Petrolândia Notícias – 'Reforma da Previdência perdeu velocidade no Congresso', analisa Humberto

‘Reforma da Previdência perdeu velocidade no Congresso’, analisa Humberto

19 de março de 2019 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Humberto Costa (PT) é o líder do PT no Senado pela quinta vez/Foto: Ricardo Stuckert Filho

Na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), é a de que a Reforma da Previdência é a injustiça do projeto com os mais pobres e a posição contrária dos governadores do Nordeste ao teor da proposta devem levar o projeto a naufragar ainda na Câmara dos Deputados. “Do jeito que está, isso não passa. É inaceitável o que querem fazer aos mais pobres, estabelecendo menos da metade de um mínimo para os idosos com 60 anos, o que querem fazer aos trabalhadores rurais, às mulheres, aos professores”, afirma Humberto.
  
Para Humberto, a proposta do Governo Bolsonaro leva, os mais pobres a trabalharem, em média, cerca de 11 anos a mais que do trabalhadores de classe média, que começam as atividades mais tarde, por exemplo. “Os mais pobres, normalmente, começam a trabalhar mais cedo, muitas vezes em empregos que demandam mais, inclusive fisicamente. Mas vão ter de cumprir um tempo excessivo de idade e contribuição para receberem a integralidade do benefício ao fim da vida. Isso leva os mais pobres a trabalharem 30% mais do que um trabalhador da classe média”, afirmou o senador.

De acordo com o projeto, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos para ter direito à aposentadoria integral, além de ter que cumprir a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “A Reforma da Previdência é um projeto cheio de distorções, que aprofunda as desigualdades já existentes no país e que foi produzido sem qualquer diálogo com a sociedade”, disse Humberto. 

Para o senador, a proposta encontra muita resistência no Congresso Nacional. “O governo não terá vida fácil com essa proposta. Até mesmo dentro de sua base, há parlamentares contrários à medida. A sociedade civil também já está começando a se mobilizar para derrubar essa reforma. Não vamos permitir que esse retrocesso seja aprovado no Congresso. Estamos unindo forças e vamos seguir na luta.”

Via FolhaPE

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