Petrolândia Notícias – Beija-Flor choca e Salgueiro emociona em 2ª noite de desfiles no Rio

Beija-Flor choca e Salgueiro emociona em 2ª noite de desfiles no Rio

13 de fevereiro de 2018 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Carro da Beija Flor sobre liberdade sexual teve a cantora Pabllo Vittar como destaque/Foto: Gabriel Monteiro | Riotur

A Beija-Flor veio para chocar e provocou a resposta que queria da avenida ao encerrar o segundo dia de desfiles do Grupo Especial das escolas de samba do Rio, na madrugada desta terça-feira (13/02). A agremiação de Nilópolis fez sucesso com o público, que seguiu cantando o samba após o fim do desfile e chegou a receber até aplausos de um grupo de jurados, com um enredo que teceu críticas à corrupção no Brasil.

Se o prefeito vestido de Judas do desfile da Mangueira ou o presidente Michel Temer (MDB) de vampiro pareceram fortes na primeira noite, cenas de mau gosto, como as de uma encenação de um aluno atirando em colegas, crianças dentro de caixões e policiais mortos não deixaram dúvidas sobre as intenções da escola.

A Beija-Flor também deixou para trás a tradição de fantasias luxuosas e bem acabadas, dando lugar a trapos e farrapos em alegorias de estética duvidosa. 
Carro alegórico da Beija Flor/Foto: Gabriel Nascimento | Riotur

A Beija-Flor fez uma série de críticas políticas, num paralelo entre o romance de terror Frankenstein (1818), da Mary Shelley, que completa 200 anos em 2018, com o momento vivido pelo Brasil. Os temas escolhidos pela Beija-Flor foram desde corrupção, com um carro que representava o Congresso Nacional e repressão nas favelas, a liberdade sexual com a cantora Pabllo Vittar como destaque.

Seguindo o costume de executar bem enredos com temática africana, o Salgueiro também se destacou e emocionou a plateia ao contar a trajetória de mulheres negras.

A União da Ilha diferenciou sua bateria “40 Graus” das demais com levada funk que levantou a arquibancada da Sapucaí. Esse destaque pode ter sido o diferencial para garantir uma vaga da escola no desfile das campeãs no próximo sábado (17).

Atual campeã do Carnaval, a Portela deixou a desejar. A paixão dos componentes e integrantes pela azul e branca de Madureira não contagiou as arquibancadas. A escola fez um desfile de fácil assimilação e bonito, mas o samba não pegou.
Já a Unidos da Tijuca fez sucesso com um “samba-chiclete” e um enredo de apelo popular e cheio de atores globais, sobre o artista multiplataforma Miguel Falabella.

Se a política sobrou na avenida, faltou nos camarotes. Em ano eleitoral, o prefeito da cidade de São Paulo, João Dória (PSDB), marcou presença na Sapucaí, minutos antes da escola Unidos da Tijuca entrar. 

Desfile da Beija Flor no Rio de Janeiro/Foto: Mauro Pimentel/AFP

Na ausência do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal, e do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), Dória foi o único político relevante presente na avenida nesta segunda noite de desfiles.

Entretanto, os políticos cariocas foram lembrados no desfile da Beija-Flor. 

Desfile do Salgueiro no Rio/Foto: Rafael David Riotur

A escola levou para a avenida a “Farra dos Guardanapos”, episódio que ficou conhecido o jantar luxuoso que aconteceu em Paris, no qual políticos e empresários do Rio, bêbados, foram fotografados com guardanapos na cabeça. Dos presentes na hoje célebre foto, nove já foram presos e outros estão sob investigação.

Posto de saúde
Até as duas horas desta terça-feira (13), 392 pessoas haviam buscado atendimento nos postos médicos do sambódromo. A maior parte delas com mal-estar provocado pelo calor. A noite do segundo desfile foi mais fresca em comparação à primeira, que teve mais de 500 pessoas atendidas.

Desfile do Salgueiro no Rio/Foto: Gabriel Nascimento| Riotur

FolhaPE

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