Eurasia: probabilidade de Dilma não concluir mandato sobe de 55% para 65%
12 de março de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
A Eurasia Group elevou de 55% para 65% sua estimativa sobre a possibilidade da presidente Dilma Rousseff não concluir seu mandato, que vai até 2018. Segundo relatório da consultoria, novas revelações no âmbito da Lava Jato e a possibilidade de grandes protestos populares no domingo (13), tornam a situação do governo mais difícil.
A Eurasia afirma que o pedido de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito pelo Ministério Público de São Paulo, elevou a crise política, mesmo com a chance de a Justiça recusar a prisão. “Enfrentando a possibilidade de ir preso, Lula está considerando seriamente assumir um ministério”, diz o relatório.
Os analistas apontam, porém, que nem a eventual ida de Lula para o governo interromperia a crise política e econômica. Primeiro porque a nomeação dele poderia ser vista como uma tentativa de obstruir a Justiça. Segundo porque significaria um fortalecimento da ala de esquerda no governo, aumentando a polarização na sociedade e dificultando o diálogo com partidos de centro, como o próprio PMDB.
Além disso, o avanço da Lava Jato deve render, nas próximas semanas, novas denúncias contra lideranças do PMDB, incluindo o vice-presidente da República, Michel Temer, o que diminui o interesse do partido de proteger o governo. “Nesse caso, os líderes do partido veriam a saída de Dilma, que seria seguida de um governo de união nacional liderado pelo PMDB e o PSDB, como a melhor alternativa”, diz a Eurasia.
Nesse sentido, a convenção nacional do PMDB, neste sábado, 12, será de extrema importância. A Eurasia não acredita em um rompimento formal com o governo agora, embora não haja dúvida de que haverá alguma espécie de distanciamento. Além disso, a consultoria lembra que um rompimento oficial com o governo não é uma precondição para que os parlamentares do partido votem a favor do impeachment de Dilma.
Os protestos populares deste domingo também merecem atenção. Embora seja difícil prever o volume das manifestações, podem surgir confrontos violentos, o que seria ruim para Dilma, pois passaria a impressão de que ela está perdendo o controle da situação. “Os políticos de Brasília estarão analisando de perto os protestos para decidir se abandonam o governo Dilma”, diz a consultoria.
A Eurasia acrescenta ainda que é relativamente grande a possibilidade de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular a votação de 2014 por irregularidades na chapa Dilma/Temer e convocar novas eleições. Isso poderia ocorrer mesmo se o Congresso decidir pelo impeachment da presidente.








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