Petrolândia Notícias – Eixo Leste da transposição do Rio São Francisco tem 2,1km de rachaduras e avarias, diz MDR

Eixo Leste da transposição do Rio São Francisco tem 2,1km de rachaduras e avarias, diz MDR

5 de setembro de 2019 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Dos 217 quilômetros que compõem o Eixo Leste da transposição do Rio São Francisco, que termina na Paraíba, 2,1km estão com problemas na estrutura do canal, conforme relatou a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Regional em nota. Os problemas na estrutura da obra foram constatados após uma vistoria realizada em abril deste ano, mas, de acordo com o MDR, os danos não comprometem a estrutura da obra, nem a operação do sistema. 

Segundo a nota, o MDR tem trabalhado para sanear problemas identificados no trecho do canal construído no Eixo Leste, como é o caso das avarias encontradas na estrutura da obra entre as cidades de Sertânia e Monteiro, e a necessidade de inspeção na barragem Cacimba Nova, em Custódia.

Ainda de acordo com o MDR, é importante esclarecer que o trecho de canal com avarias entre o túnel Giancarlo e a adutora Monteiro foi projetado com revestimento em concreto poroso, sem a utilização da manta de impermeabilização. O objetivo é permitir a passagem da água entre o lençol freático e o canal.

Limpeza realizada semestralmente

Conforme o MDR, as atividades de limpeza dos trechos são feitas semestralmente tendo em vista o ciclo de chuva da região. Na nota, a assessoria do Ministério ressalta que a demanda de limpeza diminuirá significativamente quando concluída a drenagem e os tratamentos dos taludes – um processo de licitação que ainda está em andamento.

Segundo o MDR, as estações elevatórias contam com vigilância 24 horas e as equipes de operação estão reduzidas, entre segunda e sexta-feira, enquanto os serviços de bombeamento estiverem interrompidos.

MPF diz que rachaduras não foram provocadas pelo clima

Após uma vistoria realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Eixo Leste da transposição, nos dias 21 e 22 de julho deste ano, os engenheiros constataram falhas estruturais no projeto. De acordo com o MPF, as rachaduras identificadas ao longo do canal na região não têm relação com fatores climáticos.

“Em conclusão a esta informação técnica, tenho a expor que os canais da Transposição do São Francisco apresentam uma série de patologias que são incompatíveis com o tempo decorrido desde a construção. A meu ver, tais patologias estão associadas a impropriedades quando da concepção e/ou execução da obra e não a fenômenos naturais ou climáticos da região. Entendo que o excesso de fissuras, trincas e mesmo a ruptura do concreto que reveste o canal por si só é um indicativo de que: ou a qualidade do material ficou aquém daquela desejada (elevado fator água/cimento, condição de cura insatisfatória, etc.) ou existe uma deficiência na concepção das juntas de dilatação e controle”, esclarecem os engenheiros ao analisarem os problemas na obra.

Via PE Notícias




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