Polícia Federal vai investigar incêndio na UFPE que pode ter causado prejuízo de R$ 100 milhões
9 de outubro de 2026 Postado em: Destaques Educação Pernambuco Pernambuco Notícias Tragédia Nenhum comentário
Incêndio no prédio da UFPE que começou na noite de quarta-feira afetou pesquisas sobre doenças como câncer, Covid-19 e chikungunya — Foto: Folha de Pernambuco
A Polícia Federal informou que vai instaurar um inquérito para investigar o incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, na noite de quarta-feira (7).
O objetivo da investigação é apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio. Peritos federais já foram deslocados para a universidade e a PF também manteve contato com o reitor da instituição e com o Corpo de Bombeiros.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, estima que os prejuízos materiais possam chegar a R$ 100 milhões. O prédio atingido abrigava laboratórios e grupos de pesquisa de diferentes áreas.
Além dos danos em equipamentos e estruturas, a universidade também contabiliza perdas científicas. Segundo o reitor, havia no local dados acumulados ao longo de cerca de 20 anos de pesquisas, incluindo materiais relacionados a aproximadamente 80 dissertações e teses de doutorado.
De acordo com as informações divulgadas, o prédio é antigo, mas passava por manutenções e revisões na rede elétrica. Havia materiais inflamáveis nos laboratórios, porém, até o momento, não há confirmação de que esses produtos tenham provocado o incêndio.
A UFPE também acionou instâncias internas para apurar o ocorrido e aguarda os resultados da perícia para avançar na identificação das causas.
Terceiro incêndio em menos de duas semanas
O caso é o terceiro incêndio registrado em instalações da UFPE em menos de duas semanas. Em 30 de setembro, um incêndio atingiu o Laboratório de Óptica Não-Linear, no Departamento de Física. Já no domingo (4), outro incêndio ocorreu no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências.
Segundo a universidade, os dois episódios anteriores ficaram restritos às salas onde começaram e não deixaram vítimas.
Fonte: PE Notícias, com informações da Polícia Federal e da UFPE.









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