03/02/2026 19:33

Câmara aprova programa Gás do Povo que garante botijão de gás gratuito a famílias de baixa renda

Câmara aprova programa Gás do Povo que garante botijão de gás gratuito a famílias de baixa renda

Câmara aprova MP do programa Gás do Povo A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a Medida Provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo, que assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg) a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e desde que tenha renda per capita de até meio salário mínimo. Foram 415 votos a favor e 29 contra. A MP, cuja validade termina em 11 de fevereiro, segue agora para votação no Senado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as capitais. O Auxílio Gás, benefício atual que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo país. “O Gás do Povo promove dignidade, desaperta o orçamento das famílias, garante segurança e inclusão energética”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanas-PB), durante a sessão de votação. Via Portal PE10

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Confira os valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações do MEI em 2026

Confira os valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações do MEI em 2026

Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026. Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026. Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026. Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026. A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621. Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5. Com isso, em 2026: O valor é recolhido por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne a contribuição ao INSS e os tributos cobrados conforme a atividade exercida pelo microempreendedor. O pagamento mensal da contribuição garante ao MEI acesso aos principais benefícios da Previdência Social. Entre eles, estão: O vencimento do DAS é sempre no dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI, disponível para celulares com sistemas Android e iOS. O pagamento pode ser realizado por boleto, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras. 📝 Adesão ou retorno ao Simples Nacional Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 31 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e desejam reingressar. Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos. Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual. Em seguida, realizar o passo a passo: A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Por isso, a empresa não pode ter pendências cadastrais ou fiscais nem débitos com nenhum ente federado. A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente. Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas. Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas nesse regime de tributação. A divulgação do resultado da opção está prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ. 👩🏽‍💻 Declaração anual Todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior por meio da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). Ela pode ser preenchida pelo próprio MEI até o último dia de maio de cada ano, no Portal do Empreendedor. A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos declarados, ou mínimo de R$ 50. Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. Via Portal PE10

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Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que reduzirá o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. A medida valerá a partir de terça-feira (27). Dessa forma, o preço médio de venda da companhia para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, o que significa redução de R$ 0,14 por litro.

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Estatais de Lula acumulam déficit recorde; Correios lideram rombo bilionário

Estatais de Lula acumulam déficit recorde; Correios lideram rombo bilionário

As empresas estatais brasileiras registraram um déficit primário histórico de R$ 20,5 bilhões desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou seu terceiro mandato. Este é o maior rombo para um período de três anos já visto, segundo dados levantados pela CNN com base em informações do Banco Central. É importante destacar que este levantamento do Banco Central não inclui grandes estatais financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, nem a gigante Petrobras. O problema começou a dar sinais ainda em 2023, primeiro ano da atual gestão, quando as estatais fecharam o ano com um saldo negativo de R$ 2,2 bilhões. A situação piorou consideravelmente em 2024, com o déficit quase quadruplicando e atingindo R$ 8,07 bilhões. E o cenário não melhorou em 2025: entre janeiro e novembro, o saldo negativo já somava R$ 10,3 bilhões. Correios são o principal foco do problemaDentro desse quadro preocupante, os Correios se destacam como a empresa que mais contribui para o prejuízo. Sozinha, a estatal postal acumulou um déficit de R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro deste ano. Em 2024, a empresa já havia registrado um rombo de R$ 2,6 bilhões. O Ministério da Fazenda descreve a situação dos Correios como “grave”. Embora o ministro Fernando Haddad tenha descartado a privatização da empresa, ele reforçou a necessidade de um plano “consistente” para tirá-la da crise e reverter esse quadro. “Não estamos falando em privatizar, mas precisamos de um plano sério para colocar os Correios nos trilhos”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a situação da empresa. Para tentar reverter os déficits acumulados desde 2022, os Correios anunciaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação ambicioso. Uma das medidas é o fechamento de cerca de mil agências próprias da estatal, o que representa 16% das aproximadamente 6 mil unidades espalhadas pelo país. A expectativa é economizar R$ 2,1 bilhões com essa iniciativa. Vale lembrar que, somando os pontos de atendimento próprios e aqueles feitos por parcerias, os Correios têm uma rede de 10 mil unidades prestando serviços em todo o Brasil. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, garantiu que o fechamento das agências será feito sem prejudicar o princípio de que o serviço postal deve cobrir todo o território nacional, ou seja, sem violar a universalização. Outras medidas de contenção de gastosO plano dos Correios não para por aí. A empresa também prevê cortes de despesas que podem chegar a R$ 5 bilhões até 2028. Para alcançar esse objetivo, estão programadas a venda de imóveis e a abertura de dois planos de demissão voluntária (PDVs). A meta é reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027. Com todas essas ações, o governo e a gestão dos Correios esperam não apenas frear o sangramento financeiro da estatal, mas também garantir a sustentabilidade de um serviço essencial para a população brasileira. Por Portal ChicoSabeTudo

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Gás gratuito chega a 1 milhão de famílias a partir desta segunda-feira

Gás gratuito chega a 1 milhão de famílias a partir desta segunda-feira

O programa nacional Gás do Povo, que prevê a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP 13 kg) para famílias em situação de vulnerabilidade social, começa nesta segunda-feira (24). Cerca de um milhão de famílias devem ser beneficiadas na primeira etapa. As capitais que serão inicialmente contempladas são Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI). O beneficiário poderá comprovar o direito ao vale pelo cartão do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou CPF com código de validação enviado ao celular. Segundo o governo federal, o modelo vai ampliar a rastreabilidade, a segurança e a eficiência na entrega do benefício. Ampliação Até março do ano que vem, o gás de cozinha gratuito deve ser distribuído para 15 milhões de famílias, segundo garante o governo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que a ideia é garantir segurança alimentar e qualidade de vida. A Caixa Econômica Federal será a instituição que vai distribuir vales-recarga, cadastrar as revendedoras participantes e validar os meios de acesso do usuário. A retirada da recarga gratuita passará a ser feita diretamente nas revendas credenciadas, sem intermediação de pagamento em dinheiro. Entrega A primeira etapa de distribuição do benefício marca a transição do formato anterior, baseado em pagamento em dinheiro, para um sistema que assegura a entrega direta do gás de cozinha. Direito ao benefício O gás gratuito destina-se às famílias selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário-mínimo (R$ 759,00) e cadastro atualizado há pelo menos 24 meses. Terão prioridade aquelas que já recebem o Bolsa Família. Via PE Notícias

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Bolsa Família 2025: pagamentos de novembro começam nesta semana; veja calendário

Bolsa Família 2025: pagamentos de novembro começam nesta semana; veja calendário

Aplicativo do programa Bolsa Família; governo muda regra de proteção, que garante benefício parcial a quem passa a ter renda maior – Gabriel Cabral/Folhapress Os pagamentos de novembro do Bolsa Família 2025 começam nesta semana pela Caixa Econômica Federal. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) O dinheiro vai ser disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Confira o calendário do Bolsa Família para novembro de 2025: Para dezembro, a previsão de pagamentos é: Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. Via Portal PE10

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Dívida pública em alta e responsabilidade fiscal em baixa: a bomba-relógio de Lula

Dívida pública em alta e responsabilidade fiscal em baixa: a bomba-relógio de Lula

Há muito tempo prevalece no mundo político a ideia de que o início de um mandato presidencial é o momento certo para enfrentar as pautas amargas. Cabe ao chefe do Executivo, recém-legitimado por milhões de votos, exercer o senso de responsabilidade e fazer não apenas o que os eleitores desejam, mas o que o país necessita. Em 2027, porém, essa não será apenas uma questão de bom senso, será uma imposição da realidade. Quem assumir o comando do Planalto, seja Lula ou qualquer outro, encontrará um quadro de colapso iminente das contas públicas e uma regra fiscal profundamente desmoralizada. A “herança maldita”, expressão cara ao vocabulário petista, deixará de ser um recurso retórico para se tornar um fato incontornável. O arcabouço fiscal, que foi fruto do esforço de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, vendido pelo governo petista como símbolo de responsabilidade e equilíbrio nas contas públicas, ruiu diante da incapacidade do governo de cumprir as próprias regras. A lei que substituiu o antigo teto de gastos, concebida e aprovada pelo governo Lula em 2023, entrou em vigor com a promessa de impor limites ao avanço dos gastos públicos e de estabelecer metas para o resultado fiscal, isto é, a diferença entre o que o governo arrecada e o que de fato gasta. Mas o discurso de austeridade não resistiu ao primeiro teste da realidade. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, até o fim do atual mandato cerca de 150 bilhões de reais terão sido executados fora das regras da nova âncora. E o rombo segue aumentando: na última segunda-feira (03), o Congresso, cúmplice no desmonte da responsabilidade fiscal, aprovou a retirada de mais 30 bilhões de reais em gastos com Defesa da contabilidade oficial até 2031. O texto, que agora depende apenas da sanção de Lula, transforma de vez em letra morta o instrumento criado para conter a deterioração das contas. A meta fiscal, que deveria orientar a política econômica e servir de bússola para o equilíbrio do caixa do país, perdeu o sentido diante da sucessão de exceções e remendos. O Planalto parece ter se acostumado a tratar as normas que criou como peças de ficção. “O governo descumpre as regras o tempo todo”, afirma o economista Marcos Mendes, pesquisador do Insper e ex-assessor especial do Ministério da Fazenda. “As despesas tiradas das regras são despesas de qualquer jeito e fazem a dívida pública crescer da mesma forma.” Desde que o presidente Lula voltou ao poder, em janeiro de 2023, a dívida bruta do país saltou de 71% para 78% do PIB. A Instituição Fiscal Independente projeta que o encargo pode alcançar 125% do PIB no prazo de uma década, caso nenhuma medida concreta seja adotada para conter o crescente desequilíbrio. A regra fiscal já não cumpre sua função mais elementar: conter o avanço da dívida pública. No mercado financeiro, essa constatação virou consenso. “A cada ano aumenta o número de despesas fora do arcabouço, e o resultado é que ele não serve para mais nada”, diz Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da gestora ARX Investimentos. O descontrole tem efeito em cadeia. Com a dívida em trajetória explosiva, cresce a desconfiança dos investidores, justamente aqueles que financiam o governo ao comprar seus títulos. O reflexo é direto: o Banco Central se vê impossibilitado de reduzir a taxa básica de juros, juros. Hoje ela está em 15% ao ano, e foi mantida mais uma vez nesse nível pela diretoria do BC, na quarta-feira (05). “O investidor percebe que não há perspectiva de estabilização da dívida e exige um prêmio de risco maior”, diz João Leme, economista da Tendências Consultoria. A manobra recente do Congresso para excluir bilhões de reais em gastos com Defesa do arcabouço fiscal é apenas mais uma rachadura naquilo que deveria ser a pedra fundamental da contabilidade pública. No fim de outubro, o mesmo Parlamento já havia autorizado o governo a perseguir o piso, e não o centro, da meta fiscal. O compromisso oficial para 2025 era de déficit zero, com margem de tolerância de até 0,25% do PIB. Na prática, a meta passa a ser o próprio rombo, estimado em 31 bilhões de reais. E ele só deve ser “cumprido” no papel porque outros 43 bilhões de reais estarão sendo gastos fora da conta oficial. O episódio envolvendo os gastos com Defesa reacendeu o alerta sobre a fragilidade do arcabouço. “Esse precedente indesejável aumenta o risco de novas excepcionalidades surgirem”, afirma Alexandre Andrade, diretor da IFI. O temor não é infundado. Já aprovado pela Câmara, tramita no Senado outro projeto de efeito igualmente corrosivo, que retira do alcance da regra fiscal as despesas com educação e saúde financiadas pelo Fundo Social do Pré-Sal, cerca de 1,5 bilhão de reais, além dos gastos custeados por empréstimos internacionais. O próximo presidente não terá apenas a tarefa de preservar a regra fiscal existente, mas de provar que ela ainda pode ficar de pé. Se nada for feito, o naufrágio das contas públicas será inevitável. A própria equipe econômica do governo Lula, chefiada por Haddad e Simone Tebet, ministra do Planejamento, reconhece encrenca no horizonte para 2027. O avanço dos gastos obrigatórios, impulsionado por pisos constitucionais e pela indexação de benefícios ao salário mínimo, ameaça estrangular o caixa destinado às despesas básicas. “Nenhuma regra vai funcionar se não mudarmos alguns dispositivos que pressionam o Orçamento”, diz Fabio Giambiagi, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Os pisos constitucionais da saúde e da educação, somados à vinculação do salário mínimo, tornaram-se incompatíveis com os limites de gastos impostos pelo arcabouço fiscal. Mesmo tendo reconhecido, no início do ano, que faltarão cerca de 12 bilhões de reais para despesas discricionárias em 2027, o Ministério da Fazenda insiste em minimizar a gravidade do problema que ele próprio ajudou a criar. “Ainda há trabalho a ser feito no esforço de consolidação fiscal”, informou a pasta em nota a VEJA. E acrescentou: “O próximo mandato presidencial começará em 2027 com uma situação fiscal sólida”. Até agora, o

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Salário mínimo vai aumentar em 2026: confirmado o novo valor

Salário mínimo vai aumentar em 2026: confirmado o novo valor

Todos os anos existe uma expectativa para o novo valor do salário mínimo, reajustado todos os anos. Para 2026, o valor passará de R$ 1.518 para R$ 1.631, representando um incremento de 7,44% para o valor mínimo a ser pago aos trabalhadores brasileiros. O aumento já estava previsto na Lei Orçamentária de 2026 enviada ao Congresso Nacional em agosto deste ano, mas foi confirmado nesta sexta-feira (31) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O reajuste segue as normas da Lei de Valorização do Salário Mínimo, que considera a inflação acumulada do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, a fim de promover aumentos mais relevantes para o trabalhador. Além disso, o valor serve como referência para benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas vinculados ao governo federal. Nesse sentido, o aumento segue um modelo que combina a reposição inflacionária com crescimento econômico, fazendo com que o valor aumente conforme o custo de vida aumenta, mas também cresce quando a economia do país melhora. Por exemplo, se o PIB tenha resultado negativo, o aumento considera apenas a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O cálculo do reajuste segue um modelo que combina reposição inflacionária com crescimento econômico. Ou seja, o salário mínimo sobe conforme o custo de vida aumenta, mas também cresce quando a economia do país melhora. Caso o PIB tenha resultado negativo, o aumento considera apenas a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Via Portal PE10

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“Super MEI”: Senado aprova aumento do limite de faturamento do MEI para R$ 140 mil e cria nova faixa de contribuição

“Super MEI”: Senado aprova aumento do limite de faturamento do MEI para R$ 140 mil e cria nova faixa de contribuição

Proposta aprovada na CAS cria nova faixa de contribuição e atualiza teto de receita anual do MEI para R$ 140 mil. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (22) o projeto que cria o “Super MEI”, alterando os valores de enquadramento do microempreendedor individual (MEI), com limite de receita bruta anual de até R$ 140 mil. A proposta altera o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, classificando como MEI quem tenha receita bruta de até R$ 140 mil no ano-calendário anterior. Atualmente, esse limite é de R$ 81 mil. O projeto cria uma faixa intermediária de contribuição para os microempreendedores que faturam entre R$ 81 mil e R$ 140 mil, correspondente à alíquota de 8% sobre o salário mínimo mensal. Para os que ganham até R$ 81 mil, a alíquota permanece sendo 5% sobre o salário mínimo. Esse valor é pago pelos microempreendedores por meio do Documento de Arrecadação Simplificada (DAS), que também inclui impostos municipais e estaduais e garante à categoria benefícios como aposentadoria e auxílio-doença. O PLP 60/2025, da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), recebeu parecer favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), com três emendas. O parecer do relator suprimiu dois pontos importantes do PL: o texto original previa a atualização anual do limite pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a permissão para que o microempreendedor tenha até dois empregados. Segundo Veneziano, a Secretaria da Receita informou que a correção automática do valor de enquadramento e a possibilidade de contratação de até dois empregados teriam impactos previdenciários significativos. Assim, o relator optou por manter no projeto apenas a mudança no limite de faturamento. O senador ainda salienta que a elevação do limite de faturamento corrige uma defasagem frente a uma inflação de 10 anos, quando o limite de R$ 81 mil foi fixado pela Lei Complementar 155, de 2016. O relator também destacou que o projeto não compromete diretamente as receitas da União, porque o MEI é regime simplificado que já possui carga tributária reduzida. A matéria segue para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) Com informações Agência Senado Via Portal PE10

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Paulo Câmara deixa o Banco do Nordeste

Paulo Câmara deixa o Banco do Nordeste

Paulo Câmara, presidente do Banco do Nordeste – Fernando Cavalcante/Banco do Nordeste O ex-governador de Pernambuco Paulo Câmara deixou o comando do Banco do Nordeste (BNB). A decisão foi comunicada em reunião do Conselho de Administração do banco, ontem. No seu lugar, assume o atual diretor Financeiro e de Crédito da instituição, Wanger Antônio de Alencar Rocha, como presidente interino e conselheiro de Administração do banco. Na fase de transição, o gestor vai acumular as funções. Em pronunciamento nas redes sociais, Paulo Câmara afirmou que deixa o comando do banco com convicção de que cumpriu “à risca a determinação do presidente Lula de fazer o banco crescer”. O gestor apresentou números de aumento de contratações da instituição – que, segundo ele, devem chegar perto de R$ 70 milhões este ano, e de equilíbrio financeiro. “Caminhamos desde março de 2023 com a certeza de que nossa gestão se aproximou dos setores produtivos, apostando no diálogo para ampliar a disponibilidade de crédito, gerando emprego e renda”, afirmou. Câmara ainda relatou que o percentual de financiamentos abertos para micro e pequenos empreendedores também cresceram de 51% para 62% do total. “Realizamos concurso público, fortalecemos capacitações, melhoramos a infra, expandimos nossa rede de atendimento. O lucro atingiu o maior patamar da história e a PLR também”, afirmou. Câmara ainda agradeceu à equipe do BNB e ao presidente Lula. “Agradeço ao presidente Lula a confiança no nosso trabalho e asseguro que estarei sempre à disposição de seu governo”, destacou. Retorno A escolha de um interino e não de um substituto definitivo sinaliza um retorno de Paulo Câmara ao comando da instituição em janeiro. Além disso, a escolha de Wanger contempla um nome ligado à gestão do ex-governador pernambucano, o que reforça o peso do grupo de Câmara no BNB. Em 2026, o período de quarentena previsto para ex-dirigentes partidários acaba, o que abre espaço para o retorno do ex-presidente. Paulo Câmara deixa o Banco do Nordeste com recordes de crescimento em operações de crédito. Os números preliminares do terceiro trimestre de 2025 mostram que o Banco do Nordeste (BNB) continua em forte aceleração em todos os segmentos em que opera. Por FolhaPE

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