Petrolândia Notícias – Pernambuco afunda mais 4 embarcações para parque dos naufrágios

Pernambuco afunda mais 4 embarcações para parque dos naufrágios

3 de fevereiro de 2017 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Os setores de ecoturismo e mergulho subaquático no Estado terão um incremento a partir da semana que vem. Está programado para a próxima quarta-feira (08/02) o afundamento de mais quatro embarcações, no Parque dos Naufrágios Artificiais de Pernambuco (PNAP), na costa da Capital, que visa à criação de novos recifes artificiais. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Turismo estadual, é vista como positiva por especialistas da área de meio ambiente.

Desde que foi concebido, há 15 anos, o PNAP teve um incremento de oito afundamentos artificiais de rebocadores, que foram somados aos naufrágios naturais já existentes. De acordo com o Grupo Wilson Sons, considerado um dos maiores operadores de serviços portuários, marítimos e logísticos do Brasil, e responsável técnico da ação, o parque tem trazido excelentes resultados para o ecossistema local tendo em vista que, além de potencial turístico, os recifes criados se tornam laboratórios de pesquisa de biólogos e oceonógrafos da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que apoia a iniciativa.

“Fazemos isso porque temos consciência de que precisamos cuidar do planeta, independentemente de políticas. Isso é parte da nossa estratégia. Adicionalmente, sentimos um orgulho muito grande desse projeto, que já nos rendeu, inclusive, reconhecimentos públicos”, diz, por nota, o diretor operacional da Wilson Sons Rebocadores, Márcio Castro.

Já o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, afirma que a ação se encontra em conformidade com as normas ambientais e de navegação. “Esse processo é totalmente licenciado. O projeto foi apresentado à CPRH e à Capitania dos Portos e houve a limpeza das embarcações, que passam por todo um tratamento e não tem nenhum tipo de impacto ambiental. Pesquisas mostram que nessas áreas (a criação de recifes artificiais) possibilita a proteção de dezenas de espécies.” 

O secretário lembra ainda que o Governo do Estado tentou até adquirir, também para afundamento, dois aviões da extinta companhia Vasp, que estavam estacionados no Aeroporto Internacional do Recife, mas a empresa mantenedora das aeronaves recusou a proposta.

Para Mauro Maida, professor do Departamento de Oceanografia da UFPE, “em termos biológicos, oceanográficos, é válido afundar”. “Se for bem feito, é legal para o Estado. 

Se não, é melhor nem fazer. “Mas tem que proibir a pesca”, ressalva. “Há um histórico muito grande de pessoas pescando ilegalmente com scuba (dispositivo de respiração subaquática)”, conta o oceanógrafo.

Via FolhaPE
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