Governo Trump diz apoiar eleições livres no Brasil, mas mantém críticas a Moraes e facções
16 de outubro de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou apoio ao direito dos brasileiros de escolher seus representantes em eleições livres e justas. A manifestação consta de uma carta assinada na quinta-feira (15), em resposta a questionamentos de parlamentares norte-americanos sobre a atuação do governo Donald Trump durante o processo eleitoral brasileiro.
Apesar da declaração de apoio ao processo democrático, Washington voltou a defender medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua política de combate a organizações criminosas brasileiras.
Carta foi resposta a preocupações de congressistas
Em setembro, integrantes do Congresso norte-americano solicitaram esclarecimentos ao secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil por meio de pressões políticas, diplomáticas e econômicas.
Na resposta, o Departamento de Estado afirmou que pretende manter relações com o governo escolhido pelos eleitores brasileiros, com atenção à cooperação em comércio, investimentos e segurança. Entretanto, conforme reportagem da Folha de S.Paulo, a carta não apresenta um compromisso expresso de reconhecer o resultado eleitoral, ponto central dos questionamentos dos parlamentares.
Sanções e combate ao crime organizado
O governo Trump também reiterou sua justificativa para sanções aplicadas a Alexandre de Moraes em 2025, com base na legislação norte-americana conhecida como Lei Magnitsky. Segundo a administração dos Estados Unidos, as medidas estão relacionadas a alegações de violações de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão. Essas alegações representam a posição do governo norte-americano e não constituem, por si só, uma conclusão judicial definitiva sobre a conduta do magistrado.
O documento ainda defende a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas na política norte-americana, sob o argumento de que as facções representariam ameaça à segurança regional.
O posicionamento ocorre às vésperas do segundo turno da eleição presidencial brasileira, previsto para 25 de outubro, em um momento de divergências diplomáticas entre Brasília e Washington.
Com informações do Pernambuco Notícias e da Folha de S.Paulo.









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