O benefício a geração de energia solar distribuída aprovado pelo Senado dentro do projeto de lei do Combustível do Futuro (PL 528 de 2020), aumentará ainda mais a conta de luz. É o que afirmam entidades que representam consumidores de energia no país, que avaliam que a medida ampliará os custos com subsídios.
Em uma iniciativa que surpreendeu e derrotou o governo, uma emenda apresentada em plenário pelo senador Irajá (PSD-TO) foi aprovada no projeto dos biocombustíveis. De acordo com o trecho, iguala-se “o prazo de 30 meses para que os minigeradores iniciem a injeção de energia” e “120 dias para minigeradores”.
Na prática, aumenta-se o prazo para que os empreendimentos de geração distribuída por meio de painéis solares entrem em operação e consigam descontos pelo uso da rede. Esse abatimento, no entanto, não sai de graça e é custeado por todos os consumidores de energia.
e acordo com Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), a medida aprovada no Senado “cava mais o fundo buraco do setor elétrico” e é um “gol contra o consumidor de energia”.
“Isso é ruim para todo mundo. Quando a geração distribuída entra, ela desloca geradores hidrelétricos, que reduzem a energia que podem vender. Outros geradores que estão no sistema terão problema para escoar a sua energia”, afirmou Pedrosa.
A Frente Nacional dos Consumidores de Energia divulgou nota em que afirma que a emenda aprovada “sem debate, sem maiores explicações e com incrível celeridade, amplia o volume de recursos que os consumidores de todo o país terão que pagar na conta de luz”.
Eis a íntegra da nota.
Poder360
































