Flávio Bolsonaro questiona resultado da eleição de 2026, mas admite não ter provas de fraude
8 de novembro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar o resultado da eleição presidencial de 2026, mas admitiu não ter provas de irregularidades na apuração dos votos. As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada na sexta-feira (6), e repercutiram em veículos como Bahia Notícias e Chico Sabe Tudo.
Flávio, derrotado no segundo turno pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e levantou suspeitas sobre o processo de votação. Apesar das afirmações, não apresentou elementos que comprovem fraude ou alteração dos resultados oficiais.
Senador questiona votação e atuação do TSE
Entre os pontos mencionados pelo parlamentar estão medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para garantir a votação em seções que enfrentaram problemas, incluindo a prorrogação do horário de funcionamento em determinados locais da Bahia.
Flávio também questionou o crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turnos. No entanto, os números divulgados mostram que os dois candidatos receberam mais votos na etapa final da disputa.
De acordo com os resultados citados nas reportagens, Lula obteve cerca de 64,2 milhões de votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu aproximadamente 59,8 milhões, ou 48,21%. A diferença foi de cerca de 4,4 milhões de votos.
Questionamento não é prova de irregularidade
O resultado foi proclamado pela Justiça Eleitoral. Até o momento das declarações, não haviam sido apresentadas provas capazes de demonstrar fraude na contagem dos votos ou alterar o resultado da eleição presidencial.
Segundo as reportagens, o senador afirmou que poderá voltar a disputar a Presidência da República em 2030, caso receba apoio de seu partido.
PL também discute medidas judiciais
Flávio mencionou ainda a intenção do PL de buscar medidas judiciais contra a chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), sob alegação de abuso de poder econômico. Essa discussão é distinta de uma acusação comprovada de fraude na apuração e depende de análise pela Justiça Eleitoral.
Questionamentos políticos sobre uma eleição não anulam os resultados oficiais. Qualquer pedido de revisão ou responsabilização deve seguir os procedimentos legais, com apresentação de fundamentos e provas.
Fonte: Chico Sabe Tudo, com informações de Bahia Notícias, Folha de S.Paulo e Metrópoles.
Foto: Reprodução/Agência Brasil, via Chico Sabe Tudo.










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