Petrolândia Notícias – Com seis mandados de prisão, Polícia Federal faz operação contra fraudes previdenciárias em Pernambuco

Com seis mandados de prisão, Polícia Federal faz operação contra fraudes previdenciárias em Pernambuco

17 de setembro de 2021 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Clepsidra, que mira uma suposta organização criminosa voltada à prática de crimes em massa contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, a quadrilha era voltada sobretudo à obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários e assistenciais, mediante falsificação de documentos públicos, uso de documentos falsos e estelionato majorado, além de lavagem de dinheiro.

A ação da Polícia Federal contou com a cooperação da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério de Trabalho e Previdência, que identificou 225 benefícios previdenciários e assistenciais sob suspeita de fraude.

Na manhã desta quinta, são cumpridos 5 mandados de prisão preventiva, um de prisão domiciliar e quatro medidas cautelares diversas, além de mandados de busca e apreensão em 13 endereços. As determinações foram expedidas pela 23ª Vara da Justiça Federal em Garanhuns, no Agreste, após representação da PF e manifestação favorável do Ministério Público Federal.

A operação ocorre nas cidades de Águas Belas, Garanhuns, Caruaru e Recife. Além disso, a Justiça Federal determinou ao INSS a suspensão de 225 benefícios previdenciários e assistenciais obtidos mediante fraudes.

Veja abaixo a nota oficial da Polícia Federal sobre a investigação do caso:

“O Inquérito Policial foi instaurado na Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado de Pernambuco, para realizar a fase de investigação criminal sobre a notícia da identificação de benefícios previdenciários e assistenciais obtidos mediante fraudes. Durante o trâmite do Inquérito Policial, a PF, com prévia autorização da Justiça, empregou técnicas e meios especiais de investigação e obtenção de provas, o que, além de confirmar as suspeitas iniciais, possibilitou a descoberta da existência de uma organização criminosa, cuja maioria dos membros possui residência na cidade de Águas Belas, de onde realizam ações criminosas em série neste e em outros municípios do Estado de Pernambuco e em outros estados do Nordeste.

O modus operandi do grupo consiste primordialmente na obtenção, mediante fraudes, com o recebimento de benefícios previdenciários após a morte de segurados, e principalmente, através da falsificação de documentos para a criação de pessoas fictícias e obtenção indevida de benefícios assistenciais. As tarefas são distribuídas entre os componentes da organização em núcleos compostos por fraudadores, os quais exercem a liderança e a coordenação das ações do grupo; por falsificadores de documentos utilizados para a “criação de pessoas fictícias”; pelos chamados “idosos de aluguel”, que utilizam as identidades falsas em nome de terceiros (inexistentes) perante a autarquia previdenciária e outros órgãos; e por distribuidores, que compram e revendem parte dos cartões de benefícios obtidos mediante fraude.

O prejuízo causado ao INSS pela organização criminosa em razão das fraudes identificadas foi de R$ 27.628.762,33, que representa o valor total dos pagamentos mensais em relação aos benefícios previdenciários e assistenciais indevidos. Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de pertencimento a organização criminosa (art. 1º da Lei nº 12.850/2013), obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários e assistenciais, mediante falsificação de documentos públicos (art. 297 do CP), uso de documentos falsos (art. 304 do CP) e estelionato majorado (art. 171, §3º, do CP), além de lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/98). Com a ação de hoje e o cumprimento pelo INSS da determinação judicial de suspenção dos 225 benefícios previdenciários e assistenciais obtidos mediante fraudes, identificados pela CGINT/SEPRT/MTP, será imediatamente evitado um prejuízo anual de R$ 3.173.456,00 (três milhões, cento e setenta e três mil e quatrocentos e cinquenta e seis reais).

Sendo assim, estima-se uma economia adicional de R$ 27.754.130,97 (vinte e sete milhões, setecentos e cinquenta e quatro mil, centro e trinta reais e noventa e sete centavos) em valores que, levando-se em conta a expectativa de vida da população brasileira, seriam pagos indevidamente em relação aos 225 benefícios obtidos ilegalmente, acaso tais fraudes não tivessem sido identificadas e os benefícios, suspensos”.

NOME DA OPERAÇÃO

Segundo a PF, Clepsidra é um relógio de água formado por dois vasos comunicantes com marcações, que era utilizado pelos antigos romanos e gregos para medir a passagem do tempo. O nome da operação faz referência à principal sede da organização sob investigação e ao principal modo de agir do grupo, consistente na criação de segurados fictícios, atribuindo-lhes tempo de idade, segundo a PF.

Via PE Notícias

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