Detentos da cadeia de Serra Talhada queimam colchão e gravam vídeo exigindo atendimento médico
3 de abril de 2018 Postado em: Destaques Nenhum comentário
A estudante, D. C. L. dos S., de 17 anos, moradora do Ipsep, também comentou que seu marido está preso há dois anos e tem atendimentos médicos negados. Segundo ela, João Carlos de Lima Souza, de 22 anos, já precisou esperar uma semana para tratar uma infecção.
“Meu marido tem uma semana que pedia para ir no médico por causa de uma infecção urinária que ele estava e ninguém queria levar ele. Só levaram uma semana depois, se tivesse que morrer já tinha morrido lá dentro. Ele foi essa semana, mas também nem deixaram fazer os exames todos no hospital. Toda vez que é para um preso ir para um hospital passa meses para eles poderem ir. Eu acho que são gente igual a gente e devem ir no mesmo dia, ou no dia seguinte. Daqui a pouco vai morrer todo mundo lá dentro”, protestou a jovem.
Também em conversa com o FAROL, a dona de casa Maria José Gomes, 40 anos, relatou que teme pela segurança do seu filho, detento da cadeia pública.
“Tocaram fogo nos colchões, a polícia está lá dentro e ninguém entra. Não sei sei se meu filho está bem… vivo ou morto e até esta hora (16h30) ninguém almoçou”, lamentou a mãe.
OUTRO LADO
A reportagem do FAROL DE NOTÍCIAS, entrou em contato, por telefone, com o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar de Serra Talhada, Tenente Coronel Girley Figueiredo, que confirmou o princípio de rebelião. Ele disse que se encontra em Recife, em reunião com o comando da Polícia Militar.
Em seguida, a reportagem localizou o major Costa Júnior, responsável pela operação na cadeia pública, que afirmou resumidamente que a “situação estava no controle” e não quis dar maiores declarações ao FAROL, uma vez que aguardava representantes da Justiça.
Via Farol de Notícias
Fotos: Farol de Notícias / Max Rodrigues








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