Petrolândia Notícias – Remédios que estão em falta nas farmácias do estado devem chegar em maio, diz governo de Pernambuco

Remédios que estão em falta nas farmácias do estado devem chegar em maio, diz governo de Pernambuco

4 de maio de 2018 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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A insulina do tipo Lantus e o Prolopa 200/50, medicamento usado no tratamento da doença de Parkinson, que estão em falta nas farmácias do estado há mais de três meses, devem chegar à rede pública ainda em maio. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (04) pelo diretor-geral de Assistência Farmacêutica de Pernambuco, Mário Moreira (foto).  

De acordo com Moreira, os remédios devem chegar à rede pública em até 15 dias. Segundo ele, outros medicamentos já estão disponíveis, como o bortizomide. Ele é usado no tratamento do mieloma múltiplo, um tipo de câncer que atinge a medula óssea. Foram adquiridos 191 frascos.

As farmácias do estado fornecem gratuitamente 268 medicamentos de uso contínuo, considerados caros. De acordo com Moreira, o aumento no número de beneficiários, a falta de recursos e a dívida do governo com fornecedores provocaram a falta de remédios.

“Nós tínhamos 35 mil pacientes, hoje são 53 mil. Esse aumento ocorreu no período de 20 meses. O agravamento da crise fez com que muitas pessoas entrassem no SUS. Eram 350 doentes que o setor aprovava por mês, hoje são mil, mais do que o dobro. Isso quebrou o nosso planejamento de compras”, justificou.

Segundo ele, Pernambuco tem gasto entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões em medicamentos e recebe R$ 1 milhão de contrapartida do governo federal. “Então, o peso financeiro grande tem caído para os cofres públicos estaduais”, acrescentou.

Ainda de acordo com Moreira, o fornecimento nas farmácias do estado subiu de 25% para 70% nos últimos oito meses. “Ainda não é bom. O nosso objetivo é chegar a 100% de abastecimento e estamos trabalhando para solucionar esse problema”, afirma.

Dívidas

A falta de remédios nas farmácias do estado está sendo investigada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) há um ano. De acordo com a promotora Maria Ivana Botelho, o problema é a dívida do governo estadual com os fornecedores. “O fornecedor não tem interesse de vender a quem ainda está devendo a ele”, afirma.

O diretor de Assistência Farmacêutica, Mário Moreira, no entanto, não acredita que isso seja o principal problema. “É muito preocupante a colocação de que não existe fornecimento. Quando a gente não tem a saída A, tem a B, tem a C, mas sempre tem alguém querendo vender”, afirma.

O diretor não soube informar o valor exato da dívida nem um prazo para a solução do problema. “Tem uma parte financeira [no governo] que cuida dessa área. Não é uma dívida não liquidável. Ela necessita de um aporte financeiro para ser solucionada”, justificou.

Via PE Notícias




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