Petrolândia Notícias – Jovens de Petrolândia se destacam em Piscicultura Local

Jovens de Petrolândia se destacam em Piscicultura Local

7 de março de 2016 Postado em: Destaques Nenhum comentário


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O peixe que chega à sua mesa provavelmente nunca nadou em liberdade no rio ou no mar. Atualmente, são altas as chances de a carne vir de um criadouro, como o gerenciado por 12 pernambucanos que, apesar da pouca idade, já fincaram o pé em um mercado global. Com seus bonés e óculos espelhados, Pablo Cruz, Fagner Barros e os meninos da Associação dos Piscicultores de Serrote Preto, no semiárido pernambucano, são o rosto jovem da indústria que mais cresce no setor de alimentação.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a criação de peixes em cativeiro cresce 7% ao ano. Em 2014, a humanidade consumiu, pela primeira vez, mais peixes criados em cativeiro do que capturados no meio ambiente. Em quase 35 anos, a produção da piscicultura no mundo pulou de 4,7 milhões de toneladas – volume registrado em 1980 – para 70,5 milhões, em 2013. De acordo com a agência da ONU, para sustentar os atuais níveis de consumo, a criação do pescado precisará aumentar ainda mais.

Recém-saídos do Ensino Médio, com poucas perspectivas de trabalho e em uma das regiões mais pobres do país, Pablo e seus companheiros encontraram na piscicultura uma ocupação que lhes permitiu permanecer em sua cidade natal, Petrolândia. Eles criam tilápia, um dos peixes mais consumidos do mundo, considerado resistente a doenças e a diferentes temperaturas de água. O grupo participa do programa ProRural, uma parceria entre o Banco Mundial e o governo de Pernambuco, que beneficia cerca de 4 mil famílias. Com o apoio do projeto, conseguiram ampliar a infraestrutura para a criação de peixes e comprar mais alevinos (filhotes).

Na América Latina, mais de 100 mil famílias nos meios rurais dependem direta ou indiretamente da piscicultura para se alimentar e/ou gerar renda. A região responde por 3% da produção global, de acordo com a FAO. Brasil, Chile, Equador e México são responsáveis por mais de 80% do volume latino-americano.


Vídeo:
Fonte: Site Nações Unidas
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