Moeda perdeu 81% do poder de compra desde o início do Plano Real
24 de março de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Em 22 anos de Plano Real, o brasileiro que deixou o dinheiro parado, sem investir, perdeu e muito. Uma nota de R$ 100 guardada no cofre em julho de 1994 tem poder aquisitivo equivalente a R$ 18,67 atualmente, uma perda de poder de compra de 81,33%, segundo cálculos do Instituto Assaf.
A perda do poder de compra significa que com uma mesma quantia de dinheiro (no caso, R$ 100), o consumidor consegue comprar uma cesta bem menor, porque os produtos ficaram mais caros. Para chegar ao tamanho da perda, o Instituto Assaf realizou o cálculo considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, de 435,49%. Trata-se do valor presente do papel moeda, que, segundo o instituto, nada mais é do que a real capacidade de compra do dinheiro, se descontada a inflação do período.
Segundo o levantamento, a nota de R$ 100 perdeu metade do poder de compra em seis anos. A nota lançada em 1994 a R$ 100 valia R$ 50,93 em 2000. As maiores quedas ocorreram no início do Plano Real, justamente pela inflação apresentar altas ainda muito elevadas. Em 1994, o IPCA fechou em 18,57% e em 1995, 22,41%. Quando calculada a queda do valor de outras notas e moedas, a perda também surpreende. Uma nota de R$ 50 vale R$ 9,34, uma de R$ 20, R$ 3,73, e assim por diante.
Contra o efeito inflacionário, o consumidor tem algumas opções, segundo o pesquisador do Instituto Assaf, Fabiano Lima. “Para se proteger, há investimentos em títulos públicos e na própria renda fixa”, afirma Lima. No caso do Tesouro Direto, não há histórico desde 1994, mas o CDI – taxa que baliza boa parte da renda fixa – rendeu quase 665% no período. Ou seja, a pessoa não só se protegeria como conseguiria ter um ganho.
O CDB, por não pagar sempre a taxa de 100% do CDI, rendeu menos: 401%. “A diferença pro CDI se dá justamente pela quantia que a pessoa investe. Há bancos que pagam 80%, 90% do CDI e outros que podem ultrapassar os 100%”, diz o pesquisador. A única aplicação que perdeu para a inflação foi o dólar, que no período teve perda de 22%. “Apesar da alta recente, o dólar não conseguiu repor as perdas no passado. O período da pesquisa é grande, houve muita volatilidade”, justifica Lima.
Via: PE Notícias








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