Petrolandense Brendaw Gladiador disputa cinturão de MMA no 2º Arena Combat Fight em Bodocó-PE

Neste sábado (10), a cidade de Bodocó-PE, será palco de grandes emoções no mundo das artes marciais com a realização do 2º Arena Combat Fight, evento que acontece a partir das 16h, na quadra do Colégio Municipal Antônia Lócio da Cruz. Representando a cidade de Petrolândia-PE, o lutador Brendaw Gladiador, da equipe Brutos de Muay Thai, entra no octógono para disputar o cinturão da categoria Peso Galo (até 61,65kg), na modalidade amador, contra o experiente Renan “Barão” Rodrigues, da Arena Combat Team, da Barragem Leste (AL). A luta promete ser um verdadeiro espetáculo para os amantes do MMA, com dois atletas determinados e em busca da vitória. Brendaw Gladiador carrega consigo o orgulho de sua cidade e o apoio de sua torcida, que poderá acompanhar todos os detalhes ao vivo pelo Instagram oficial do evento. ? Assista a luta pelo link: @arena_combat_fight A expectativa é de casa cheia e combates eletrizantes ao longo da noite. Que vença o melhor — e que a garra de Petrolândia brilhe no octógono!
Ministro da Saúde e Raquel lyra entregam Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru

Cerimônia de Inauguração do Hospital da Mulher do Agreste. Fotos: Rafael Nascimento/MS A inauguração do Hospital da Mulher do Agreste, nesta sexta-feira (9), passa a ser um marco da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). É a principal obra na área da saúde entregue na sua gestão. Durante a campanha de 2022, ela prometeu colocar em funcionamento cinco maternidades para atender às mães em todo o Estado. O HMA teve as obras iniciadas em 2013, porém se arrastaram por anos e chegaram a ser paralisadas. Em 2023, foram retomadas já na gestão de Raquel. E o investimento foi de R$ 54 milhões. No ato de entrega, estiveram presentes os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Previdência Social, Wolney Queiroz; e dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; o prefeito Rodrigo Pinheiro, entre outras autoridades. A nova unidade de Saúde conta com 190 leitos, um bloco cirúrgico com oito salas, 959 funcionários e tem capacidade para realizar 700 partos por mês. O HMA ainda conta com a Casa de Maria para acomodar as mães que tem os filhos internados. Essa nova unidade de saúde vai suprir a demanda de 50 municípios do Agreste. A gestão do hospital Estadual ficará a cargo da Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SPCC), que receberá cerca de R$ 6,2 milhões para gerenciar, operacionalizar e executar as ações. Raquel Lyra lembrou, em sua fala, que o último ato como prefeita de Caruaru, em 2022, foi inaugurar a Maternidade Santa Dulce dos Pobres, e que agora está entregando o HMA. A governadora agradeceu a parceria com o Governo Federal, que liberou recursos para essa unidade e se comprometeu em construir duas das quatro maternidades prometidas na campanha eleitoral. “Em breve, as quatro novas maternidades começarão a ser construídas. A gente vai dar a ordem de serviço ainda esse semestre e até 2026 entrega as quatro novas maternidades”, garantiu a governadora”, ressaltando que o Hospital da Mulher do Agreste vai atender a mais de 50 cidades da Região. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se colocou à disposição para também contr com as maternidades que o Governo do Estado construirá, além das duas unidades que serão feitas com recursos federais. “Certamente, aqui é o primeiro passo dessa nossa parceria, mas nós vamos estar junto com a senhora, dos seus sonhos, do seu compromisso de levar maternidade como essa para outras regiões do Estado de Pernambuco. As unidades serão construídas em Garanhuns, Serra Talhada, Ouricuri e Igarassu. Cerimônia de Inauguração do Hospital da Mulher do Agreste. Fotos: Rafael Nascimento/MS Via Portal PE10
O plano contra filas no SUS que vem ganhando força nos bastidores do governo Lula

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), três em cada quatro brasileiros dependem do SUS para serviços médicos como consultas, exames e tratamentos. Isso explica a superlotação do serviço público: em janeiro, a fila para consultas era de 5,7 milhões de pessoas. Nesse cenário, uma proposta vem ganhando fôlego nos bastidores do governo Lula: a criação de uma espécie de plano de saúde de baixo custo, regulamentado pela ANS, com um mercado potencial de 50 milhões de brasileiros. A iniciativa, em fase de estudos, mas andando a passos largos na agência, pretende oferecer serviços básicos, como consultas e exames, sem a cobertura de internações e tratamentos, a um preço fixo mensal mais acessível do que os modelos disponíveis no mercado. O objetivo é diminuir a fila de pacientes do SUS, liberando espaço para as camadas mais pobres da população. Esse novo modelo também permitiria a operadores privados tentar conquistar um vistoso mercado potencial de beneficiários da classe C. Para entender o que está em jogo, é preciso analisar primeiro o xadrez político que envolve o tema. O atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assumiu o posto há menos de dois meses com uma missão delegada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: garantir uma marca ao governo na área da saúde, algo que sua antecessora, Nísia Trindade, não foi capaz de fazer. A ideia maior é reduzir o tempo de espera de consultas, exames e cirurgias do SUS. Para isso, prometeu esforços para deslanchar o Mais Acesso a Especialistas, programa lançado no ano passado e que tem como meta, justamente, acelerar o acesso de pacientes às áreas mais demandadas no SUS: oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia e otorrinolaringologia. O que Padilha pretende é reformular o programa e apresentá-lo com diretrizes promissoras. Uma das pernas para diminuir a alta demanda, inclusive, seria a parceria com hospitais privados para aliviar a fila do SUS, algo que já foi avalizado por Lula, que está de olho na reeleição em 2026. O plano de “baixo custo” complementaria o esforço de redução das filas do SUS no caso de consultas — por falta de nome melhor, ele foi batizado por ora de “Plano para consultas médicas estritamente eletivas e exames” . A ideia foi apresentada pela ANS e tem sido fortemente apoiada por operadoras de saúde, que querem comercializar o produto. O item já passou pela fase de consulta pública, encerrada em abril, e deverá ser implementado de forma experimental, no que é chamado de “sandbox regulatório”, assim que as áreas técnicas finalizarem o seu relatório. O documento precisa passar por avaliação conjunta com o Ministério da Saúde, exame jurídico da Procuradoria Federal junto à ANS e, uma vez formatada a proposta final, ela deve ser submetida à aprovação da Diretoria Colegiada da agência. Pessoas familiarizadas com o trâmite dizem que, apesar de uma ou outra resistência, a iniciativa, com a bênção de Lula e de Padilha, caminha para ser aprovada. Um dos pontos a serem afinados é a confirmação de Wadih Damous, ex-deputado do PT e aliado de Lula, à frente da ANS: ele aguarda ser sabatinado pelo Senado. Há um outro motivo para a ANS defender a nova modalidade: fazer frente à expansão do mercado não regulado de serviços pós-pagos de cobertura médica, que é o caso de cartões de desconto e de clínicas populares. Esses serviços, hoje consumidos por cerca de 50 milhões de pessoas, sobretudo da classe C, são legais, mas não seguem regulamentação da agência. Já o plano estudado prevê um preço fixo na faixa de 100 reais mensais. Esse serviço deve atuar em concordância com as regras de cobertura da ANS e as diretrizes do SUS. Mais que isso, pleiteia ter uma integração maior público-privada, na qual o paciente obteria um diagnóstico pelo plano e, no caso de tratamentos mais complexos, seria encaminhado à rede pública — caminho que hoje não é possível. “A ideia é oferecer uma opção de produto regulado, com segurança e garantia de cobertura para consultas eletivas de todas as especialidades e uma ampla lista de exames, muitos de alta complexidade, como colonoscopia, endoscopia, tomografia e ressonância magnética, biópsia, por um baixo custo mensal e sem limite de quantidade”, diz a ANS em nota enviada à redação de VEJA. Embora ainda esteja a caminho da regulamentação, a iniciativa desperta algumas críticas, principalmente de institutos de defesa do consumidor, como o Idec. Esse instituto foi à Justiça contra a ANS questionando a legalidade da resolução que permitiu testar planos de saúde sem internação. Os problemas levantados na fase de consulta pública foram respondidos com a garantia de que eles serão resolvidos na fase de testes. É compreensível a preocupação com algo que vai impactar uma área sensível, mas não se pode obstruir a discussão e a experimentação, com as necessárias correções, se for o caso, de uma iniciativa que pode ajudar a melhorar o complexo e problemático sistema de saúde brasileiro. Publicado em VEJA de 9 de maio de 2025, edição nº 2943 Via Veja