Caderneta de poupança perde R$ 6,6 bilhões em fevereiro
4 de março de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Após a retirada líquida recorde de R$ 12,031 bilhões da poupança em janeiro, a quantidade de recursos que os investidores sacaram da caderneta em fevereiro, já descontadas as aplicações, ficou em R$ 6,639 bilhões. De qualquer forma, é o pior resultado para o mês da série histórica do Banco Central iniciada em 1995.
Para meses de fevereiro, a pior marca até agora havia sido registrada no ano passado, quando as retiradas ficaram R$ 6,264 bilhões maiores do que os investimentos. O resultado do mês passado só não foi pior porque no último dia ingressaram R$ 2,507 bilhões na poupança. No primeiro bimestre de 2016, as retiradas da caderneta somaram R$ 18,670 bilhões.
Até então, a conta estava negativa em R$ 9,146 bilhões. Isso ocorre com o sazonal aumento dos depósitos na caderneta no último dia útil por causa de aplicações automáticas da conta corrente que alguns investidores já deixam programadas para ocorrer.
A acentuada deterioração da caderneta se dá depois de uma recuperação em dezembro do ano passado, com a injeção de recursos do pagamento do 13 salário. O saldo positivo de R$ 4,789 bilhões no último mês de 2015 interrompeu uma série de 11 meses de resultados negativos. Ao longo de todo o ano passado, portanto, apenas em dezembro as captações líquidas superaram as retiradas.
Além da piora do cenário econômico e do aumento do desemprego, o início de todos os anos é marcado pela concentração de pagamento de impostos e de gastos extras com matrícula e material escolar. Acabou a fase de sobra de recursos para aplicar na poupança. Ao contrário, necessidades financeiras fazem brasileiros retirarem dinheiro da aplicação.
De acordo com o BC, o total de aplicações no mês passado foi de R$ 152,451 bilhões e o de saques, de R$ 159,090 bilhões. O saldo desse investimento está em R$ 646,085 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 4,082 bilhões de fevereiro. Mais uma vez, o patrimônio da caderneta recuou como aconteceu pela primeira vez em um ano em 2015.
Via: PE Notícias








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