04/02/2026 11:50

Polícias da Paraíba e de Pernambuco prendem em Caetés marido suspeito de matar policial penal em Patos

Polícias da Paraíba e de Pernambuco prendem em Caetés marido suspeito de matar policial penal em Patos

Em uma ação integrada entre a Polícia Civil da Paraíba, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o 9º Batalhão da Polícia Militar de Garanhuns, foi preso neste sábado (8), em Caetés, no Agreste de Pernambuco, Léo Pereira Lima, suspeito de assassinar a esposa, a policial penal Edvânia Limeira da Silva, de 36 anos. O corpo da servidora,natural de Paulo Afonso-BA, foi encontrado na manhã do sábado (8), dentro de sua residência, no bairro Jardim Magnólia, em Patos, no Sertão da Paraíba. Edvânia ainda vestia a farda de trabalho. Ela atuava há 13 anos no Presídio Feminino de Patos, onde era bastante respeitada pelos colegas de profissão. As investigações, conduzidas pela Polícia Civil da Paraíba, apontam indícios de premeditação. Dias antes do crime, Edvânia havia relatado dificuldade para acessar as câmeras de segurança da casa, o que levanta suspeitas sobre uma possível manipulação do sistema de vigilância. A operação que resultou na prisão do suspeito foi elogiada por sua agilidade e integração entre as forças de segurança dos dois estados. Graças à troca rápida de informações e ao empenho das equipes envolvidas, Léo Pereira foi localizado e capturado em menos de 24 horas após a descoberta do crime. Inicialmente, a cena do homicídio levantou dúvidas sobre uma possível ligação com o crime organizado, já que as paredes da casa estavam pichadas com as inscrições “X9” e “CV”, em referência ao Comando Vermelho. Essa hipótese, porém, ainda está sob análise das autoridades. A morte de Edvânia gerou grande comoção entre os agentes penitenciários da Paraíba, que a descreveram como uma profissional dedicada, ética e admirada por todos. Via Portal Agreste Violento

Dívida pública em alta e responsabilidade fiscal em baixa: a bomba-relógio de Lula

Dívida pública em alta e responsabilidade fiscal em baixa: a bomba-relógio de Lula

Há muito tempo prevalece no mundo político a ideia de que o início de um mandato presidencial é o momento certo para enfrentar as pautas amargas. Cabe ao chefe do Executivo, recém-legitimado por milhões de votos, exercer o senso de responsabilidade e fazer não apenas o que os eleitores desejam, mas o que o país necessita. Em 2027, porém, essa não será apenas uma questão de bom senso, será uma imposição da realidade. Quem assumir o comando do Planalto, seja Lula ou qualquer outro, encontrará um quadro de colapso iminente das contas públicas e uma regra fiscal profundamente desmoralizada. A “herança maldita”, expressão cara ao vocabulário petista, deixará de ser um recurso retórico para se tornar um fato incontornável. O arcabouço fiscal, que foi fruto do esforço de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, vendido pelo governo petista como símbolo de responsabilidade e equilíbrio nas contas públicas, ruiu diante da incapacidade do governo de cumprir as próprias regras. A lei que substituiu o antigo teto de gastos, concebida e aprovada pelo governo Lula em 2023, entrou em vigor com a promessa de impor limites ao avanço dos gastos públicos e de estabelecer metas para o resultado fiscal, isto é, a diferença entre o que o governo arrecada e o que de fato gasta. Mas o discurso de austeridade não resistiu ao primeiro teste da realidade. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, até o fim do atual mandato cerca de 150 bilhões de reais terão sido executados fora das regras da nova âncora. E o rombo segue aumentando: na última segunda-feira (03), o Congresso, cúmplice no desmonte da responsabilidade fiscal, aprovou a retirada de mais 30 bilhões de reais em gastos com Defesa da contabilidade oficial até 2031. O texto, que agora depende apenas da sanção de Lula, transforma de vez em letra morta o instrumento criado para conter a deterioração das contas. A meta fiscal, que deveria orientar a política econômica e servir de bússola para o equilíbrio do caixa do país, perdeu o sentido diante da sucessão de exceções e remendos. O Planalto parece ter se acostumado a tratar as normas que criou como peças de ficção. “O governo descumpre as regras o tempo todo”, afirma o economista Marcos Mendes, pesquisador do Insper e ex-assessor especial do Ministério da Fazenda. “As despesas tiradas das regras são despesas de qualquer jeito e fazem a dívida pública crescer da mesma forma.” Desde que o presidente Lula voltou ao poder, em janeiro de 2023, a dívida bruta do país saltou de 71% para 78% do PIB. A Instituição Fiscal Independente projeta que o encargo pode alcançar 125% do PIB no prazo de uma década, caso nenhuma medida concreta seja adotada para conter o crescente desequilíbrio. A regra fiscal já não cumpre sua função mais elementar: conter o avanço da dívida pública. No mercado financeiro, essa constatação virou consenso. “A cada ano aumenta o número de despesas fora do arcabouço, e o resultado é que ele não serve para mais nada”, diz Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da gestora ARX Investimentos. O descontrole tem efeito em cadeia. Com a dívida em trajetória explosiva, cresce a desconfiança dos investidores, justamente aqueles que financiam o governo ao comprar seus títulos. O reflexo é direto: o Banco Central se vê impossibilitado de reduzir a taxa básica de juros, juros. Hoje ela está em 15% ao ano, e foi mantida mais uma vez nesse nível pela diretoria do BC, na quarta-feira (05). “O investidor percebe que não há perspectiva de estabilização da dívida e exige um prêmio de risco maior”, diz João Leme, economista da Tendências Consultoria. A manobra recente do Congresso para excluir bilhões de reais em gastos com Defesa do arcabouço fiscal é apenas mais uma rachadura naquilo que deveria ser a pedra fundamental da contabilidade pública. No fim de outubro, o mesmo Parlamento já havia autorizado o governo a perseguir o piso, e não o centro, da meta fiscal. O compromisso oficial para 2025 era de déficit zero, com margem de tolerância de até 0,25% do PIB. Na prática, a meta passa a ser o próprio rombo, estimado em 31 bilhões de reais. E ele só deve ser “cumprido” no papel porque outros 43 bilhões de reais estarão sendo gastos fora da conta oficial. O episódio envolvendo os gastos com Defesa reacendeu o alerta sobre a fragilidade do arcabouço. “Esse precedente indesejável aumenta o risco de novas excepcionalidades surgirem”, afirma Alexandre Andrade, diretor da IFI. O temor não é infundado. Já aprovado pela Câmara, tramita no Senado outro projeto de efeito igualmente corrosivo, que retira do alcance da regra fiscal as despesas com educação e saúde financiadas pelo Fundo Social do Pré-Sal, cerca de 1,5 bilhão de reais, além dos gastos custeados por empréstimos internacionais. O próximo presidente não terá apenas a tarefa de preservar a regra fiscal existente, mas de provar que ela ainda pode ficar de pé. Se nada for feito, o naufrágio das contas públicas será inevitável. A própria equipe econômica do governo Lula, chefiada por Haddad e Simone Tebet, ministra do Planejamento, reconhece encrenca no horizonte para 2027. O avanço dos gastos obrigatórios, impulsionado por pisos constitucionais e pela indexação de benefícios ao salário mínimo, ameaça estrangular o caixa destinado às despesas básicas. “Nenhuma regra vai funcionar se não mudarmos alguns dispositivos que pressionam o Orçamento”, diz Fabio Giambiagi, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Os pisos constitucionais da saúde e da educação, somados à vinculação do salário mínimo, tornaram-se incompatíveis com os limites de gastos impostos pelo arcabouço fiscal. Mesmo tendo reconhecido, no início do ano, que faltarão cerca de 12 bilhões de reais para despesas discricionárias em 2027, o Ministério da Fazenda insiste em minimizar a gravidade do problema que ele próprio ajudou a criar. “Ainda há trabalho a ser feito no esforço de consolidação fiscal”, informou a pasta em nota a VEJA. E acrescentou: “O próximo mandato presidencial começará em 2027 com uma situação fiscal sólida”. Até agora, o

Bolsonaro é abandonado por aliados à medida que prisão se aproxima; pedidos de visita caíram 74%

Bolsonaro é abandonado por aliados à medida que prisão se aproxima; pedidos de visita caíram 74%

Amigos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são diretos quando indagados sobre como ele está no momento. Abandonado, mal cuidado, ruim foram algumas das expressões ouvidas pela Coluna do Estadão nos últimos dias. E a queixa de isolamento pode ser conferida em números. À medida que se aproxima sua prisão em regime fechado, após o fim dos recursos à condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro tem sido deixado de lado. Levantamento da Coluna do Estadão no sistema da Corte aponta uma redução de 74%, de agosto para cá, no número de pedidos para visitá-lo na prisão domiciliar. Nas primeiras quatro semanas da prisão domiciliar de Bolsonaro, foram 123 pedidos de visitas. Nos últimos 30 dias, por outro lado, esse total caiu para 32. Em novembro até o dia sete, foram apenas dez solicitações. Algumas são de familiares do ex-presidente, como o irmão Renato, e também de um grupo de oração da ex-primeira-dama Michelle. Um dos políticos que mais pediram para visitar Bolsonaro foi o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com nove solicitações. Em outubro, contudo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, passou a impedir o contato entre os dois com a reabertura de uma investigação contra o dirigente partidário por suposta participação na tentativa de golpe de Estado. Pessoas próximas ao ex-presidente dizem que tem reclamado do abandono. Ele tem crises frequentes de soluço, por conta de seu estado de saúde, e tem demonstrado também desânimo com a iminência de ser preso. Na última sexta-feira (07), o STF formou maioria para negar recurso de Bolsonaro e manter pena de 27 anos e três meses na trama golpista. Bolsonaro só deve ser preso para cumprir a sentença quando o processo atingir o chamado “trânsito em julgado”, ou seja, após o fim de todos os recursos, ou se o STF considerar que os pedidos da defesa são “protelatórios”. Via PE Notícias | Coluna do Estadão