Eleições 2026: Raquel aposta nos prefeitos. João avança nos partidos
4 de agosto de 2026 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) – Fotos: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco e Edson Holanda/Divulgação
Candidatos ao governo do estado buscaram mostrar força com o apoio dos aliados
Mais do que ampliar palanques, a disputa por apoios tornou-se uma das principais estratégias da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo pela oposição João Campos (PSB) na corrida às urnas de outubro.
Na véspera do início oficial da campanha, a conquista de prefeitos e partidos aliados passa a desempenhar papel importante na mobilização de lideranças locais, militância e eleitorado, especialmente no interior do estado.
Neste fim de semana, durante a convenção da Frente Popular e do PSD, Raquel Lyra e João Campos buscaram mostrar força ao lado dos gestores e lideranças políticas. A base da governadora mostra força com prefeitos.
Eles oferecem estrutura política, organização de eventos e pessoas. Já o maior peso de partido é a propaganda eleitoral, o fundo eleitoral e também sua base de candidatos proporcionais. Esses candidatos, na teoria, tendem a trabalhar nas ruas pela chapa e agregar sua base política”, avaliou.
O especialista, contudo, pondera que a conquista do apoio de prefeitos e partidos não representa uma “uma vantagem automática”.
“Isso depende da mobilização dos atores políticos, principalmente, em uma eleição bastante equilibrada como a de Pernambuco. É preciso ver a capacidade de mobilização dos prefeitos, como eles vão se comportar. Já sobre o apoio de partidos na coligação, é preciso observar como os candidatos proporcionais vão se mobilizar, como eles vão estar nas ruas no dia a dia”, ressaltou.
Estratégia
No mesmo sentido, a cientista política Fernanda Negromonte aponta que a influência dos atores políticos não se traduz automaticamente em votos. O impacto dessas alianças depende de fatores como o tamanho do eleitorado de cada município, a aprovação da gestão local e a força política construída por cada liderança.
“Em Pernambuco, há essa tradição eleitoral já demarcada, que é o arranjo entre grupos políticos. A estratégia de divisão eleitoral por municípios também parte do conhecimento sobre o comportamento do eleitorado. A aliança dos candidatos com prefeitos e grupos políticos de cada cidade é uma estratégia para ampliar as chances de conquistar votos, não dependendo apenas da proximidade política entre os grupos, mas pensando na quantidade de eleitores que cada município reúne”, afirma.
Segundo a pesquisadora, enquanto a Região Metropolitana concentra os maiores colégios eleitorais do estado, Agreste e Sertão exigem uma estratégia diferente, baseada na quantidade de alianças construídas. Na avaliação da cientista política, esse cenário ajuda a explicar o equilíbrio observado na disputa entre Raquel e João. “Na disputa João versus Raquel, João, sendo ex-prefeito do Recife, pode potencializar a quantidade de votos da cidade com maior eleitorado. Já Raquel, ao construir alianças com o maior número de cidades, forma um equilíbrio interessante, que pode superar ou não o público do adversário”, avalia.
Prefeitos
Prefeitos aliados de Raquel e João apostam nos pontos fortes dos seus aliados. Ligada à governadora Raquel Lyra, a prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu (PSD), afirmou que caberá aos gestores municipais apresentar aos eleitores as ações executadas pelo governo durante a campanha. “Acho que agora é hora de cada prefeito começar a caminhada, começar a mostrar o trabalho que a governadora vem fazendo no estado para que a gente possa levar até a ponta tudo que ela está fazendo”, declarou.
No campo da oposição, o prefeito de Agrestina, Josué Mendes (PSB), aliado de João Campos, aposta no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos principais trunfos da candidatura socialista. “A gente sabe que João tem muita chance de ganhar essa eleição com o apoio do presidente Lula. Os prefeitos vão trabalhar para mudar a história do nosso estado”, afirmou.
Por FolhaPE








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