Após assassinato de militantes do MST na Paraíba, Humberto Costa afirma que país “não tem o que comemorar” nos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
11 de dezembro de 2018 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Foto: Ascom/divulgação
Em missão oficial para participar da última reunião do Parlasul (Parlamento do Mercosul) de 2018, o líder da Oposição ao Governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), lamentou que, no dia em que o mundo celebrou os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ontem (10), o Brasil enterra dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), brutalmente assassinados no último sábado (8).
O sepultamento de Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva, mortos a tiros em um acampamento em Alhandra (PB), ocorreu na manhã desta segunda-feira. Para Humberto, os dois integrantes do MST participaram, ao longo da vida, de uma luta pacífica para viabilizar a reforma agrária no Brasil, e não mereciam esse desfecho trágico.
“E o mais grave: o Governo Bolsonaro, que já prometeu fuzilar a petralhada e expulsar os vermelhos do país, dá claros sinais de que a violência no campo vai continuar. Ontem, ele indicou para o Ministério do Meio Ambiente o senhor Ricardo Salles, ex-secretário do tema em São Paulo, acusado de fraudar mapas do Tietê e que defende abertamente o fuzilamento de integrantes do MST“, afirmou Humberto.
Preocupação
O parlamentar ressaltou ainda que a preocupação com a futura gestão de Jair Bolsonaro é geral entre os membros dos congressos dos países do Mercosul. Segundo Humberto, os integrantes do bloco avaliam que haverá uma fragilização do grupo com a chegada do capitão reformado ao poder no Brasil.
Via Assessoria









Deixe um comentário