06/02/2026 19:09

Choque elétrico, câncer e mordida de tubarão: André Luiz comemora seu terceiro “milagre”

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Aos 32 anos, André Sthwart Luiz Gomes da Silva já sobreviveu a um choque elétrico, câncer e mordida de tubarão, respectivamente – Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

Um choque elétrico. Um câncer. E agora, a mordida de um tubarão cabeça-chata. Esses são três episódios que marcam a trajetória de vida de André Sthwart Luiz Gomes da Silva, de 32 anos, que encara a atualidade como sobrevivência ao “terceiro milagre” que recebeu.

Com a perna esquerda enfaixada e coberto por esperança, o homem está na casa da mãe se recuperando do incidente que aconteceu no último dia 20 de fevereiro, enquanto surfava na Praia de Del Chifre, em Olinda, e foi surpreendido com a mordida de um tubarão cabeça-chata de 2,5 metros. A prática esportiva é proibida na região desde 1999.

Ele relembrou o momento exato em que foi mordido, e a ajuda dos amigos que também estavam na praia naquela hora. “Eu vi a jogada do rabo dele na água e depois senti uma puxada. Foi um choque e a ‘ficha caiu’ na hora que era um tubarão, ainda cheguei a dar um murro nele. Gritei por socorro e meus amigos me ajudaram a sair e foram estancando o sangue que eu estava perdendo”, disse.

Ainda enquanto recebia os primeiros socorros dos amigos, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram ao local, e o conduziram até o Hospital da Restauração (HR), no Recife.

“Era uma dormência misturada com ardência e dor”, disse André.

Tubarão que mordeu André era da espécie cabeça-chata e media 2,5 metros (Foto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco)

No Hospital da Restauração, ele passou por uma cirurgia que durou quase seis horas e afastou a necessidade de amputação da perna. A alta médica aconteceu no primeiro dia de março, e desde então André vem recebendo cuidados na casa da mãe, através da esposa Munick Rafaela Castro e dos cinco filhos do casal, tanto de forma presencial como virtual. Além do tratamento em casa, ele precisará ser acompanhado no setor ambulatorial da unidade de saúde em que ficou internado.

“Está sendo bastante doloroso ainda. A perna dói bastante, principalmente entre os intervalos dos remédios, mas eu estou conseguindo mexer o pé”, comemorou.

Por FolhaPE

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