03/02/2026 19:33

Câmara do Recife rejeita abrir impeachment de João Campos

Câmara do Recife rejeita abrir impeachment de João Campos

O prefeito do Recife, João Campos (PSB). Foto: Marcos Pastich/PCR A Câmara Municipal do Recife (PE) rejeitou, nesta terça-feira 3, abrir um processo de impeachment do prefeito João Campos (PSB) por supostos crimes de responsabilidade e improbidade administrativa. Houve 25 votos contrários, nove favoráveis e uma abstenção. O pedido, protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), tem como pano de fundo a nomeação de um procurador para vaga destinada a pessoas com deficiência. O questionamento se baseia no fato de que Lucas Vieira Silva havia participado do concurso de 2022 fora da cota PcD. Em 2025, ele apresentou um laudo de transtorno do espectro autista e passou a ocupar a primeira colocação nessa modalidade. Lucas é filho da procuradora Maria Nilda Silva, do Ministério Público de Contas, e do juiz Rildo Vieira da Silva, titular da Vara de Crimes Contra a Administração Pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Após a repercussão do caso, o prefeito anulou a nomeação e escolheu Marko Venicio dos Santos Batista, aprovado originalmente em primeiro lugar e que havia recorrido à Justiça. Os vereadores analisaram nesta terça-feira somente a admissibilidade do processo de impeachment. Se o pedido tivesse prosperado, eles se debruçariam sobre o mérito da acusação em uma comissão especial. Como não houve maioria para receber a denúncia, o caso foi arquivado. Após a votação, Moura afirmou que ingressará com um mandado de segurança no TJ-PE para anular a sessão desta terça devido a supostas irregularidades na condução do processo. Em outra frente, o vereador recolhe assinaturas para abrir uma comissão parlamentar de inquérito sobre o caso. Por A Carta a Capital

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João Campos reage à investigação da PF sobre possível monitoramento indevido do governo de PE

João Campos reage à investigação da PF sobre possível monitoramento indevido do governo de PE

João Campos (PSB) reage à investigação da PF sobre possível monitoramento indevido do governo de PE – Leandro de Santana/Folha de Pernambuco. Em vídeo publicado nas redes sociais nesse sábado (31/01), o prefeito do Recife João Campos (PSB) comentou sobre a abertura de investigação da Polícia Federal sobre o possível monitoramento indevido do governo de Pernambuco a aliados da gestão municipal. De acordo com o prefeito, “o povo pernambucano não tolera perseguição”. “O Supremo Tribunal Federal acaba de determinar uma investigação a ser conduzida pela Polícia Federal depois que a imprensa nacional divulgou que tava acontecendo de forma clandestina e criminosa em Pernambuco. Parte da Polícia Civil sendo utilizada para fins eleitorais e político, sem nenhum ato formal, BO ou inquérito. Carro oficial da prefeitura sendo rastreado, servidores sendo seguidos, tudo de forma clandestina e criminosa”, disse o prefeito. VEJA VÍDEO: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Folha de Pernambuco (@folhape) Por FolhaPE

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Com pedidos de impeachment de João Campos e Raquel Lyra na pauta, Legislativo de Pernambuco retoma trabalhos sob clima de prévia eleitoral

Com pedidos de impeachment de João Campos e Raquel Lyra na pauta, Legislativo de Pernambuco retoma trabalhos sob clima de prévia eleitoral

A partir desta segunda-feira (02), as Casas Legislativas de todo o país retomam oficialmente suas atividades. Em Pernambuco, no entanto, o início do ano legislativo ocorre sob um clima de forte tensão política, com pedidos de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), colocando a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a Câmara Municipal do Recife no centro do debate político estadual. Os dois casos, embora distintos em natureza e tramitação, simbolizam o acirramento das disputas entre Executivo e Legislativo e antecipam o ambiente de polarização que deve marcar o caminho até as eleições de 2026. Na Câmara do Recife, o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos deve ser o primeiro a ter desdobramentos práticos. A denúncia foi protocolada no dia 6 de janeiro pelo vereador de oposição Eduardo Moura (Novo), que acusa o prefeito de infração político-administrativa relacionada à nomeação de um candidato com deficiência (PCD) em concurso público para a Procuradoria do Município. Após o protocolo, o presidente da Casa, vereador Romerinho Jatobá (PSB), encaminhou o pedido à Procuradoria Legislativa, alegando o ineditismo da matéria, trata-se do primeiro pedido de impeachment de um prefeito na história da Câmara do Recife. Após 19 dias de análise, a Procuradoria emitiu parecer favorável à leitura do pedido em plenário, o que deve ocorrer na primeira sessão ordinária após a reabertura dos trabalhos, marcada para terça-feira (03). A sessão desta segunda-feira (02) é solene e não delibera matérias. Na sessão, o pedido será lido e submetido à votação para decidir se a denúncia será recebida. O autor do requerimento, Eduardo Moura, não poderá votar, sendo substituído pelo primeiro suplente, George Bastos (Novo). Para que a denúncia seja aceita, é necessária maioria simples, metade mais um dos vereadores, ou seja, ao menos 19 votos. Caso o pedido seja admitido, será formada uma comissão processante com três parlamentares, responsável por conduzir a instrução do processo. Ao final, o julgamento exige o voto favorável de dois terços da Casa para eventual cassação do prefeito. Apesar da movimentação, João Campos conta com ampla maioria na Câmara. Dos 37 vereadores, 22 integram a base governista, sendo 14 do próprio PSB, partido presidido por João. A oposição, que encabeça o pedido de impeachment, reúne 11 parlamentares. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra ocorre em um cenário mais complexo e marcado por um desgaste prolongado na relação entre Executivo e Legislativo. O impasse teve início ainda no fim de 2024, com queixas de deputados sobre o não pagamento de emendas parlamentares. A partir daí, a crise se aprofundou ao longo de 2025, culminando em sucessivos travamentos da pauta da Casa. Entre os meses de março e junho do ano passado, a Alepe enfrentou dificuldades para avançar em matérias estratégicas, incluindo pedidos de empréstimos, nomeações para órgãos do Estado e projetos relacionados ao arquipélago de Fernando de Noronha. O cenário só começou a se destravar após a mobilização do Sindicato dos Professores da Rede Estadual (Simpere), diante do risco de atraso na votação do reajuste do piso salarial da categoria, mesmo após acordo firmado com o governo. A relação voltou a se deteriorar no fim de 2025, durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), chegou a rejeitar vetos da governadora, levando o Palácio do Campo das Princesas a judicializar o caso, sendo atendido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Após a intervenção do TJPE, a governadora Raquel Lyra solicitou, no início de janeiro, a convocação de sessão extraordinária para votar o orçamento e outros projetos. A Casa, no entanto, encaminhou os textos à Procuradoria para análise, o que reduziu os efeitos da convocação extraordinária. Com isso, a LOA voltou a tramitar na Comissão de Finanças e pode ser votada apenas em março. Com poucos dias para o retorno dos trabalhos na Alepe, a governadora cobrou, na última sexta-feira (30), os deputados estaduais presentes em evento no Porto de Suape a aprovação das matérias enviadas para a Alepe. “Peço à Assembleia Legislativa que a gente não discuta as próximas eleições agora. Elas vão acontecer no tempo certo. O que o povo espera de nós é união, capacidade de trabalho e compromisso com Pernambuco”, afirmou a governadora. É nesse contexto de tensão institucional que foi protocolado, no dia 19 de janeiro, o pedido de impeachment contra Raquel Lyra, apresentado pelo deputado Romero Albuquerque (União Brasil). O parlamentar aponta suposto crime de responsabilidade relacionado à empresa Logo Caruaruense, que pertenceu ao ex-governador João Lyra Neto, pai da governadora. Diferentemente do caso da Câmara do Recife, o pedido contra a governadora segue um rito mais demorado. O documento será encaminhado à Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), presidida pelo deputado Coronel Alberto Feitosa (PL), que terá prazo para análise preliminar. Após isso, abre-se prazo para defesa da governadora e posterior emissão de parecer. Caso avance, o processo precisa do apoio de dois terços dos 49 deputados para prosseguir. Se admitido, é formada uma comissão especial composta por sete parlamentares e sete desembargadores, sob a presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco, responsável pelo julgamento final. Apesar do desgaste político, a governadora conta hoje com maioria na Casa. O chamado “blocão” reúne 19 deputados, mas o governo afirma ter apoio de ao menos 29 parlamentares, incluindo integrantes de bancadas independentes. A oposição soma cerca de 20 deputados, entre eles o presidente da Alepe e os presidentes das principais comissões da Casa. Nos dois casos, a avaliação nos bastidores é de que os pedidos de impeachment têm poucas chances de prosperar, diante das maiorias formadas tanto na Câmara do Recife quanto na Alepe. Ainda assim, os movimentos são vistos como parte de uma estratégia política mais ampla, que antecipa o clima de disputa para as eleições de 2026. Com o retorno dos trabalhos legislativos, a expectativa é de que os embates entre governo e oposição se intensifiquem, transformando o Legislativo pernambucano em um dos principais palcos da

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STF autoriza PF a investigar suspeita de espionagem ilegal na PCPE

O embate entre João Campos e Raquel Lyra ganha novos contornos após o STF autorizar a PF a apurar suposta estrutura de monitoramento ilegal no estado O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a apurar a atuação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) diante de indícios de monitoramento ilegal de agentes públicos vinculados à Prefeitura do Recife. A decisão foi proferida na Petição nº 15.115 e tem como foco a preservação do dever constitucional de neutralidade do Estado, especialmente no período pré-eleitoral. Segundo o relator, os elementos reunidos no processo apontam para a possível existência de uma estrutura paralela de inteligência no âmbito da Polícia Civil pernambucana, que teria sido utilizada para fins de vigilância política. As informações indicam que o suposto monitoramento ocorreu sem a abertura formal de inquérito, sem autorização judicial e à margem dos mecanismos de controle institucional, com o uso de tecnologias consideradas altamente invasivas, como rastreamento veicular e sistemas de reconhecimento facial. Via Blog do Nill Júnior

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Campanha para o governo de Pernambuco nem começou, mas ânimos já estão acirrados

Campanha para o governo de Pernambuco nem começou, mas ânimos já estão acirrados

Raquel Lyra e João Campos – Davi de Queiroz e Arthur Mota/Folha de PernambucoO primeiro mês de 2026 ainda não acabou, mas já sinaliza a temperatura do ano eleitoral. Episódios recentes mostram que o ápice da polarização, histórica em Pernambuco, será ultrapassado. Está evidente que os principais atores – a governadora Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que até agora não admitiu ser pré-candidato – não poderão nem pensar em cochilar porque os adversários estão bem acordados para qualquer deslize. Desde ontem, um pedido de impeachment do prefeito tramita na Câmara de Vereadores e deve ser analisado na primeira sessão ordinária, terça-feira. A matéria retoma a polêmica do concurso para procurador do município. O candidato em 63º lugar apresentou atestado de autismo dois anos após o certame ser homologado. O que estava em 102º lugar, mas que desde o início havia declarado ser deficiente físico, recorreu à Justiça para ter a vaga garantida. É provável que o impeachment não se concretize. O gestor tem maioria na Casa. Mas é um desgaste que ainda deve render. Desgaste também é vivenciado pela governadora. Ontem,em sessão do Ministério Público, o procurador Aguinaldo Fenelon pediu apuração rigorosa da investigação feita pela Polícia Civil. Sem ordem judicial, o setor de inteligência rastreou o carro usado pelo secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, suspeito de envolvimento com propina. Grupos de direitos humanos fizeram o mesmo pedido em manifesto. A denúncia não foi comprovada, mas esse é outro assunto que deve ganhar desdobramentos. E as candidaturas ainda nem estão postas. E a campanha ainda nem começou. Encontro no PanamáIntegrantes da comitiva do presidente Lula ao Panamá, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, estiveram juntos ontem. É o primeiro encontro público entre os dois desde que o gestor trocou o Republicanos pelo PSD sem avisar ao ministro. Só o prefeito postou a foto. DesorganizaçãoÀ espera de ordens do senador Flávio Bolsonaro, o vereador do Recife Gilson Machado Filho disse à Rádio Folha não saber se vai deixar o PL, como fez seu pai. Acredita que o partido precisa se organizar depois de ter escanteado o ex-ministro e perdido o deputado estadual Renato Antunes, que vai para o Novo. CaravanaO secretário Nacional de Periferias, Guilherme Simões está hoje e amanhã em Pernambuco, primeiro estado a receber este ano ações como regularização fundiária e vistoria de encostas. A vereadora Jô Cavalcanti acompanha a agenda no Recife, em Olinda e Jaboatão. PreparaçãoOPT de Pernambuco faz hoje a primeira reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE). Vai começar a aparar arestas entre os que defendem João Campos e os que preferem Raquel Lyra. É apenas o começo da discussão. Na segunda, a Executiva estadual se encontra. Por FolhaPE

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João Campos reage à suposta espionagem do governo de Raquel Lyra

João Campos reage à suposta espionagem do governo de Raquel Lyra

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), comentou a suspeita de espionagem da Polícia Civil de Pernambuco contra um secretário municipal da capital. Sem mencionar nomes, afirmou que “na política não se pode tudo” e apontou “interesse eleitoral” nas ações. “Quero dizer a vocês que isso não vai ficar impune. Não vai. Porque não vale tudo para disputar uma eleição. Não vale tudo dentro de uma instituição tão séria como a Polícia Civil, com mais de 200 anos. Vou tomar todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira, porque isso não vai passar impune. A democracia brasileira não permite nem permitirá nenhum arroubo autoritário”, disse o prefeito do Recife em um vídeo publicado no Instagram. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Blog PN Petrolândia Notícias (@pnpetrolandianoticias) Entenda o casoSegundo uma denúncia anônima, agentes da corporação teriam acompanhado a rotina de Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social do Recife, e do irmão dele, Eduardo Monteiro, que é assessor municipal. A denúncia ocorre meses antes da eleição pelo governo do estado, que deve ter o prefeito do Recife e a governadora Raquel Lyra (PSD) como principais concorrentes. O governo de Pernambuco confirmou que uma investigação foi realizada, mas negou que o caso se trate de espionagem contra Gustavo Queiroz Monteiro e o irmão. A jornalistas, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, houve uma investigação motivada por uma denúncia de recebimento de propina, e o foco da apuração foi um veículo da frota da prefeitura utilizado pelo secretário. O secretário afirmou que se tratava de uma “grave denúncia” feita por um funcionário público do Recife. Disse, no entanto, que o caso não permitia a instauração de um inquérito, mas não poderia ser ignorado. Por isso, segundo ele, a Polícia Civil realizou uma “checagem”, que não confirmou a acusação, e o caso foi arquivado. O secretário acrescentou ainda que Raquel pediu que o episódio fosse apurado. Por Metropóles

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João Campos convida Lula para o Carnaval do Recife e para a subida do Galo Gigante em 2026

João Campos convida Lula para o Carnaval do Recife e para a subida do Galo Gigante em 2026

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), confirmou que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para visitar a capital pernambucana durante o Carnaval de 2026. O convite inclui a possibilidade de Lula acompanhar a tradicional subida do Galo Gigante, marcada para o dia 11 de fevereiro. A revelação foi feita durante conversa com a imprensa após a apresentação oficial da programação do Carnaval do Recife, realizada no Paço do Frevo, no centro da cidade, na tarde desta quinta-feira (22). Segundo João Campos, o convite foi feito de forma direta e acompanhado de uma explicação sobre a mudança no formato da subida do Galo. O prefeito contou que o presidente não conhecia o novo modelo do evento, que deixou de acontecer de madrugada e passou a ter um caráter mais leve e simbólico. A explicação, segundo ele, despertou curiosidade e interesse do chefe do Executivo nacional. Apesar do convite, o prefeito ressaltou que Lula ainda não confirmou presença no Recife. De acordo com Campos, o presidente afirmou que tenta organizar a agenda para visitar, além da capital pernambucana, cidades como Salvador e Rio de Janeiro durante o período carnavalesco. João Campos destacou que a agenda presidencial depende de uma série de fatores, mas reforçou que o Recife está de portas abertas. Para o prefeito, a eventual presença de Lula no Carnaval seria simbólica e bem recebida pela população. Antes mesmo da declaração do prefeito, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, já havia sinalizado publicamente que o presidente demonstrava interesse em visitar Pernambuco durante o Carnaval. Em passagem pelo Recife na semana passada, o ministro afirmou que Lula avalia a possibilidade de acompanhar a festa como parte de uma agenda de viagens pelo país. Até o momento, a Presidência da República não confirmou oficialmente a visita, mas a expectativa segue aberta nos bastidores políticos e culturais do estado. Por Pernambuco Notícias

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João Campos considera oportunismo eleitoral pedido de impeachment

João Campos considera oportunismo eleitoral pedido de impeachment

Prefeito do Recife, João Campos (PSB) – Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco O prefeito do Recife, João Campos (PSB), considerou oportunismo eleitoral o pedido de impeachment feito pela oposição na Câmara de Vereadores do Recife. A iniciativa ocorreu depois da polêmica envolvendo dois candidatos ao cargo de procurador do município. O primeiro havia declarado ser deficiente físico. O segundo, que ficou em 63º lugar, apresentou atestado em 2025, dois anos depois de o certame ser homologado. “Não dá para ver isso sendo tratado com oportunismo eleitoral. Chega ano de eleição, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas e algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim. Então, vou tratar tudo com seriedade, com respeito e fazendo as coisas como devem ser feitas”, argumentou o prefeito logo depois de inaugurar o segundo parque alagável da cidade, no Barro, bairro da Zona Oeste do Recife. João Campos lembrou ter um irmão com síndrome de Down e garantiu tratar o assunto com responsabilidade. “Vocês sabem que a causa de pessoa com deficiência é uma causa de vida que eu tenho. Tenho um irmão com síndrome de Down, que amo muito, e sei bem como é importante a gente ter o cuidado relativo a isso”, explanou. ResponsabilidadeO pedido de impeachment foi feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), e o prefeito, que tem maioria na Casa de José Mariano, disse acreditar que os parlamentares serão responsáveis na hora de avaliar a proposta. “Eu tenho absoluta confiança na Câmara de Vereadores que não vai se deixar levar por nenhuma irresponsabilidade eleitoral”, cravou. O casoA polêmica envolvendo o prefeito do Recife começou com o concurso para procurador judicial, ocorrido em 2022. Na ocasião, foi aprovado para a vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) o candidato Marko Venício dos Santos Batista, que aguardava a nomeação e posse. Mais tarde, no entanto, foi nomeado para a vaga outro candidato, Lucas Vieira Silva. Lucas Vieira havia inicialmente se inscrito na ampla concorrência, ficando em 63° lugar no concurso. Em 2025, ele recorreu à Procuradoria do município para concorrer como candidato nas ações afirmativas, apresentando um laudo com um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).  Três procuradoras concursadas votaram pelo indeferimento do pedido, enquanto o procurador-geral do município, Pedro Pontes, indicado pelo prefeito João Campos, posicionou-se favoravelmente. A nova nomeação foi oficializada no dia 23 de dezembro do ano passado e, diante da repercussão negativa, revogada no dia 31 do mesmo mês. Por FolhaPE

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Mais uma perda na base de Raquel Lyra: Prefeito da Pedra anuncia apoio ao projeto político de João Campos

O projeto político liderado pelo prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, segue ampliando seu arco de alianças no interior de Pernambuco. Desta vez, o reforço vem do Agreste Meridional. Nesta segunda-feira (5), em ato político na cidade da Pedra, o prefeito do município, Júnior Vaz, anunciou apoio ao projeto de João, marcando um novo movimento no cenário político local.

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“Não há ninguém nomeado por sobrenome ou parentesco”, diz João Campos sobre concurso da procuradoria

“Não há ninguém nomeado por sobrenome ou parentesco”, diz João Campos sobre concurso da procuradoria

Prefeito do Recife, João Campos (PSB), participa da primeira missa de 2026 no Santuário do Morro da Conceição, Zona Norte da cidade – Vanessa Alcantara O prefeito do Recife, João Campos (PSB), negou na noite desta quinta-feira (1º) ter beneficiado o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO), órgão vinculado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) no último concurso para procurador da prefeitura, realizado em 2022. Sustentou que a Procuradoria-Geral do município tomou uma decisão administrativa ao, inicialmente, considerar como primeiro colocado um candidato com transtorno do espectro autista (TEA), que apresentou laudo depois do concurso. Explicou que a Procuradoria do Recife recuou após determinação da Justiça, contemplando um outro candidato com deficiência física, que já havia se colocado na lista de PCD quando o certame foi realizado. “Não há nenhuma decisão de mudança de nota, de passar na frente, não é isso. Não tem ninguém nomeado em função de nome, sobrenome ou parentesco. Isso não existe. Isso é uma ilação. Não existe isso de forma nenhuma, em nenhum concurso da prefeitura”, assegurou o prefeito João Campos, após participar da primeira missa do ano no Santuário do Morro da Conceição, na Zona Norte da cidade, aonde foi agradecer e pedir proteção. Dois aprovadosA polêmica no resultado do concurso começou porque Lucas Vieira Silva ficou na 63ª colocação geral, mas apresentou um laudo, com aval da Justiça Federal do Trabalho, apontando ter sido diagnosticado com autismo. A Procuradoria do Recife aceitou o documento e Lucas passou a ocupar o primeiro lugar nas vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD). Defiiciente físico, o advogado Marko Venicio dos Santos Batista, que tinha passado em primeiro lugar na lista de PCD, acabou ficando na segunda colocação. Ele recorreu da decisão e o recurso foi aceito pela Procuradoria do Recife. Depois de revisto o resultado, a prefeitura nomeou Marko Venicio como procurador, em edição extra do Diário Oficial da última quarta-feira. “Estou absolutamente tranquilo. Não tem nenhuma dificuldade com absolutamente nada. E só reforçando, toda a decisão tomada do ponto de vista técnico, com base em laudos da Justiça Federal do Trabalho, dando a capacidade de recorrer do ponto de vista administrativo. A partir do momento em que o candidato que se sentiu prejudicado apresentou um recurso, de forma imediata foi apreciado”, enfatizou João Campos. Política enviesadaJoão Campos descartou ter ficado irritado com a repercussão que o caso ganhou e não descarta que a avaliação das classificações dos dois candidatos tenha sido tendenciosa. “Acho que tem uma leitura enviesada da política. Primeiro, eu não vi ninguém falando que havia um candidato com autismo e que outro tinha uma deficiência física. Não tem isso de ‘pular na frente’. No concurso é assim: a cada quatro nomeações, a quinta é uma nomeação de cota. Não tem como você passar na frente de ninguém”, argumentou. Segundo o prefeito, a procuradoria concluiu que essa discussão deve se dar a partir de agora na esfera do Judiciário. “A procuradoria entendeu que não deve ser mais uma discussão administrativa e que cada um brigue pelo seu direito na Justiça”, sentenciou. Diagnostico tardioJoão Campos lembrou ainda ser natural que diagnósticos de autismo se deem depois de algum tempo. E usou a realidade da Prefeitura do Recife como exemplo. “Em oito anos aumentou em 35 vezes o número de crianças com TEA. Você tem muitos casos em que a pessoa descobre ter TDAH ou autismo na fase de jovem ou já adulto. Esse é um fato contemporâneo”, contextualizou. ComandoO gestor refutou qualquer possibilidade de mudança no comando da Procuradoria-Geral, hoje sob a responsabilidade do advogado Pedro Pontes. O procurador-geral tem status de secretário. Disse não haver esse risco e que é rotina na pasta nomear servidores, fazer novas chamadas porque nem sempre os cargos são ocupados, e enfrentar judicialização. “Existem diversos recursos administrativos (impetrados pelos candidatos).” “É uma rotina permanente de nomeações e nomeações que existem em função de concurso. É importante só deixar muito claro que o caso em discussão é de uma pessoa que tem autismo e que isso foi laudado, esse laudo é da Justiça Federal do Trabalho”, reforça. Por Betânia Santana – FolhaPE

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João Campos recua e cancela nomeação de filho de procuradora

João Campos recua e cancela nomeação de filho de procuradora

Rodolfo Loepert/PCR O prefeito de Recife (PE), João Campos, anulou a nomeação de Lucas Vieira Silva para o cargo efetivo de procurador judicial do município. A decisão foi oficializada na edição do Diário Oficial da cidade desta terça-feira (30/12). Filho do juiz Rildo Vieira da Silva e de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas, vinculado ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, Lucas havia sido nomeado para uma vaga reservada a PCD. O candidato apresentou o laudo que comprova a deficiência três anos após o concurso, realizado em dezembro de 2022, segundo informou a coluna de Andreza Matais e André Shalders, no Metrópoles. Ele disputou como candidato de ampla concorrência, mas solicitou, três anos após o concurso, a mudança de modalidade, depois de ter ficado na 63ª posição. O caso repercutiu nacionalmente e foi levada por vereadores da oposição ao Ministério Público estadual. Com o cancelamento da nomeação, a vaga de procurador do município foi destinada a Marko Venicio dos Santos, o único candidato PCD classificado na primeira homologação do concurso. Por Metropóles

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