Petrolândia Notícias – ‘Está na hora de Pernambuco mudar’, diz FBC sobre ciclo do PSB

‘Está na hora de Pernambuco mudar’, diz FBC sobre ciclo do PSB

15 de julho de 2019 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) defende que as forças de oposição devem “construir um enfrentamento” para a candidatura do PSB à Prefeitura do Recife, em 2020. Em entrevista ao Diario, neste fim de semana, ele disse que a mudança será possível com a apresentação de múltiplas candidaturas ao governo municipal, desde que os candidatos se comprometam a entrarem unidos no segundo turno da eleição.
Recém-chegado ao diretório estadual do MDB de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho salientou  que é importante o partido avançar, identificar e dialogar com os quadros dissidentes para ter vários candidatos disputando a Prefeitura do Recife contra o candidato do PSB. Sobre uma possível candidatura a prefeito do Recife do deputado federal Felipe Carreras por um partido de oposição, já que pode ser expulso do PSB por ter votado a favor da reforma da Previdência, ele elogiou o socialista: “Claro, é um dos melhores quadros da política de Pernambuco”.
Líder do governo Bolsonaro no Senado, FBC afirmou ainda que tem conversado com o presidente e com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a antecipação do pagamento do 13º salário do Bolsa Família para até 7 de setembro: “Sinto que o presidente tem  compromisso de promover o desenvolvimento do Brasil e do Nordeste através das políticas públicas. Antecipar o 13º do Bolsa Família é um exemplo, pois além de ajudar milhares de pessoas no país inteiro também vai animar a economia”, ressaltou o senador.
Entrevista – Fernando Bezerra Coelho // senador
O que o senhor quer dizer quando fala em  “construir um enfrentamento” para a candidatura do PSB à Prefeitura do Recife?
A hegemonia do PSB vai para 16 anos. E o que aconteceu? Pernambuco está sem projetos, voltou a engolir poeira da Bahia e do Ceará. É um ciclo que está se fechando por uma hegemonia que já foi longe demais, por isso é preciso construir uma alternativa para  Pernambuco e só será possível com um enfrentamento.
O senhor tem conversado com as lideranças dos outros partidos de oposição sobre esta estratégia?
Sim. As oposições saíram fragilizadas em 2018. Elegeram poucos federais, poucos prefeitos e diante deste quadro vão se unir para tirar Pernambuco desta estagnação. Tenho conversado muito e vou continuar conversando, e acredito que a estratégia do enfrentamento sairá vitoriosa.
O senhor acredita mesmo que a estratégia do enfrentamento para derrotar o candidato do PSB na eleição municipal será bem recebida por todas as legendas de oposição?
Acredito sim, vamos nos unir e disputar as eleições municipais, inclusive no Recife, porque Pernambuco não aguenta mais o que está aí. E estou muito animado, é verdade, porque está começando a se desenhar a maior frente política de oposição da história do estado.
Com relação à filiação do prefeito de Petrolina, seu filho Miguel, que está sem partido desde que saiu do PSB, já escolheu a legenda para disputar um novo mandato?
Ele tem conversado muito sobre o caminho partidário que vai seguir. Já esteve com os dirigentes do PSDB, mas também quer conversar com o PSL. Por enquanto, ainda não decidiu, mas com certeza estará na frente política de oposição que está surgindo.
Sobre a reforma da Previdência, o senhor acredita que quando chegar ao Senado haverá a inclusão dos estados e municípios no texto? É a favor disso?
No Senado, há um entendimento entre a maioria das lideranças, de que estados e municípios serão incluídos no texto, assim como outras alterações também podem ser feitas. No Senado é mais fácil a tramitação. São apenas 81 senadores. Na reforma Administrativa e na Medida Provisória de Combate a Fraudes, o governo teve 54 e 55 votos respectivamente. A previsão é de que vamos ter entre 54 e 60 votos favoráveis à reforma da Previdência.
Esta reforma vai trazer mais emprego e renda para as classes C e D? Por quê?
A reforma da Previdência sozinha não resolverá o problema da economia. Mas, no segundo semestre, vamos ter outras ações que ajudarão a mudar o cenário que está aí.  O enxugamento do estado brasileiro, com os programas de desestatização; o Pacto Federativo, com transferência de receitas para estados e municípios; e o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), que permitirá aos estados fazer novos financiamentos. Além da reforma tributária, que já está tramitando no Congresso.
Com essas medidas, o próximo ano pode ser melhor ou é apenas otimismo da sua parte?
O ano de 2020 será um ano bem diferente porque todos voltarão a investir: governo e empresários. Sem contar que o governo defende a unificação dos impostos federais, o que ajudará muito. Também a partir do ano que vem,  haverá a partilha dos recursos do Fundo Social, ou seja, o governo vai destinar 30% desses recursos para estados e municípios e em 8 anos serão 70%. Será  a maior transferência de receita da história da república brasileira.
Como o senhor se aproximou do governo do presidente Jair Bolsonaro?
Eu não conhecia Bolsonaro quando ele era deputado e não foi exatamente uma questão de aproximação. Meu nome foi indicado para líder do governo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e aprovado por Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, que o levou ao presidente Bolsonaro. 
Fonte: Diário de Pernambuco


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