Petrolândia Notícias – Ministros pernambucanos são aprovados pelo Planalto

Ministros pernambucanos são aprovados pelo Planalto

8 de agosto de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Com dois meses e meio de governo do presidente interino Michel Temer, a avaliação no Palácio do Planalto sobre o desempenho dos novos ministros é variada. Alguns, escolhidos por imposição dos partidos aliados, têm se revelado boas descobertas. Outros têm apresentado desempenho insuficiente, segundo interlocutores de Temer.

Entre os bem avaliados, estão Fernando Bezerra (Minas e Energia), Mendonça Filho (Educação) e Bruno Araújo (Cidades), elogiados pela rapidez com que se familiarizaram com os temas de suas áreas e pelas medidas adotadas. Da lista de nomes levados pelos partidos, Bezerra inicialmente causou preocupação ao Planalto por ter só 32 anos e ser inexperiente numa área complexa do governo, onde estão os maiores focos de corrupção: a Petrobras e a Transpetro, além do setor elétrico. Após dois meses e meio, é chamado de “grande revelação”.

Dois são considerados hors concours: Henrique Meirelles (Fazenda), visto como a “âncora” que ajudará na aprovação do impeachment com a reversão de expectativas negativas na economia, e José Serra (Relações Exteriores), apontado como um “avião” no governo, apesar de seu hábito de dar palpite em áreas alheias.

Outros têm sido reprovados. O que mais reclamações entre os auxiliares próximos de Temer é Ricardo Barros (Saúde). A avaliação é que suas declarações são um “desastre” e que ele está mais voltado para o setor privado do que para os que necessitam de atendimento.

Entre as declarações polêmicas, integrantes do governo citam a defesa da revisão do atendimento universal pelo SUS, e quando disse que os pacientes “imaginam” estar doentes.

— O Ricardo Barros é um político habilidoso, a mulher é vice-governadora, a filha é deputada estadual. Mas, quando dá entrevista, é um desastre. Ministro não pode ficar entrando em polêmica assim — resumiu um auxiliar presidencial.

O ministro Alexandre de Moraes (Justiça) tem altos e baixos. Seu excesso de exposição e as falas descombinadas do governo causaram desconforto. Além de atuar de forma autônoma, é considerado arrogante. Mesmo assim, é considerado acima da média, principalmente por sua boa relação com a Polícia Federal.

Outro problemático é o pastor Marcos Pereira (Desenvolvimento), cujo desempenho é considerado fraco, mesmo não havendo grande expectativa sobre sua atuação. Fontes do Planalto dizem que Temer precisou aceitar a indicação do PRB, sob pena de perder o apoio do partido.

O Globo
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