Petrolândia ganha reportagem especial do UOL: ‘Em Pernambuco, “Atlântida brasileira” atrai curiosos com ruínas submersas’
15 de março de 2021 Postado em: Destaques Nenhum comentário
Igreja submersa em Petrolândia, a “Atlântida brasileira” Imagem: Guga Matos/Setur PE
No interior de Pernambuco, mais precisamente na cidade de Petrolândia, está o que é hoje uma das paisagens mais surreais do Brasil.
Trata-se da estrutura de uma igreja parcialmente submersa e com seu topo se destacando na superfície do lago de Itaparica. O templo cristão foi inundado, junto com Petrolândia, nos anos 1980, por causa da construção de uma usina hidrelétrica na região — e que deu origem ao lago.
Além da Igreja do Sagrado Coração de Jesus (cuja obra nunca foi concluída), a usina deixou dentro da água muitas outras edificações da cidade, como uma antiga fábrica e casas do município, cujos moradores foram removidos para uma nova zona urbana erguida na área.
A 430 quilômetros de Recife, a chamada “Atlântida brasileira” virou um atraente destino turístico e ganhou destaque até mesmo no meio artístico — no ano passado, a igreja foi cenário para uma apresentação online de música eletrônica do DJ Bhaskar, irmão do DJ Alok.
Igreja submersa, em Petrolândia Imagem: Guga Matos/Setur PE
As atividades de entretenimento na área, entretanto, não param por aí.
Mergulho e encontro com igreja “perdida”
Hoje, é possível participar de sessões de mergulho no lago de Itaparica, para ver de perto algumas das estruturas submersas da “Atlântida brasileira”.
“Fazemos um passeio que inclui dois mergulhos, cada um com cerca de 25 minutos de duração. Um deles chega perto de uma antiga fábrica e outro explora a estrutura submersa da igreja”, conta Samyr Oliveira de Souza, diretor da empresa Petrolândia Sub, que conduz este tipo de tour subaquático na cidade.
“E, na água, também dá para ver peixes e partes de antigas casas”. 1:16 No percurso, que ultrapassa os 15 metros de profundidade, os viajantes cruzam com enormes troncos de árvores que permanecem em pé no fundo do lago, nadam através de aberturas na estrutura da igreja e passam pela antiga fábrica também engolida pela água.
E, para Samyr, cada mergulho é um retorno ao passado. Isso porque ele passou a primeira parte de sua infância na área da cidade que foi inundada.
No percurso, que ultrapassa os 15 metros de profundidade, os viajantes cruzam com enormes troncos de árvores que permanecem em pé no fundo do lago, nadam através de aberturas na estrutura da igreja e passam pela antiga fábrica também engolida pela água.
Mergulho no lago de Itaparica Imagem: Rodrigo Henrique
Em 2017, Samyr e o também mergulhador Fagner Barros reencontraram, no fundo do lago de Itaparica, a Igreja Matriz de São Francisco de Assis, que era um dos símbolos de Petrolândia e que hoje está a aproximadamente 19 metros de profundidade.
“Muita gente pensou que, com a inundação, a igreja havia caído” conta, afirmando ter ficado feliz por se deparar com a estrutura do templo ainda reconhecível.
Veja matéria original: Em Pernambuco, “Atlântida brasileira” atrai curiosos com ruínas submersas








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