Petrolândia Notícias – Recife registra maior aumento da cesta básica no Brasil em fevereiro, aponta Dieese

Recife registra maior aumento da cesta básica no Brasil em fevereiro, aponta Dieese

14 de março de 2019 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Em fevereiro de 2019, o Recife registrou a maior alta do preço da cesta básica em todo o Brasil, de acordo com a pesquisa mensal feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A instituição apontou que na capital pernambucana houve elevação de 7,88% no custo do conjunto de alimentos essenciais.

Entre os maiores aumentos também estão Natal (RN), com 6,75%, e Aracaju (SE), com 6,46%. Realizado em 18 capitais, o trabalho demonstrou, ainda, que houve alta de preços em quase todas as cidades pesquisadas. Apenas Belém (PA) teve queda na cesta básica, com 0,27%.

Ainda segundo o Dieese, o Recife também apareceu entre as maiores altas da cesta básica, entre 13 cidades, quando a pesquisa se referiu ao período acumulado nos dois primeiros meses de 2019. A capital pernambucana ficou em segundo lugar no ranking nacional, com aumento de 10,50%, perdendo para Vitória (ES), com 11,33%.

Nesse mesmo parâmetro, cinco capitais apontaram queda no valor dos itens de maior consumo entre as famílias. Segundo o Dieese, os destaques foram Florianópolis (SC), com redução de 3,48%, e Porto Alegre (RS), com 3,18%.

O departamento informou que, em fevereiro de 2019, a cesta básica mais cara do Brasil foi encontrada em São Paulo (SP), onde os produtos saíram por R$ 482,40, seguida pelo Rio de Janeiro (RJ) (R$ 464,47) e Porto Alegre (R$ 449,95). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 362,93) e São Luís (R$ 368,82).

Entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês de 2019, todas as cidades pesquisadas acumularam alta. Nesse período, o Dieese destacou Campo Grande (17,66%), Goiânia (14,39%) e Belo Horizonte (11,29%).

O departamento levou em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. Assim, a instituição estimou mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em fevereiro deste ano, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.052,65. Isso equivale a 4,06 vezes o mínimo em vigor, que é de R$ 998.

Em janeiro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954.

A pesquisa mostrou também que, em fevereiro de 2019, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 16 minutos. No mês anterior, a jornada necessária foi calculada em 88 horas e 05 minutos.

Em fevereiro de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954, o tempo médio equivalia a 88 horas e 38 minutos. Na comparação entre o custo da cesta e o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, verificou-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro, 45,09% da remuneração.

Esse percentual foi superior ao de janeiro, que foi de 43,52%. Em fevereiro de 2018, quando o salário mínimo valia R$ 954,00, a compra demandou 43,79% do montante líquido recebido.

Produtos

Entre janeiro e fevereiro de 2019, o Dieese apontou que o aumento da cesta básica teve relação com a alta no preço do feijão e da batata, coletada no Centro-Sul. As cotações do café em pó e da farinha de mandioca, no Norte e Nordeste, tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O preço do feijão aumentou em todas as capitais, em fevereiro de 2019. O grão do tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, teve alta em todas as cidades.

Nesse item, o Recife teve a quarta maior alta do país, com 67,16%. Os primeiros lugares ficaram com Aracaju (SE) (91,65%), Campo Grande (MS) (90,91%) e Salvador (71,06%).

Via PE Notícias

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