Governo vê sinal de que é preciso reação urgente contra crises
14 de março de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Surpreso com as fortes mobilizações neste domingo (13), o governo as recebeu como um alerta de que precisa agir rápido para evitar a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff. O diagnóstico de ministros e auxiliares da petista é que as manifestações foram “expressivas” e “significativas” e exigem respostas urgentes em duas frentes: na articulação política, para evitar uma debandada da base aliada, e na política econômica, para dar uma esperança a empresários e trabalhadores de que dias melhores virão.
O governo divulgou uma nota de dois parágrafos no início da noite. Assinada pela Secretaria de Comunicação Social, diz que a “liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada”. Em seguida, destaca o “caráter pacífico das manifestações” e diz que isso “demonstra maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições”.
A nota foi a reação pública do governo, que chegou a avaliar que o melhor caminho era não se pronunciar. Mudou de ideia para não passar a imagem de que não reconhecia a amplitude dos atos. A expectativa pela manhã era que os protestos seriam semelhantes aos de março de 2015. Com manifestações mais fortes, a avaliação foi mudando. O sinal de alerta acendeu de vez quando o Datafolha divulgou que 500 mil pessoas foram à Paulista.
A presidente petista, então, convocou reunião de emergência no Palácio da Alvorada, com Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Edinho Silva (Comunicação Social), José Eduardo Cardozo (AGU), Aldo Rebelo (Defesa), Aloizio Mercadante (Educação), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes) e a presidente nacional do PC do B, Luciana Santos.
Após a reunião no Alvorada, assessores diziam que o governo reconhecia a força dos protestos, mas não achavam correto dizer que o protesto em São Paulo superou o das Diretas-Já em 1984. Eles ponderam que a população da capital paulista hoje é bem maior. Passou de 8,4 milhões de habitantes em 84 para 11,9 milhões hoje, um aumento de 42%. Já o número de manifestantes subiu 25%, de 400 mil para 500 mil.
Via: PE Notícias








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