Gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento de ICMS em fevereiro de 2027; veja os valores

7 de novembro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre gasolina, diesel e gás de cozinha terá novos valores em todo o Brasil a partir de 1º de fevereiro de 2027. A atualização foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes dos estados e do Distrito Federal, e também alcançará Pernambuco.

As mudanças estão previstas nos Convênios ICMS nº 127 e nº 128, aprovados em 27 de outubro de 2026 e publicados no Diário Oficial da União no dia seguinte. Os atos estabelecem valores fixos de imposto por litro ou quilo de combustível, no modelo de cobrança monofásica adotado no país.

Veja quanto será cobrado de imposto

Na gasolina, o ICMS passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, aumento de R$ 0,07, equivalente a aproximadamente 4,5%.

Para o diesel e o biodiesel, o valor passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, diferença de R$ 0,13, ou cerca de 11,1%.

No gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado nos botijões domésticos, o imposto subirá de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. A diferença é de R$ 0,07 por quilo, aproximadamente 4,8%. Em um botijão de 13 quilos, o acréscimo corresponde a R$ 0,91 em ICMS.

Possíveis impactos em Petrolândia e no Sertão

O aumento da tributação poderá repercutir sobre o orçamento das famílias de Petrolândia e de outros municípios do Sertão de Pernambuco, tanto no abastecimento de veículos e na compra do gás de cozinha quanto nos custos de transporte de mercadorias.

Como o diesel é amplamente utilizado no transporte rodoviário, eventuais repasses de custos podem atingir atividades de distribuição e abastecimento. Entretanto, não é possível afirmar antecipadamente quanto os consumidores pagarão a mais nas bombas ou nos pontos de revenda de gás.

Aumento do imposto não determina o preço final

Os novos valores do ICMS não significam que os preços finais dos combustíveis subirão automaticamente na mesma proporção. Os preços ao consumidor também dependem de fatores como produção, distribuição, transporte, margens comerciais e condições de mercado.

O reajuste previsto para fevereiro será o terceiro aumento anual consecutivo das alíquotas fixas do ICMS sobre combustíveis. A atualização considera os preços médios dos produtos apurados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Até 31 de janeiro de 2027, permanecem os valores atuais. As novas alíquotas foram estabelecidas pelos convênios do Confaz, com produção de efeitos prevista para 1º de fevereiro de 2027, observados os procedimentos de ratificação.

Fonte: Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Convênios ICMS nº 127/2026 e nº 128/2026, com informações do portal Chico Sabe Tudo.

Foto ilustrativa: Agência Senado/Arquivo.

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