06/02/2026 08:02

Supermercados têm falta de trabalhadores e recorrem ao Exército para recrutar jovens e preencher 350 mil vagas

Supermercados têm falta de trabalhadores e recorrem ao Exército para recrutar jovens e preencher 350 mil vagas

Mesmo com cerca de 350 mil vagas abertas, o setor supermercadista brasileiro encontra dificuldades para contratar. Tradicional porta de entrada para jovens no mercado formal, o segmento tem perdido espaço para ocupações informais e mais flexíveis. A mudança no perfil dos trabalhadores, aliada à taxa de desemprego em baixa, vem acentuando o desafio. Para enfrentar o problema, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) firmou uma parceria com o Exército Brasileiro, com o objetivo de recrutar jovens que concluíram o serviço militar obrigatório. A proposta inclui o mapeamento de perfis e a oferta de oportunidades com possibilidade de desenvolvimento profissional. Além disso, o setor aposta na diversificação da força de trabalho, buscando pessoas com mais de 60 anos e defendendo a criação de formatos de contratação mais adaptáveis à realidade dos candidatos. Segundo o vice-presidente da Abras, a criação de um comitê junto ao Ministério do Trabalho está em discussão para viabilizar jornadas mais flexíveis. Via Portal PE10

Polícia Militar lança policiamento para a tradicional Festa de São Pedro em Petrolândia

Polícia Militar lança policiamento para a tradicional Festa de São Pedro em Petrolândia

Na noite do último sábado (29/06), a Polícia Militar de Pernambuco, por meio da 4ª Companhia Independente (4ª CIPM), realizou o lançamento do policiamento para garantir a segurança da tradicional Festa de São Pedro, no município de Petrolândia-PE. O evento, que atrai milhares de pessoas da região e de cidades vizinhas, contou com planejamento estratégico e reforço do efetivo policial.

Homem é assassinado em Serra Talhada (PE)

Homem é assassinado em Serra Talhada (PE)

Um homicídio foi registrado na noite desta sexta-feira (27), no município de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. A vítima foi identificada como Tiago de Souza Silva, de 39 anos. O crime ocorreu em um beco localizado na Travessa Domingos Rodrigues. Tiago foi atingido por diversos golpes de faca e não resistiu aos ferimentos. O óbito foi constatado por uma equipe do SAMU que esteve no local. Populares que estavam na cena do crime não repassaram informações que possam auxiliar nas investigações. A autoria e motivação do homicídio ainda são desconhecidas. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. Via O Povo com a Notícia

Mãe de Juliana Marins quebra silêncio e demonstra indignação pela morte da filha na Indonésia

Mãe de Juliana Marins quebra silêncio e demonstra indignação pela morte da filha na Indonésia

Juliana Marins ao lado de sua família – Foto: Redes Sociais/Reprodução “Indignação muito grande. Esses caras mataram a minha filha”. Foi expressando inconformismo e profunda tristeza que a mãe de Juliana Marins, a publicitária brasileira de 26 anos que morreu após uma queda no Monte Rinjani, na Indonésia, quebrou o silêncio do luto. Desde a trágica notícia do acidente, a bióloga Estela Marins falou pela primeira vez sobre o assunto ontem, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo. Manoel Martins, pai da jovem, relatou que o guia que estava com os viajantes na trilha se afastou para fumar, quando deixou sua filha para trás. E detalhou as vagarosas decisões do guia, do responsável pelo parque nacional e pela equipe de resgate Basarnas. — Juliana falou: “Estou cansada”. E ele falou: “Senta ali. Fica sentada”. E o guia nos disse que ele se afastou por cinco a dez minutos de onde Juliana estava para fumar. Para Fumar! Depois desses cinco a dez minutos de caminhada, dessa meia hora fumando, ele voltou. Quando voltou, não encontrou a Juliana. Isso foi por volta de 4h da manhã. Quando ele avistou Juliana, eram 6h08 da manhã. A brigada começou a subir o monte por volta de 8h30 da manhã do dia 21 de junho. O trajeto até o local do acidente tinha cerca de seis horas de duração. Às 14h, a brigada chegou ao local onde estava Juliana. Manoel Marins afirmou, durante a entrevista:— O único equipamento que eles tinham era uma corda (…) Jogaram a corda na direção da Juliana. Fizeram uma segunda tentativa: o guia, no desespero, amarrou a corda na cintura. Ele tentou descer com essa corda amarrada na cintura sem ancorar a corda. Após as malsucedidas tentativas de resgate, a administração do parque foi informada que o caso tinha complexidades. Seria preciso, então, acionar o Basarnas, a defesa civil local, cuja sede fica a duas horas do Monte Rinjani. A equipe dos Basarnas chegou ao local no dia 21 de junho às 19h, horário indonésio. Juliana não estava no trecho esperado. No dia seguinte, domingo (22), o resgate foi interrompido devido ao mau tempo. O corpo de Juliana foi encontrado no dia 23, segunda-feira. Mariana Marins, irmã, contou que a família irá à Justiça. Para Manoel, empresas e guias devem ser responsabilizados. — Os culpados, no meu entendimento, são: o guia, que deixou a Juliana para fumar; a empresa que vende os passeios, eles são vendidos em banquinhas! Mas o primeiro é o coordenador do parque, que demorou a acionar a defesa civil. Em momento algum reconheceu o erro nem pediu perdão para nós — disse o pai. Drama em meio ao lutoEm meio à dor, a família enfrenta dificuldade no processo de repatriação do corpo. A falta de previsão seria devido a alterações no voo que traria o corpo até o Galeão na noite de ontem. Mariana Marins usou as redes sociais para cobrar a companhia aérea Emirates pelo atraso no traslado. De acordo com a irmã de Juliana, os restos mortais não foram embarcados sob a alegação de superlotação no bagageiro. — O voo que traria Juliana já estava confirmado, estando tudo pago e acertado, sairia de Bali no domingo, às 19h45. Porém, misteriosamente, o bagageiro ficou “lotado”, e a Emirates disse que só traria Juliana em outro voo se fosse até São Paulo. Que não se responsabilizaria pela chegada dela ao Rio. Está muito difícil — lamentou Mariana Marins, ao Globo. A empresa informou que apura o caso. A autópsia no corpo de Juliana, feita no Hospital Bali Mandara, em Denpasar, na Indonésia, concluiu que a causa da morte foi trauma, com fraturas, lesões em órgãos internos e hemorragia intensa. De acordo com o médico legista Ida Bagus Alit, responsável pelo procedimento, a morte ocorreu 20 minutos após o trauma, mas ainda não está claro qual das quedas foi fatal. Angustiada com a passagem do tempo, Mariana começa a ter desconfianças:— Parece proposital, já que o embalsamamento tem apenas alguns dias de validade. O medo é que, em nova autópsia, descubramos mais coisas Juliana caiu em uma ribanceira na noite do dia 20, uma sexta-feira, e foi vista viva por drones algumas horas depois, a cerca de 300 metros abaixo da trilha. Após quatro dias de buscas interrompidas pelo mau tempo, o corpo da publicitária foi encontrado sem vida a cerca de 600 metros do ponto da queda. No sábado, o governador Lalu Muhamad Iqbal, que comanda a província de Sonda Ocidental, onde fica o vulcão Rinjani, publicou uma carta aberta. O conteúdo foi compartilhado no Instagram. Na gravação, ele atribuiu as dificuldades de resgate às “forças da natureza”, culpando as chuvas persistentes e uma névoa pela demora, mas admitiu não existir estrutura adequada para situações do tipo na região. — Estamos profundamente abalados por essa tragédia — disse o governador indonésio. No comunicado, o representante do governo admitiu que a equipe tem menos agentes do que seria preciso para para salvamentos verticais. Cercado pela repercussão da morte da viajante, ele afirmou ainda que o governo adotará medidas para melhorar a capacidade de reação a ocorrências: — A infraestrutura de segurança precisa ser aprimorada, já que essa montanha deixou de ser apenas um destino de trilha para se tornar uma atração turística internacional (…) Estou comprometido, como governador, a iniciar uma revisão abrangente com todos os envolvidos na região do Rinjani. Via FolhaPE

Jair Bolsonaro é ex-presidente que mais custa aos cofres públicos

Jair Bolsonaro é ex-presidente que mais custa aos cofres públicos

Jair Bolsonaro é o ex-presidente com maior custo à Presidência da República nos últimos quatro anos. Em média, ele gerou gasto anual de R$ 1,7 milhão ao erário, após deixar o cargo. Na sequência estão Dilma Rousseff e Fernando Collor. A Coluna do Estadão fez contato com a assessoria de Bolsonaro e o espaço segue aberto para manifestação. Levantamento feito pela Coluna do Estadão analisou os dados da Presidência entre 2021 e junho de 2025. Nesse período, o gasto total foi de R$ 35,5 milhões, relativos aos sete ex-presidentes vivos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de seu mandato atual. Por lei, cada ex-presidente tem direito a seis assessores, dois motoristas e dois carros custeados pelo Palácio do Planalto, inclusive em viagens nacionais e internacionais. A justificativa do benefício é prestar “segurança e apoio pessoal” ao ex-mandatário. A Presidência banca salários, diárias, passagens e reembolsos a esses funcionários em cargos de confiança, escolhidos livremente pelo ex-chefe de Estado. O combustível e a manutenção dos automóveis também entram na despesa pública. Ranking de gasto médio anual: Jair Bolsonaro: R$ 1.697.635,00Dilma Rousseff: R$ 1.686.436,85Fernando Collor: R$ 1.646.235,63Lula: R$ 1.491.930,53Michel Temer: R$ 1.204.991,08José Sarney: R$ 951.325,48Fernando Henrique Cardoso: R$ 780.221,56 Desde 2023, Bolsonaro custou R$ 1,8 milhão em salários e R$ 1,1 milhão em passagens nacionais, despesas referentes a seus assessores. Além disso, foram desembolsados R$ 649 mil em diárias dele no exterior em 2023, quando ele passou três meses nos Estados Unidos após deixar a Presidência. Bolsonaro saiu do Brasil ainda no fim de seu mandato e não passou a faixa presidencial para Lula em 1º de janeiro de 2023. Os dados do Palácio do Planalto contemplam gastos de 2021 a 2025, até este mês, que somam R$ 35,5 milhões, a uma média anual de R$ 7,9 milhões. Nesses quatro anos e meio, Lula e Bolsonaro foram ex-presidentes por menos tempo do que os colegas. A Coluna do Estadão fez as contas considerando o período de cada um. Bolsonaro não teve esses gastos em 2021 e 2022 porque ainda era presidente. O mesmo aconteceu com Lula a partir de 2023. Entre 2021 e 2025, o ano com maior despesas com a equipe de ex-presidentes foi 2024, com R$ 9,4 milhões. Em 2023, o gasto foi de R$ 8,8 milhões. Até este mês, na metade de 2025, o custo foi de R$ 3,6 milhões, em um ritmo menor de gastos. Via PE Notícias | Coluna do Estadão