Petrolândia Notícias – Itamaraty diz que conclusões de comitê da ONU não têm efeito jurídico

Itamaraty diz que conclusões de comitê da ONU não têm efeito jurídico

18 de agosto de 2018 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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O Itamaraty soltou nota no final da tarde desta sexta-feira (17) informando que “tomou conhecimento, sem qualquer aviso ou pedido de informação prévios, de deliberação do Comitê de Direitos Humanos relativa à candidatura nas próximas eleições”.

A nota faz referência ao pedido do Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) para que as autoridades brasileiras garantam os direitos políticos do ex-presidente Lula.

O órgão da ONU se manifestou em resposta a um pedido da defesa do ex-presidente, mas o caso ainda é avaliado pelo órgão. Segundo o Comitê, há indícios de violação do art. 25 do Pacto Internacional sobe Direitos Civis e Políticos, do qual o Brasil é signatário.

O órgão também pede que as autoridades permitam ao petista ser candidato à Presidência da República até que todos os recursos de sua condenação sejam analisados. O mérito será analisado em 2019.

Segundo o Itamaraty, “as conclusões do Comitê têm caráter de recomendação e não possuem efeito juridicamente vinculante”.

Em nota, os advogados de Lula repercutiram a decisão do comitê. “Nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha”, afirmaram.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. O petista está preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril de 2018.

Na última quarta-feira (15), o PT registrou a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No mesmo dia, o Ministério Público Eleitoral entrou com uma petição para impugnar a candidatura do petista. O relator das ações é o ministro Luís Roberto Barroso.

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