Reunião dos governadores: o que preocupa é 2016
8 de maio de 2015 Postado em: Destaques Nenhum comentário
O que um banco internacional como o JP Morgan tem a ver com o mundo da política em Pernambuco? Ele é um em uma fila de instituições financeiras que foram à Secretaria da Fazenda oferecer empréstimos ao Estado. Era rotina no País: da Caixa Econômica Federal a bancos privados e entidades multilaterais de fomento, vinha oferta de financiamentos de todos os lados. Tempos fartos e bons para a política.
Este ano ficou péssimo porque, mesmo que o governo de Pernambuco aceitasse dinheiro emprestado, não poderia assinar o financiamento. Para 2015, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, proibiu. De pronto, R$ 1 bilhão sumiu do orçamento deste ano para investimentos. Outro bilhão foi embora na crise e restou um terço para Pernambuco, que, assim como o País, virou um canteiro de obras paradas.
A cadeia de constrangimento político vai dos municípios até a porta da presidente Dilma Rousseff (PT), uma festa das oposições nas Câmaras, Assembleias e no Congresso.
Por isso Paulo quer ouvir de Levy em Natal, hoje, na reunião dos governadores do Nordeste, algo do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), aquele que libera empréstimos aos governos. É uma burocracia arrastada a ponto deste ano não ter mais a mínima chance de dinheiro via crédito chegar.
A urgência é que, no PAF, já estamos no tempo político de 2016 em diante. Quando Paulo e os outros governadores serão mais cobrados pelo que fizeram ou não em sua gestão.
Via: PEN








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