Petrolândia Notícias – Eleições presidenciais nos EUA são entrave para indicação de Eduardo para embaixada

Eleições presidenciais nos EUA são entrave para indicação de Eduardo para embaixada

22 de agosto de 2019 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Ao falar sobre a indicação de Eduardo para a embaixada nos Estados Unidos, uma das primeiras justificativas nas quais o pai, o presidente Jair Bolsonaro, apoia-se é na relação nutrida pelo filho com a família do mandatário norte-americano, Donald Trump. Mas sem o republicano no poder, há a avaliação de  que se tornaria inviável a permanência de Eduardo no cargo. Segundo interlocutores do deputado federal ele perderia completamente a influência conquistada pela proximidade pessoal com os Trump. 

“Na atual conjuntura dos Estados Unidos, ele teria, de fato, um acesso a políticos republicanos que nenhum outro indicado conseguiria. O que pode ajudar em alguns momentos, como votações, reuniões, coisas menos grandiosas que acordos comerciais”, disse um nome próximo a Eduardo, que conhece a realidade da política externa. 

De fato, o filho, ao qual Bolsonaro chama de 03, é próximo de dois dos herdeiros do presidente dos EUA – nenhum deles trabalha na Casa Branca – e já foi elogiado pelo próprio Trump. “Conheço o filho dele [Jair Bolsonaro], e eu considero que o filho dele é extraordinário, um jovem brilhante, incrível. Estou muito feliz pela indicação [para a embaixada em Washington]”, afirmou Trump em julho. Para ele, a escolha do pai pelo filho não é considerada ser nepotismo. 

E se Donald Trump, que sustenta a argumentação de Bolsonaro para a indicação, e cujo mandato termina no ano que vem, não se reeleger? Como fica a situação do provável recém-chegado a Washington, que é declaradamente defensor do republicano, em um governo democrata? E para o Brasil, há consequências de um embaixador brasileiro sem influência na gestão norte-americana? 

O HuffPost conversou com pessoas próximas ao Palácio do Planalto, a Eduardo Bolsonaro, com interlocutores próximos à Casa Branca em Washington, e também com quem é contrário à indicação, numa tentativa de avaliar o cenário com Eduardo embaixador em um pós-2020 sem Donald Trump no comando dos Estados Unidos. 

A reportagem encontrou duas posições unânimes: os confetes de agora podem se transformar em cascas de bananas para o Brasil. E em um cenário de vitória do partido Democrata e derrocada da Donald Trump, provavelmente o País precisará mandar outro eleito para Washington. 

“Cabe ao embaixador conseguir informações privilegiadas junto ao governo do outro país. Com um governo democrata, Eduardo perde força e motivo de existir”, destacou uma das fontes consultadas pela reportagem. Com informações do site HuffPost Brasil.

Via PE Notícias
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