regime. Frateschi foi presidente estadual do PT paulista durante a ascensão do partido à presidência da República e ocupou o cargo de secretário de Relações Governamentais na gestão do prefeito Fernando Haddad, em 2014. Era professor por formação. Nos anos mais recentes, mobilizou caravanas em favor da candidatura do presidente Lula. Em março de 2018, ao transitar com ele por Chapecó (SC), foi atingido por uma pedrada desferida por agressores contra o então candidato. O petista seria impedido de ir às urnas e cederia lugar a Haddad naquela campanha, vencida por Jair Bolsonaro (PL). Repercussão no meio político “É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido“, afirma nota divulgada pelo PT. “Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo”. Segundo o partido, o militante deixa “legado marcado pela luta pela justiça e pela inclusão” e uma “lacuna irreparável entre amigos, familiares, companheiras e companheiros de luta“. Parlamentares do PT também lamentaram a morte nas redes sociais. “Um militante leal, íntegro e comprometido com a construção de um país mais justo e democrático“, escreveu Rui Falcão, deputado federal paulista e ex-presidente nacional do partido. “Torturado pela ditadura, não recuou. No PT Estadual, fomos da mesma Executiva. E assim viramos amigos. Meu profundo pesar e solidariedade a todos os familiares“, afirmou o colega Arlindo Chinaglia. “Companheiro querido, homem fraterno e referência de compromisso público e político no Brasil“, definiu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de quem Frateschi foi secretário na Prefeitura de São Paulo. “Foi defensor incansável da democracia, com coragem e determinação“. O deputado estadual paulista Emídio de Souza, um dos fundadores do PT, disse estar “devastado pela notícia” e disse que “Paulão” foi um “militante exemplar, sempre somando na luta por justiça“. Jaques Wagner, senador pela Bahia e ex-ministro, disse que Frateschi foi um “quadro histórico” do PT e “será sempre um exemplo de alguém que jamais abriu mão do compromisso de lutar por um Brasil melhor e mais justo para todos nós“. Fonte: O Globo

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Comerciante de 55 anos intoxicado por metanol recebe alta após tratamento com vodca russa

Comerciante de 55 anos intoxicado por metanol recebe alta após tratamento com vodca russa

Cláudio Crespi, comerciante de 55 anos, recebeu alta do Hospital Municipal José Storopolli, na Vila Maria, zona norte de São Paulo, neste domingo (12), após quase duas semanas internado por intoxicação por metanol. Ele apresenta sequelas, incluindo cerca de 10% da visão, consequência da intoxicação. O comerciante passou mal no dia 26 de setembro, após consumir vodca em um bar em Guarulhos, sendo internado no dia seguinte. Em estado grave, Cláudio foi entubado, e os médicos identificaram suspeita de intoxicação por metanol, mas o hospital ainda não dispunha do antídoto específico. A solução inicial foi encontrada na casa da sobrinha de Cláudio, Camila Cresp, que tinha uma garrafa de vodca russa com 40% de teor alcoólico. Orientado pelo Centro de Assistência Toxicológica, o paciente recebeu a bebida por sonda nasogástrica, procedimento reconhecido e utilizado em emergências para impedir que o metanol seja metabolizado em substâncias tóxicas. Em seguida, Cláudio recebeu o etanol injetável, antídoto específico, e passou por hemodiálise. O tratamento continuou com etanol farmacêutico até a melhora completa. Via Portal PE10

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Morre jovem que tomou drinque ‘batizado’ com metanol

Morre jovem que tomou drinque ‘batizado’ com metanol

Foto: Reprodução; e Adobe Stock Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, morreu após ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol em São Bernardo do Campo (SP). A confirmação foi feita pela prefeitura, que informou resultado laboratorial positivo para a substância e relatou que a paciente estava internada desde o fim de setembro, após consumir um drinque com vodca e suco durante um show no dia 28. O protocolo de cuidados paliativos foi adotado na última semana, em conjunto com a família, e o óbito foi confirmado na segunda-feira (6). Segundo relatos de familiares e amigos, Bruna passou a apresentar sintomas como vômitos, dor intensa, visão embaçada e cefaleia no dia seguinte ao evento. Ela foi atendida inicialmente em UPA e transferida entubada ao Hospital de Clínicas de São Bernardo, onde recebeu antídoto e hemodiálise. O namorado também procurou atendimento com sintomas compatíveis. O caso ocorre no contexto de aumento de notificações por suspeita de intoxicação por metanol no município e no estado. Em São Bernardo, a Vigilância Epidemiológica registrou 78 notificações até 6 de outubro, com seis óbitos suspeitos, e uma confirmação laboratorial — a de Bruna. Treze pessoas permaneciam internadas, segundo boletim municipal. No estado de São Paulo, havia 15 casos confirmados e 164 em investigação na mesma data, incluindo mortes sob análise. Perícias da Polícia Civil identificaram metanol em bebidas apreendidas em distribuidoras, e operações levaram à interdição de estabelecimentos na capital e na Grande São Paulo. O governo estadual e prefeituras reforçaram fiscalizações e o rastreio de pontos de venda. Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde contabilizou ao menos 17 confirmações e cerca de 200 casos em investigação até o começo de outubro, com distribuição de etanol farmacêutico a estados e negociação para aquisição de fomepizol como antídoto adicional. São Paulo concentra a maioria das notificações recentes. A prefeitura de São Bernardo informou a interdição cautelar de estabelecimentos e a coleta de amostras para análise. Equipes da Vigilância mantêm contato com familiares de vítimas e pacientes para mapear locais de consumo. A Polícia Civil conduz inquérito criminal sobre a origem das bebidas e a cadeia de adulteração. No caso específico de São Bernardo, o estabelecimento onde a vítima teria consumido a bebida foi alvo de interdição cautelar no início de outubro durante ações conjuntas com a Vigilância Sanitária. As autoridades reforçaram orientações para que a população verifique a procedência dos destilados, evite compras informais e denuncie suspeitas. No último balanço, a morte de Bruna permaneceu como o único óbito com confirmação laboratorial por metanol em São Bernardo do Campo, enquanto outras mortes suspeitas seguiam sob análise. Em São Paulo, as investigações continuam para identificar a origem das bebidas contaminadas, a rota de distribuição e possíveis responsáveis pelas adulterações. Imagem: Reprodução Por Portal Chico Sabe Tudo

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Fábricas em SP, SC e MG são alvo da PF por suspeita de adulteração de bebidas

Fábricas em SP, SC e MG são alvo da PF por suspeita de adulteração de bebidas

Indústrias de três Estados foram alvo de fiscalização da Polícia Federal por suspeita de venda de bebida adulterada. A ação ocorreu nesta sexta-feira (3) em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), nos seguintes locais: – Chapecó e Joinville, em Santa Catarina; – Poços de Caldas, em Minas Gerais. Amostras dos produtos produzidos e armazenados serão encaminhadas a laboratórios para análise químico-sanitária. As verificações buscam identificar a conformidade dos insumos utilizados, a eventual presença de substâncias proibidas, como o metanol, ou em concentrações acima dos limites legais, além de avaliar a rastreabilidade dos lotes e a responsabilidade pela fabricação ou manipulação. Casos no País e recomendações Na quinta (2), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomendou que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas destiladas. Até o momento, o Brasil tem 59 casos notificados de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica, sendo 11 confirmados. “Na condição de ministro e como médico a recomendação é que se evite ingerir produto destilado, sobretudo os incolores, que você não tenha absoluta certeza da origem. Não estamos falando de um produto essencial para a vida das pessoas” recomendou Padilha.” Não faz problema nenhum na vida de ninguém evitar o consumo.” O ministro reforçou que a recomendação é sobre bebidas destiladas. Ele explicou que no caso da cerveja, por exemplo, é mais difícil adulterar pelas características da bebida, como gás, tampa descartável, entre outros. “A gente já teve casos de intoxicação em cerveja quando teve uma falha na produção”, disse. São 53 casos em São Paulo, 5 em Pernambuco e 1 no Distrito Federal. Até o momento, 1 óbito foi confirmado em São Paulo e sete estão em investigação: dois em Pernambuco (João Alfredo e Lajedo) e cinco em São Paulo (dois em São Bernardo e três na capital).

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Mulher de 40 anos morre após uso de enzimas e Mounjaro oferecidos como “brinde”

Mulher de 40 anos morre após uso de enzimas e Mounjaro oferecidos como “brinde”

Reprodução/Redes sociais Uma mulher, identificada como Luana dos Santos Anastácio (foto em destaque), de 40 anos, morreu três dias após a aplicação de enzimas em um procedimento estético em uma clínica no Guarujá (SP). A causa da morte, segundo o marido, teria sido uma hemorragia no estômago, agravada pelo uso do medicamento Tirzepatida (Mounjaro), utilizado pela paciente como parte de um tratamento de emagrecimento. O caso é investigado pela Delegacia Sede de Guarujá como morte suspeita. O laudo definitivo do Instituto de Criminalística (IC) deve indicar as circunstâncias exatas do óbito. De acordo com o marido, Mizael Souza Anastácio, Luana contratou seis aplicações de Mounjaro por R$ 1,3 mil, valor muito abaixo do praticado em farmácias, onde uma caixa de quatro doses varia entre R$ 1,4 mil e R$ 2,5 mil. Ela já havia recebido metade das injeções quando, no dia 29 de agosto, foi informada de que o medicamento havia acabado. No lugar, a clínica teria oferecido como “brinde” duas aplicações de enzimas, sem qualquer exame prévio ou acompanhamento médico. Horas depois, Luana começou a sentir mal-estar, febre, diarreia e vômitos. No dia seguinte, o quadro se agravou, com manchas roxas pelo corpo, sangramento pela língua e nos locais de aplicação de soro. No dia 31 de agosto, Mizael a levou ao Hospital Casa de Saúde, em Santos, onde ela foi internada na UTI. Apesar dos esforços médicos, morreu no dia seguinte. Mizael desconfia que a esposa tenha sido vítima de uma combinação perigosa entre o uso do Mounjaro e as enzimas aplicadas sem análise clínica. Ele afirma que Luana sofria de plaquetopenia, condição que reduz a coagulação sanguínea, o que poderia ter agravado a hemorragia. As informações são do Metrópoles.

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FUGA DE CINEMA! ‘Princesinha do Crime’, é resgatada por dupla armada de presídio

FUGA DE CINEMA! ‘Princesinha do Crime’, é resgatada por dupla armada de presídio

Princesinha do Crime’ é condenada a 12 anos de prisão por liderar uma quadrilha de roubos de carros em São Paulo | – Divulgação Reprodução / Redes Sociais Uma ação criminosa ousada chamou atenção das autoridades nesta quinta-feira (18), em São Paulo. Homens armados renderam agentes penais, invadiram o presídio CPP Feminino Butantã, na capital paulista, e resgataram uma detenta condenada a 12 anos de prisão. A resgatada é Rafaela Sampaio Camorim, de 27 anos, conhecida como ‘Princesinha do Crime’. Ela é acusada de ser chefe de quadrilha especializada em roubos de carros de luxo e foi presa em janeiro de 2022, em São Bernardo dos Campos, quando cinco veículos roubados foram apreendidos no endereço em que ela estava. Formada em pedagogia na Faculdade São Bernardo, conforme perfil do LinkedIn, tem experiência profissional também como recepcionista e na área administrativa. Em um de seus perfis profissionais, Rafaela destaca habilidades como “oferecer suporte amplo administrativo, coordenar atividade de atendimentos, encaminhar chamadas telefônicas, distribuir correspondências e esclarecer dúvidas de visitantes”. Vida no crimeCapturada aos 23 anos por liderar uma quadrilha de roubos de carros, respondeu em liberdade e mesmo tendo a condenação confirmada, só foi presa anos depois ao ser flagrada junto de um comparsa tentando aplicar fraudes em uma agência bancária. Na ocasião, o parceiro assumiu a culpa, mas ela acabou sendo presa por ter um mandado em aberto em seu desfavor. Com eles, dezenas de cartões de crédito citados em boletins de ocorrência foram apreendidos. Fuga da prisãoRafaela estava há apenas um mês e meio no presídio CPP Feminino Butantã, onde cumpria pena em regime semi-aberto. Agentes penais, que não usam arma de fogo, relataram que o resgate foi feito por um casal armado, que aproveitou a entrada e saída de caminhões para atacar a funcionária que monitorava o portão. Em questão de 30 minutos, a mulher resgatou Rafaela após render uma policial penal enquanto o homem vigiava o portão de acesso ao presídio. Em seguida, eles deixaram o local e tentaram roubar um veículo de uma concessionária, quando foram interceptados por um policial à paisana. Após serem interceptados pelo policial, desistiram do roubo do carro e fugiram por uma região de mata nas mediações do km 19,5 da Rodovia Raposo Tavares. O que diz a Secretaria de Administração Penintenciária?Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou o caso. “A Polícia Militar foi acionada e realiza buscas na região, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação do caso. A SAP colabora com as autoridades e adotará todas as medidas cabíveis”. O caso é investigado pela delegacia do Jardim Arpoador (75º DP). A segurança foi reforçada no entorno e a PM iniciou buscas na região tentando localizar os suspeitos. Reprodução / Redes Sociais Via Portal PE10

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Milhares vão à Paulista neste 7 de Setembro pedir saída de Moraes e anistia a Bolsonaro

Milhares vão à Paulista neste 7 de Setembro pedir saída de Moraes e anistia a Bolsonaro

Milhares de manifestantes de direita se reúnem na Avenida Paulista, em São Paulo, neste 7 de setembro (Foto: Sebastião Moreira/EFE) A manifestação da direita brasileira em São Paulo pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos presos de 8 de janeiro e contra a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista neste 7 de setembro, dia da Independência do Brasil. A concentração começou no início da tarde, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Sem a presença de Bolsonaro, impedido de comparecer por estar em prisão domiciliar, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) ganhou protagonismo no evento. Também participaram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Um dos primeiros a discursar, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder de seu partido na Câmara, defendeu o impeachment de Moraes, acusando-o de cometer crimes. “Alexandre de Moraes, você é um violador de direitos humanos e comete crime no Brasil reiteradamente. Por mais que Vossa Excelência queira condenar o nosso eterno presidente Bolsonaro, Alexandre de Moraes, esta é a voz da Paulista: ‘Fora Moraes!’”, disse. “Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, já tem 41 assinaturas. Falta o impeachment desse ministro para que ele seja afastado o quanto antes possível da Suprema Corte do Brasil”, acrescentou. Dallagnol: “Que justiça confisca caderno de orações de um pastor?”O ex-procurador da Lava-Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) criticou Moraes por, segundo ele, perseguir Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. “Eles dizem que é por justiça. Perseguir Bolsonaro é justiça? Perseguir Silas Malafaia é justiça?”, questionou. “No tempo da Lava Jato, a gente ia pegar o dinheiro dos corruptos. Hoje, eles vão pegar o caderno de orações de um pastor. Isso é justiça? Cassar direitos políticos dos políticos da direita é justiça? Colocar Lula, tirar Bolsonaro é a justiça? Rasgar a Constituição e a lei é a justiça? O Brasil quer justiça! Por isso, o Brasil quer impeachment constitucional do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou. Organizador da manifestação, o pastor Silas Malafaia, que também é alvo de inquérito por ordem de Alexandre de Moraes, disse que ao confiscar seu passaporte e cadernos de anotações bíblicas o ministro pratica perseguição religiosa e política sem precedentes na história brasileira. “Eu sou um conferencista internacional, tenho agenda no exterior e não posso sair. Então, ele impede o livre exercício de minha função, ele pratica perseguição religiosa. Esse é o modus operandi de Alexandre de Moraes. Colocar medo, calar a boca e travar seus opositores. A primeira coisa que ele faz é dizer que o inquérito é sigiloso. Se eu abrir a boca sobre o inquérito, eu sou preso”, relatou. Por outro lado, sublinhou Malafaia, o próprio Moraes vazou conversas de telefone “para denegrir minha imagem diante da opinião pública brasileira e evangélica”. O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) disse haver perseguição religiosa no país. “Pastor Silas, que honra saber que o senhor finalmente virou alvo dessa turma, até que enfim, criaram coragem. Só que eles sabem que o tiro saiu pela culatra”, disse o parlamentar, que também é pastor. “Todas as vezes que a esquerda, o socialismo, toma conta, eles atrapalham e tocam no moral das pessoas. E quem se insurge contra isso? A religião, um líder religioso. Estão tentando colar a pecha que não há perseguição religiosa. Há perseguição religiosa? Sim! Estão tentando, mas deram, como eu disse, um tiro pela culatra. Saiu. Nós não nos calaremos”, disparou Feliciano. O evento teve ainda a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou em seu discurso que o ex-presidente “não irá desistir”. “Não têm sido dias fáceis. Estou tendo que me desdobrar como mãe, esposa, presidente do PL e antes de tudo como amiga, para poder cuidar dele, para que ele fique bem” afirmou aos manifestantes reunidos na avenida Paulista. “Cuido da alimentação, oro, trago a memória dele, que é o maior líder da direita de uma nação, e que hoje, se temos esse exército de homens e mulheres de bem nas ruas, defendendo a verdadeira democracia, é porque Deus levantou ele dessa nação”, completou a ex-primeira-dama. Manifestantes pressionam Alcolumbre por impeachment de Moraes e Motta por anistiaNa Avenida Paulista, participantes do ato levaram faixas pedindo que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque em votação o projeto de anistia e que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dê andamento ao processo de impeachment de Moraes. “Presidente da Câmara nenhum pode conter a vontade da maioria do plenário. Pode conter a vontade de mais de 350 parlamentares. Então, Hugo, paute a anistia. Deixa a Câmara decidir. E eu tenho certeza que ele vai fazer isso, porque trazer a anistia para a pauta é trazer a justiça, é resgatar o país. Não podemos nos afastar do Império da Lei”, disse o governador Tarcísio de Freitas. Uma enorme bandeira dos Estados Unidos foi carregada por alguns dos manifestantes. O presidente daquele país, Donald Trump, já declarou que considera as acusações contra Bolsonaro uma “caça às bruxas” e incluiu Moraes na lista de Lei Magnitsky como forma interferir no julgamento do ex-presidente. Diversos manifestantes carregam ainda bandeiras de Israel. Manifestantes carregam bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em meio às do Brasil na manifestação de 7 de setembro na Av. Paulista (Foto: Sebastião Moreira/EFE) Trump diz que governo do Brasil é “radical de esquerda” e que EUA analisam restrições na Assembleia da ONUO partido Novo levou à manifestação ainda um boneco inflável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com roupa de presidiário e, ao lado, um batom e um ovo inflável com a inscrição, em vermelho, da frase “Perdeu, mané”. Os objetos fazem referência à condenação da cabeleireira Débora Rodrigues, presa por escrever com um batom a frase na estátua da Justiça, em frente ao STF, e a Moraes, que é apelidado de “cabeça de ovo” por opositores. Data tradicional para a mobilização da direita,

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Mãe é presa em São Paulo suspeita de envenenar o próprio filho de 9 meses com raticida

Mãe é presa em São Paulo suspeita de envenenar o próprio filho de 9 meses com raticida

Reprodução/Polícia Civil/Arquivo Pessoal Na zona leste de São Paulo, a tatuadora Giovana Chiquinelli Marcatto, de 26 anos, foi presa na noite desta quarta-feira (27) sob a acusação de matar o próprio filho, o bebê Dante Chiquinelli Marcatto, de apenas 9 meses, por meio de envenenamento. O caso teve início na última terça-feira (26), quando Giovana levou a criança ao Hospital Estadual da Vila Alpina, alegando que o bebê “não estava bem”. Pouco depois da chegada à unidade, o menino faleceu. A ocorrência foi registrada como “morte suspeita” pelo 70º Distrito Policial (Vila Ema). Durante a necropsia, peritos identificaram a presença de partículas de raticida no organismo do bebê, o que confirmou a hipótese de envenenamento. O relatório destacou que a quantidade encontrada era incompatível com ingestão acidental, especialmente porque o produto continha um componente “amargante”, que dificulta sua ingestão por crianças. As investigações avançaram após câmeras de segurança registrarem a suspeita comprando o veneno de rato em um petshop próximo à residência onde morava sozinha com o filho, no bairro Vila Independência. A compra ocorreu na tarde do dia 25 de agosto, um dia antes da morte da criança. Imagens de celular mostram que, horas antes do crime, o bebê ainda foi fotografado sorrindo pela mãe. Diante das evidências colhidas — tanto no exame pericial quanto nas imagens obtidas —, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária da mulher por 30 dias. O pedido foi acatado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Giovana permanece sob custódia, enquanto a investigação segue para apurar com mais detalhes a motivação e circunstâncias do crime. Via Pernambuco Notícias

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