Petrolândia Notícias – Ex-enfermeira de Irmã Dulce relembra os últimos dias de vida da Santa

Ex-enfermeira de Irmã Dulce relembra os últimos dias de vida da Santa

14 de outubro de 2019 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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Foto: Obras Irmã Dulce

A freira Irmã Dulce foi proclamada como santa pela Igreja Católica no último domingo (13),  em cerimônia realizada, no Vaticano. No entanto, a comemoração vai se prolongar até o próximo fim de semana, quando Salvador receberá uma missa festiva para comemorar a canonização da baiana. O evento ocorrerá no dia 20 de outubro, às 16 horas.

A equipe do Varela Notícias foi além e buscou um pouco dos bastidores das histórias que envolviam “o Anjo Bom da Bahia” e nessa procura encontrou Dona Flora, de 62 anos, que esteve ao lado da santa e presenciou sua partida.

Maria Florentina dos Santos, mais conhecida como Dona Flora, enfermeira que coordenava e que cuidou da freira, nos contou que começou a ser voluntaria nas Obras de Irmã Dulce no ano de 1981, quando ainda estudava na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela se apaixonou e não parou mais.

A enfermeira contou que não se abalava com as dificuldades do dia a dia, pois Dulce tinha fé que nada iria faltar.

“Ela sempre dizia ‘Deus provera’ e de repente chegava o que precisávamos, as coisas fluíam de uma forma que não existia explicação”. E completou. “Tinham pacientes que nós sabíamos que ia falecer, mas ela ia lá e em instantes o paciente reagia, ficávamos sem acreditar” declarou.

Além do Hospital Santo Antônio, Flora trabalhava em outras unidades de saúde, porém o cansaço não tomava conta da sua rotina.Ela afirmou que não sentia nenhum tipo de cansaço quando chegava ao local.

“Às vezes eu saia de um plantão e era como se eu fosse uma nova pessoa”, relatou.

Já  formada, Florentina teve uma missão especial de cuidar da própria Irmã durante o período que esteve doente, após ser transferida do Hospital Aliança para a unidade de saúde da Osid, localizada nos Mares.  Segundo ela, era ‘impossível’ negar um pedido da Freira.

“Ela pedia para ir pro hospital, e toda vez que ela pedia alguma coisa ela olhava dentro dos nossos olhos e não tinha como negar. Dizíamos sim, e esse ‘sim’ vinha rodeado de muita energia. Tudo que ela pedia se encaminhava de uma forma impressionante. Ela era muito determinada e nos encorajava a enfrentar tudo, era uma energia contagiante”, comentou.

De acordo com ex-coordenadora , uma Unidade Intensiva de Saúde (UTI) foi montada no Hospital e todos funcionários que cuidaram direto da freira passaram por treinamento. Ela nos contou em detalhes como foi o dia da partida da freira.
“No dia 13 de março, o dia que ela faleceu, não era o meu dia de plantão, mas a colega que ia estar adoeceu.  Eu assumi o plantão. Justamente nesse dia dobrei e dei os últimos cuidados a irmã. A maioria da equipe estava lá. Meus colegas me disseram que eu tinha que estar lá”. E completou. “Eu fiquei ao lado observando até ela partir. Um silencio, uma calma… Ela foi indo como um pássaro, um perfume surgiu bem de leve  que tomou conta do ambiente.  Só eu conseguir sentir essa essência divina”, descreveu.

Alguns anos depois, Dona Flora sofreu um acidente grave e alegou que permaneceu viva graças a intervenção  de  Deus e de Irmã Dulce.

*Sob supervisão do jornalista Iago Maia/Via Varela Notícias

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