Faculdade de Pernambuco aposta em problemas reais para formar médicos e outros profissionais da saúde; entenda o método

30 de outubro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Uma faculdade pernambucana aposta em uma maneira diferente de preparar médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde: em vez de depender apenas de aulas expositivas, os alunos discutem problemas próximos das situações que poderão enfrentar no atendimento à população. Essa é a proposta da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), sediada no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, que utiliza a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) como eixo de sua formação.

A experiência foi apresentada em reportagem da Revista Folha Mais Saúde, da Folha de Pernambuco. A instituição, que tem origem ligada ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), adotou a metodologia desde 2005, buscando estimular autonomia, pensamento crítico, comunicação e trabalho em equipe entre os futuros profissionais.

Como funciona a aprendizagem por problemas?

Em vez de receber todo o conteúdo pronto, os estudantes participam de grupos tutoriais com até 12 integrantes e um tutor. O grupo analisa uma situação-problema ligada à futura profissão, identifica o que já sabe, formula hipóteses, estabelece o que precisa estudar e volta à discussão para compartilhar o conhecimento adquirido.

Na metodologia ABP, o tutor orienta o processo, mas não atua apenas como transmissor de informações. Os alunos precisam pesquisar, organizar ideias, justificar propostas e ouvir os colegas. Segundo a FPS, essa dinâmica procura conectar os conhecimentos técnicos às habilidades necessárias para lidar com pessoas e trabalhar em equipes de saúde.

Os sete passos usados na formação

A faculdade organiza as atividades em uma dinâmica de sete etapas: esclarecimento de termos desconhecidos; identificação do problema; levantamento de hipóteses; organização dessas hipóteses em um mapa conceitual; definição dos objetivos de aprendizagem; estudo individual orientado; e compartilhamento dos resultados em uma discussão final.

O método se apoia em casos apresentados aos estudantes durante o percurso formativo. A proposta é que cada situação se relacione com conteúdos previstos no currículo e leve o grupo a integrar conhecimentos de diferentes áreas.

Faculdade tem parceria com o IMIP para práticas de saúde

A FPS nasceu de um projeto do professor Fernando Figueira e mantém, desde sua criação, uma ligação com o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), que atua como hospital-escola da instituição. A parceria proporciona atividades de formação em ambiente assistencial e aproxima o estudo de experiências da rotina hospitalar.

De acordo com a instituição, a metodologia foi introduzida integralmente nos cursos após a preparação de tutores com apoio da Universidade de Maastricht, na Holanda, em 2005. A diretora-presidente da FPS, Maria Cecília Figueira, explicou à Folha de Pernambuco que o objetivo é formar profissionais com preparo técnico, responsabilidade ética e capacidade de compreender as necessidades dos pacientes e da sociedade.

Quais cursos são oferecidos?

Conforme a reportagem, a instituição atua nos cursos de graduação de Medicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia e Psicologia. A FPS informa que seus cursos possuem nota máxima nas avaliações do Ministério da Educação (MEC). Essa informação é apresentada como declaração institucional reproduzida pela Folha de Pernambuco, e não como uma verificação independente de cada avaliação pelo Blog PN.

Além das atividades em laboratórios e dos encontros de tutoria, a instituição oferece acolhimento aos novos estudantes, acompanhamento psicopedagógico e um programa voltado a manter contato com ex-alunos depois da formatura.

O que esse modelo pode mudar na formação?

O principal diferencial apontado pela FPS é a participação ativa dos estudantes no processo. Em vez de memorizar conteúdos isolados, a proposta incentiva a investigação e a discussão coletiva de problemas. Os resultados individuais, porém, dependem da aplicação do método, da qualidade das atividades e da experiência prática oferecida ao longo do curso.

A experiência pernambucana integra um debate mais amplo sobre a formação em saúde: como preparar profissionais para tomar decisões, comunicar-se com pacientes e trabalhar de forma colaborativa diante de desafios reais dos serviços de atendimento.

Com informações da Folha de Pernambuco — Revista Folha Mais Saúde. Foto: FPS/Divulgação, via Folha de Pernambuco.

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